Da página de FB de António Capucho


Patrícia Reis,

MARCELO E AS PRESIDENCIAIS Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que o perfil definido por Passos Coelho para o candidato a PR a apoiar pelo PSD pretendeu exclui-lo da corrida a Belém. Ora, o Presidente do PSD escreveu “comportar-se mais como um árbitro ou moderador (…) evitando tornar-se numa espécie de protagonista catalisador de qualquer conjunto de contrapoderes.” Ou seja, Passo Coelho pretende um Presidente amorfo, não interveniente e, se possível, seguidista. Ficamos esclarecidos, se dúvidas ainda existissem. Mas Passos Coelho diz mais sobre em desrespeito pelo ex-Presidente do PSD e actual Conselheiro de Estado (para além de ser o comentador político com maior índice de audiências): “evitando tornar-se (…) num catavento de opiniões erráticas em função da mera mediatização gerada em torno do fenómeno político”. A brutalidade destas considerações foram tidas por Marcelo como a ele dirigidas, pelo que me espanta que não reaja a não ser com o anúncio do abandono da luta! Eis como o PSD vê as eleições presidenciais e como o seu Presidente trata um militante histórico. Uma tristeza…

4 comentários em “Da página de FB de António Capucho”

  1. E por acaso já alguém reparou que o sr. Capucho, que sofre de uma grave doença que o obrigou a abandonar a presidência da câmara de Cascais mas lhe permitia querer ser presidente da AR, pretende candidatar-se a PR???

  2. O Presidente da República tem que ser alguém completamente apartidário.
    Só merece o voto do eleitor presidencial alguém sem essa mácula. Repito: mácula.

    Sejamos claros. Como esperar isenção no exercício do tão alto cargo, de árbitro, imparcial por definição , se o CV demonstra que a sua vida pública esteve sempre embebida num (ou vários) partidos?….
    O exemplo dos, bons e maus, árbitros de futebol não é liminarmente claro?.

    Ridícula, e sintomática, a cena de ver um candidato a PR entregar, ou dizer que não entrega, o seu cartaõzinho de militante partidário. É apenas brincar com a realidade. Reconhecimento óbvio do seu pecado original. Será que se considera super-homem?. Alguma vez terá força moral para refrear o voraz apetite pelo poder a todo custo, que reina nos partidos … de onde afinal é originário?. Alguma vez será capaz de desempenhar, imparcialmente, a tão necessária atitude checks and balances” no exercício de um cargo de contra-abuso-de-poder ?. Ridículo.

    A forma como os partidos, a ultra-dependente comunicação social e os comentadores (pouco ou nada independentes), irá noticiar, e comentar, as diferentes candidaturas a PR -de origem partidária ou não- será infelizmente, mais uma vez, um triste circo cuja intenção é atirar, mais uma vez, areia para os olhos de um eleitorado deliberadamente não precavido.
    O resultado da má forma de seleção de candidatos a PR está á vista e sentem-no muitos portuguêses, diariamente, no seu parco nível de vida.

  3. Assi que nunca enfim com lança estranha
    Se tem que por vencidos se conheçam;
    Nem se sabe ainda, não, te afirmo e asselo,
    Para estes Anibais nenhum Marcelo.

    “Os Lusíadas” CantoVII, 71,5-8

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