Da mentira


josegomesandre,

Bem lembrado pelo Pedro Magalhães: "Aqui há uns anos, o Primeiro Ministro da Hungria, Ferenc Gyurcsány, foi apanhado numa gravação a admitir a outros membros do partido que "temos andando a mentir nos últimos dois anos". Seguiram-se motins.".

 

Por estas bandas? Uma deputada (!?) afirma que "se Sócrates mentiu, nem acho que seja muito grave". Estamos a falar de uma mentira proferida no Parlamento, na casa da democracia, perante os representantes do povo, sobre uma matéria relativa à relação entre o Estado e órgãos de comunicação social. Pobre civilização, na qual a mentira de um agente político se transformou numa coisa sem importância.

11 comentários em “Da mentira”

  1. Apesar de tudo isso e de tudo o que se diz:

    “Se os portugueses fossem hoje chamados a votar, voltariam a escolher José Sócrates para primeiro-ministro. De acordo com a sondagem da Universidade Católica, o PS reforçaria a sua posição e conseguiria um resultado próximo da maioria absoluta (41%).”

    Sondagem JN/DN/RTP/Antena1

    Mas isto é comunicação social manipulada pelo Governo…
    O que seria grave,pois estariamos a chamar mentirosa à Universidade Católica e Deus não ia gostar nada disso…
    Eh eh eh eh

  2. Oh Gomews André,
    Diga lá com franqueza, mas mesmo, está bem?
    – Quantas vezes é que a verdade é relativa lá para as bandas de S. Bento?
    – Quantas vezes é que todos os líderes de todas as bancadas tiveram que contornat a verdade factual?
    – Essa ideia de verdade quimicamente pura, ideologicamente sentada no meio, equidistanta das tentações … lhe apareceu em sonhos?
    – Não seria melhor discutirmos o que é relevante para o emprego, o investimento, a sobrevivência em meio tão hostil?
    – Quando o mundo inteiro discute como sair da crise, aqui em Portugal são uns curiosos a perorar sobre se o 1º ministro terá dito meia verdade, um quarto, um sexto, uma enésima parte da verdade sobre um assunto que não lhe dizia respeito…, sobre um negócio que nem se realizou?
    – Não acha que a sua participação na intoxicação nem consegue ter um leve reflexo nas sondagens?
    – Não haverá outros assuntos a que dedicar a sua fina análise?
    Atentamente

    1. Meu caro, há vários assuntos de interesse para comentar, achei que este tinha importância e por isso resolvi escrever sobre ele. É assim que as coisas funcionam, no mundo dos blogs, não é? Quanto à “minha participação na intoxicação” e seu reflexo nas sondagens, não tenho quaisquer pretensões megalómanas. Um abraço!

      1. Caro Gomes André ( agora sem escorregadelas que me perdoou..),
        Agradeço a sua urbanidade e não tive intenção de o agravar. Foi talvez um excesso de linguagem,que admito.
        Releve-me que estou um bocado farto deste ambiente cáustico em que nos mergulham os tremendistas que “andem por aí”
        Mas reafirmo que o mais importante não é avaliar a percentagem de verdade que se aproveita de cada declaração dos políticos.
        Talvez seja mesmo preciso fazer um plano para o País. e, depois, cumpri-lo.
        Abraço

  3. Lembra-se do que disse Álvaro Cunhal sobre o Mário Soares?
    “Tenho apanhado muitas mentiras aos políticos… mas ao Soares nunca apanhei nenhuma verdade.”
    Se mentiu – está por provar – até nem foi grave. Está é a ser empolada e aproveitada para obtenção de dividendos políticos.

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