A Vida em Surdina revela um David Lodge maduro, aprimorado pela idade. É um livro que se vai degustando pelas páginas fora, não desempenhando a trama um papel mais relevante do que o de um cabide onde se penduram considerações deliciosas sobre os mais diversos assuntos mundanos.
Estão assegurados todos os ingredientes típicos do autor, numa deliciosa combinação de graça e desgraça ou de comédia e tragédia. E, claro, a elegantíssima fleuma britânica mesmo quando aborda temas tão desagradáveis como a flatulência.
Tão bem escrito que dá vontade de continuar a ler mesmo quando já se acabou.


Gostei tanto deste livro, aliás, gosto muito do David Lodge, o que me faz ter saudades de lê-lo. Alguma sugestão?
O meu preferido é o Terapia. Rebolo a rir de cada vez que o leio.
Autor, autor é sobre Henry James, eu sou fã dos dois:)