Está António Costa a fazer bluff ao negociar um governo à esquerda? Provavelmente.
Ou estará antes a alimentar essa hipótese com o objectivo principal de adiar a sua iminente morte política? Possivelmente.
Do outro lado, estão o PCP e o Bloco a simular uma negociação com o PS que só perante grandes cedências deste aceitariam? Certamente
Por outro lado, é grande parte do eleitorado do PS, que em 40 anos sempre governou perto do centro, avesso a uma coligação à esquerda? A minha intuição é que sim.
Mas não constitui mais que isso mesmo: intuição. Dificilmente é possível afirmar esta última conclusão com certeza perante o resultado da votação de 4 de Outubro. A presunção de saber interpretar a vontade do eleitorado é um erro no qual estas eleições mostraram ser demasiadamente fácil incorrer. E, se já conhecemos alguma opinião publicada do PS com influência, a verdade é que não podemos afirmar saber para onde pende a opinião pública. A natureza das eleições é apenas, como o nome indica, eleger, não constituindo, na sua configuração actual, um referendo a opções deste tipo. Ora, o PS teve 1.74 milhões de votos que transmitem, tecnicamente, a mesma mensagem: um voto para representação parlamentar, um voto no que propõe, de forma agregada, o seu programa. Retirar mais do que esta ilação da votação num determinado partido é um exercício de base altamente precária, por muito que eu tenda a concordar com as conclusões que têm sido tiradas.
Sendo assim, será legítimo António Costa tentar negociar um acordo à esquerda em que esta ceda apenas em alguns pontos específicos, na justa medida da diferença de votação no PS face ao Bloco ou PCP? Não me parece possível negá-lo se desconhecemos a vontade dos eleitores para além do que diz o seu voto.
A outra face da questão da legitimidade prende-se com o facto de o PS não ter sido o partido mais votado. A este respeito também não consigo catalogar como ilegítima a negociação com outros partidos (que não a coligação). Sendo certo que a tradição dita que ser a força política minoritária com maior votação a formar governo, não me parece, na teoria, ilegítimo que outras forças se coliguem para formar governo.
Por tudo isto, não entendo à partida como ilegítima a conduta de António Costa. Se antevejo que não vá dar em nada? Provavelmente. Se entendo que esse acordo, a concretizar-se, obrigaria o PS a desviar-se perigosamente da sua matriz ligada à democracia liberal e ao euro? E que o apoio da ‘esquerda’ se revelaria rapidamente instável? Infelizmente, parece-me bem que sim. Mas a isso só poderei reagir uma vez divulgados os termos desse (improvável) acordo.

Eu até seria capaz de votar bloco ou num qualquer dos mais pequenos só para entalar o PS de Costa, daí que juntos a somar não passa de uma indecorosa falácia. Fui arrebanhado abusivamente contra a minha vontade pelo que vou apresentar recurso no Tribunal Constitucional para saber se é licito impingirem-me um Costa que pretendia rejeitar. O meu argumento é que o anuncio do produto em vez de indiciar esse desfecho bem pelo contrário afirmava sem papas na língua o seu oposto. Publicidade enganosa deliberada é ou não crime?.
Deduzo do seu comentário que também fez o mesmo relativamente às promessas eleitorais de Pedro Passos Coelho em 2011…
Dedução abusiva.
Percebo. Mas isso não inviabilizaria qualquer coligação que não fosse pré-eleitoral?
Não necessariamente. Só que Costa em pânico quis queimar etapas para ganhar tempo. Vai ser-lhe fatal pedir emprestado para arriscar em desespero tudo na roleta da sorte.
Os movimentos especulativos do intelecto oferecem uma infinidade de legítimos quadros perante qualquer situação. Sem negação do anteriormente afirmado creio que há um tipo de especulação que o Homem recusa fazer.
E o que o Homem recusa fazer é questionar suas próprias raízes e procurar verificar da solidez das mesmas. Estas raízes dizem respeito à ontologia. Neste sentido, cada vez menos me restam dúvidas que o percurso criativo do Homem, para que o seja, tem de se dotar de uma natureza reconstrutiva.
Todavia, só é possível reconstruir se existir também a coragem de questionar: questionar se os modelos viciados do pensamento em toda a esfera sociológica são efectivamente assentes na verdade que a tradição aceita.
Talvez seja incómodo questionar tais bases, pois levará necessariamente a compreender que aqueles que mais amamos e nos são próximos não são a princesa que se senta no pedestal. E estes são a família, os professores e todos os demais de quem fomos recebendo toda uma panóplia de informação que, tal como uma esponja, se entranha no mais íntimo de nosso íntimo.
Compreendo que tal exercício seja doloroso. Mas há momentos na vida em que devemos encarar com pragmatismo que o que arde também pode curar-nos.
Vem tudo isto a propósito da situação que hoje histericamente se debate neste Portugal. Pergunto se esta “anormal” possibilidade de um acordo aparentemente antagónico não será um daqueles exercícios e oportunidade que a coragem da razão e a força da existência, perante os infindos erros do passado, deva oferecer ao Homem (?).
Tanta palavra para não dizer nada?!
Se tanto te interrogas por eu nada dizer imagina tu o quanto não te indignarias se eu escrevesse o que escrevi.
Tu é que davas um grande politico!
Nunca se contesta pessoas experientes.
O Programa do PS está mais próximo do PAF que do PCP.
Logo se o António Costa diz que não quer nada com o PAF então por maioria de razão não pode querer nada com o PCP.
Por isso é ilegítimo o que António Costa está a fazer. No seu putativo Governo alguém atraiçoará o seu eleitorado.
O Costa só recusou a PàF porque, Paulo Portas mandou destruir o PS e o Passos foi na onda.
Se um governo ditatorial mandou durante 4 anos no país, ignorando tudo o que o resto do parlamento lhe pedia, imagina que esses mesmo ditadores vão aceitar negociar alguma coisa com outros?
Começou pela noite das eleições onde a PàF só não pediu a execução pública do líder da oposição, porque os resultados começaram a encolher, em relação às previsões. (3 dias antes, TODAS as sondagens davam 128 a 150 deputados à coligação) Nessa altura, não puderam ir tão longe e limitaram-se a deitá-lo no caixote do lixo.
Para obrigar o governo a não ser ditador, é preciso entendimento à esquerda. É a única forma de manter o governo fora das suas medidas de ditadura, ao estilo do ministro da economia que fala muito bem quando são resultados positivos e desaparece de circulação quando surgem resultados negativos.
Os seus argumentos pareceram-me sensatos, de apreciar no meio de tanto ruído retórico.
Agradeço as suas palavras
A questão é esta:
Durante anos alguem teve interesse em passar a mensagem que em portugal só valia a pena votar no PS ou no PSD, pois o que tivesse mais votos formaria Governo.
Com esta invenção, o PS e o PSD foram-se mantendo no Governo, alternando sem serem alternativa um do outro, e essa situação levou o País ao estado a que chegou, as desigualdades sociais são cada vez mais evidentes.
Para além disso, numa situação igual à que temos atualmente, os partidos da oposição (que são maioritários) são obrigados a deixarem passar o que a minoria (que é Governo) quer, pois, caso contrário, serão considerados “partidos do bota-abaixo”.
ORA, ISTO NÃO É DEMOCRACIA!!!
Esta negociação vem provar que esta história nunca fez e não faz qualquer sentido. Fica provado que o voto útil é nos partidos com eleitorado mais reduzido, pois são estes partidos que são o fiel da balança, entre os interesses que se servem do bloco central e os interesses dos portugueses.
Espero, sinceramente, que o PS chegue a acordo com o PCP e BE, pois esta situação iria dismistificar, de uma vez por todas, que os portugueses não votam para eleger um primeiro-ministro, votam, isso sim, para eleger deputados, que por sua vez formam maiorias e dão suporte a um Governo… É o que diz a Constituição, e é esta que ainda diz como é organizado o sistema político…
O Costa está refém da situação que ele próprio criou ao perder a identidade politica (fosse ela qual fosse) começando por dizer que não aceitaria coligações á esquerda, até terminar dizendo que não viabilizaria qualquer orçamento da direita, é obvio que lhe resta ficar sozinho ou assumir um travestismo politico.
Qualquer aliança á esquerda significa ficar refém de politicas radicais na sua essência, logo é uma questão de tempo até ter que ficar sozinho (de novo). A colagem á direita implica aceitar tudo o que andou a criticar desde há largos meses, com o detalhe que ainda terá que lidar com o parasitismo do CDS. Parecem-me ser gatos a mais no mesmo saco. Caso não houvesse um Portas na equação á direita, tudo seria mais fácil (e obvio), neste caso, resta-lhe escolher por qual das portas (dos fundos) vai sair, pois não há saída digna para esta situação.
Tendo a concordar. Mas, lá está, isso não lhe retira legitimidade.
Análise bastante equilibrada do autor.
Durante a campanha A Costa sempre recusou a teoria do arco da governação (comparando com o futebol, tão na moda agora, é mais ou menos 11 contra 11 e no fim governam os mesmos).
Obrigado. Costa na campanha ‘chutou’ sempre para canto este tema, na verdade. Mas também o fez (se não até em maior grau) em relação a um bloco central, que agora seria provavelmente visto com maior naturalidade.
Em matéria de teoria dos partidos do arco da governação, Costa sempre foi claramente contra esse conceito deturpador dos resultados eleitorais. Basta ver algumas intervenções na Quadratura o Círculo sobre esse tema. Na campanha faz-se o que se pode para vencer sem precisar de alianças, depois das eleições, lida-se com os resultados. Sempre foi dito que a margem de progressão da coligação era inferior à do PS. Esse facto traduz-se na capacidade de diálogo para estabelecer alianças, que tanto PS como a PàF necessitam para formar governo formalmente estável. Um tem, o outro não, por erros próprios na governação de 4 anos. Estranho a diabolização de uma aliança com a CDU quando em Loures o PSD viabilizou um executivo camarário CDU. Quanto ao suposto oportunismo político de A Costa nesta situação, acusando-o de tentar salvar a pele e outras acções menos abonatórias, isso chama-se política. Em 2011, Passos viu o combóio do poder passar-lhe à frente e não hesitou em fazer uma aliança negativa com a mesma esquerda radical, anti-europeia e anti-NATO para derrubar um governo minoritário. Ou então teria eleições no seu partido, disputando-lhe a liderança.
Pois, só que em 201 o PSD teve mais deputados que todos os outros partidos somados excluindo o CDS! Assim, sem ter a maioria absoluta, fez uma coligação pós eleições com o CDS para garantir estabilidade governativa. Se se lembrarem, o próprio PPC disse antes das eleições que estaria disposto a uma coligação com o CDS mesmo que o PSD tivesse a maioria absoluta! Às vezes a memória é curta quando convem aos argumentos, não é?
Nessa altura, a união com o CDS tinha em vista os 166 deputados necessários para alterar a constituição. Foi por isso que o PPC disse que se aliava ao CDS mesmo tendo a maioria absoluta.
É uma ideia que a direita tem tentado levar a avante já desde 1977 e nunca conseguiu: ter 166 deputados e poder mudar a constituição para eliminar a esquerda do parlamento português.
Naquela altura, o PSD surgia com 120-130 deputados. O CDS surgia com 18 a 25. O que estava nas margens para poderem vir a somar os 166 necessários.
Mesmo nestas eleições, há um discurso de Paulo Portas que foi mal comentado pelos locutores… Paulo Portas referiu-se à maioria qualificada e não absoluta, pois falou da alteração constitucional. Estranhamente, nenhum comentador tocou nessa pequena “falha” do líder do CDS. (quando a TVI e um jornal surgiram com o PSD entre 47% a 51% dos votos)
Interpretar a vontade do eleitorado! O que é isso?
A vontade do eleitorado ficou expressa nos votos, que somados, elegem os seus representantes e juntos formam o Parlamento. E este, que é real( não resulta de qualquer interpretação), tem nos seus deputados, nas possíveis convergências e divergências dos seus grupos, o destino da governação do país.
Encontem eles a solução que ela existe.
Assim, simplesmente.
O que me preocupa não é tanto a ´habilidade´de o PS tentar formar um governo à revelia da formação política vencedora das eleições, contrariando assim a votação maior expressa nas urnas, mas principalmente a desmesurada ambição que o seu líder mostra (com um inconfundível brilhozinho nos olhos) de chegar a primeiro ministro (pelos vistos a grande realização pessoal da sua vida!), mesmo à custa de alianças ideologicamente absurdas que, lamentavelmente, poderão vir a causar um ainda maior desastre do que o que conduziu à situação de 2011. Depois, lá virá de novo a ‘infernal’ direita tentar recompor o país destroçado… Se eu fosse o actual primeiro ministro comunicaria ainda hoje ao Presidente a minha não disponibilidade para continuar a tentar uma conciliação viabilizadora com o PS (e deixaria este Partido, amanhã, a falar sozinho). E confiaria assim a Cavaco e Silva a tarefa de indigitar o próximo primeiro ministro (que, por direito eleitoral, entendo que seria mesmo Pedro Passos Coelho). Qualquer outra decisão será, no meu entender, menos legítima e incompreensível para o povo que votou maioritária ( e livremente) na Coligação PàF; esta formará então o governo minoritário (mas legítimo, repito), o qual irá ser imediatamente rejeitado por toda a esquerda – e será bom que o povo possa assistir ao espectáculo indecoroso dessa rejeição, até para confirmar o carácter do PS que exste, neste momento, no nosso país já tão massacrado por esquerdas irresponsáveis.
Entendes muito mal.
Quem elege o governo é a Assembleia da República.
O presidente convoca o vencedor das eleições (o que já fez) e convida-o a formar governo, apresentando os seus escolhidos e enviando o seu programa de governo para a Assembleia. Depois de os deputados tomarem posse, é que elegem o governo. Obviamente, isto só acontece se existir um suporte maioritário ou existir um apoio de uma força partidária a outra, suportando o programa de governo.
Quando o programa de governo for aprovado por maioria na assembleia (não precisa dos 116 votos… podem existir abstenções, é uma maioria simples) é que os membros do governo são indigitados. Isto só não acontece quando um partido ou uma união de partidos se apresenta perante o presidente e possuem mais de 115 deputados. Nessa altura, o governo é indigitado, porque o seu programa será aprovado por ter maioria absoluta no parlamento.
Isto já aconteceu em 2009 quando o Sócrates negociou com um deputado do CDS, que se absteve nalgumas coisa e votou a favor noutras (sendo expulso do CDS e sujeito a punições duríssimas para um membro de um partido político… para ser reintegrado em 2012). Nessa altura a situação era mais complicada porque eram 115 deputados para cada lado e, como bem devem saber, normalmente os 230 não estão presentes nas pequenas votações.
O André mostra que não percebe nada, digo, percebe pouco e erroneamente, dos mecanismos de: a) Indigitação, pelo PR, da personalidade escolhida para que forme governo (que ainda não foi feita – só o será após ter ouvido todos os partidos); b) Formação do governo (por essa personalidade escolhida) e sua apresentação ao PR; c) Submissão do governo à Assembleia da República, que o votará, podendo fazê-lo cair imediatamente por rejeição com maioria simples. Note que a indigitação , pelo PR, não depende de aparecer ou não um grupo de partidos que, à partida, afirmam reunir maior número de deputados. É prerrogativa do PR tomar a decisão de indigitar uma personalidade, não é obrigado a escolher um determinado, só pelo número de votos de partidos que se ‘dizem’ aliados. Se ao PR parecer que essa solução não é estável, ele indigita quem melhor lhe parecer capaz. O André não escreve mal, não dá erros ortográficos – parabéns! Mas o André não andou comigo na escola, nem me conhece de lado nenhum. Por isso, seja educado e não me trate por ‘tu’.
” psd e cds têm 38% 2060186 votos elegendo para já 104 deputados o que dá uma media de 19809 votos para elegerem 1 deputado, o ps com 1740300 votos e 85 deputados com uma media de 20474 para elegerem 1, o be 549153 votos e 19 deputados com uma media 28903 para elegerem 1, a cdu 444319 votos e 17 deputados com uma media 26136 para elegerem 1, o pan teve 74656 votos e elegeu 1 deputado, o pdr teve 60912 votos e não elegeu ninguém.. como uma serie de outros partidos o agir ficou na 11ª posição com 0,38% 20690 votos sem eleger ninguém longe da média de outros!” Porque é que o voto de alguns portugueses, valem mais do que o voto de outros portugueses? Será porque continuamos a votar em CORRUPTOS? Só pode ser, senão isto não estaria a acontecer.
A questão é que a percentagem nacional de cada partido não está directamente relacionada com o número de deputados que elege. Se a eleição fosse apenas por um círculo nacional, isso aplicava-se. Mas as eleições são por círculos distritais e pode acontecer um partido ter uma concentração de votos num círculo eleitoral e eleger um deputado e outro dispersar os seus votos a nível nacional, ter uma boa percentagem nacional e não eleger nenhum. O sistema eleitoral português tem esse defeito.
Comentar um comentário? Até posso…
Concordo com ele? Em parte…
O partido mais votado foi o PS e, é ele que tem legitimidade para tentar formar Governo? É possível, senão vejamos, a coligação PAF teve 38% dos votos (PSD 27% e o CDS 11%), o PS teve 32%, o BE 12% e a CDU 11%. Então qual foi o partido mais votado? O PS obviamente.
E, se o PS fizer uma coligação com a CDU e/ou com o BE, como há 4 anos a coligação de hoje o fez? Aonde está o mal? Em lado nenhum…
Disse.
Afinal o partido mais votado não foi o PSD? Já não entendo nada disto. São todos iguais, querem é tachoooooo, já o Costa, é perigoso e um oportunista, digo eu…
Porque somos tão avessos e resistentes à mudança? Por receio? Provavelmente!
Porque se apelida como contra-natura uma aliança de pessoas e partidos que nas eleições claramente rejeitaram a forma como foi governado este país nos últimos anos?
O PCP e o BE poderão não concordar plenamente com António Costa e no seu programa de governo, mas vê-lo-ão sempre como um mal menor. É uma opção ilegítima?
É claro que não, é uma das soluções claramente sufragadas nas eleições, que só não foi mais debatida anteriormente por mero preconceito.
Mas, ainda ninguém percebeu que o Costa não está a fazer alianças para governar?
O Costa está é a negociar para obter apoio na aprovação de leis que vão contra tudo o que a direita tem andado a fazer nestes últimos 4 anos.
A direita, que governou com um sistema ditatorial está a desejar que o PS-CDU-BE se unam e apresentem uma solução de governo ao presidente. Com isso, a direita iria garantir que estavam no poder até Setembro-Outubro de 2016 sem que existisse a Assembleia para os controlar. O desejo de alterar a constituição estaria conseguido… PPC e PP podiam alterar a constituição, eliminar o tribunal constitucional e dar mais poderes ao presidente antes de existirem novas eleições legislativas.
Neste momento o que o presidente queria fazer era nomear Passos Coelho para primeiro ministro. Ele chegaria à assembleia e apresentava um programa de governo com aumentos de 4000% nos impostos para 2016. Seria chumbado, iriamos ter eleições em Fevereiro. Onde a PàF venceria com mais de 140 deputados, com toda a facilidade. Este era o desejo de Cavaco Silva… só que não o poder fazer.
O que o PS anda a fazer é criar uma barreira às medida do governo. Conseguindo obter apoios nalgumas zonas de interesse, podem apresentar as propostas ao governo… que as aceita a bem ou vai ter de as cumprir a mal.
É isso que se está a passar… não é o PS unir-se à CDU ou BE para tomarem o poder.
Passos Coelho só não será primeiro ministro se o recusar. Na sexta-feira irá ser recebido pelo presidente que o irá convidar a apresentar o seu programa de governo até dia 26. Para conseguir ficar no poder, terão de conseguir ter uma maioria na votação de dia 28. E é nessa votação que o PS quer ter palavra a dizer. Pois a coligação não pode chegar lá e dizer o que lhes apetecer, pois se o programa de governo é chumbado, o governo irá cair e o presidente é obrigado a convidar o segundo partido mais votado a formar governo. É esta ameaça que o PS quer usar para mudar o sistema de ditadura que a PàF usou nos últimos anos.
Você precisa de ler o que escreve antes de publicar.
E já agora meta mais tabaco na mescla.
Ehehehehhehehehehhe
Gostemos ou não (e a isso não será indiferente a simpatia política que cada um de nós nutre por cada força partidária), tal como foi anunciado durante a campanha, julgo que até pela própria direita, governa quem possui maioria parlamentar. Se a esquerda conseguir um acordo que permita a governação para um período de uma legislatura (o que eu duvido!!!), porque não? Não representam em conjunto mais de 50% do eleitorado? E, por favor, não me venham com o argumento de que durante a campanha nunca foi anunciada a possibilidade de coligarem-se e que o eleitorado, assim acontecendo, foi enganado… Este é o argumento mais infeliz pois aplica-se a governos passados e, mais especialmente, ao último. Não concorreu o CDS-PP em listas separadas em 2011?
Por outro lado é interessante verificar que neste post apenas surge indicado o muito conveniente caso Alemão. Talvez fosse bom procurar na União Europeia outros casos. Com um pouco de esforço encontram-se casos bem mais interessantes que o Alemão.
Só mesmo em Portugal, os últimos serão os primeiros!
Mas afinal fui votar para quê?
Não havendo uma maioria parlamentar, somos obrigados a aturara estrema-esquerda?
A bolsa vai se abaixo e com ela a nossa vida já negra.
Diabos levem esse troca tintas do António Costa.
Chegou às eleições por empurrões e agora, só para estar no poleiro, amiga-se com a extrema esquerda?
Venha de lá uma guerra civil.
Andam algumas cabeças ‘iluminadas’ neste país a quererem mandar à fava aquilo que o 25 de Abril nos deu direito, O DIREITO DE VOTAR, e em consequência do seu resultado o partido ou (partidos) mais votado governar.
Há dúvidas em relação ao resultado, por ter sido uma coligação? Óptimo, então que sejam proibidas todas as outras.
Por este andar melhor será que se proíbam eleições para a Assembleia da República. Os primeiros ministros passariam a ser rotativos, dois em dois anos pelos partidos que tivessem mais que um determinado numero de filiados.
Ganhavam os cofres do estado, evitando as despesas das eleições, e ganhávamos nós, antecipadamente saberíamos o que viria a acontecer em relação a leis, etc.
sinceramente eu tambem gostava de votar outra vez, não quero o costa como primeiro ministro e agora eu e as tias que votaram no bloco por ser do contra gostaria-mos de votar outra vez sff.
http://culturapalavrasjsc.com/c/aquilo-q ue-eu-gostava-de-ver-em-portugal/
Entalem o Costa contra a extrema-esquerda e deixem-nos (des)governar depois é só aguardar para ver o PS estilhaçado como uma granada.
Está tudo como medo do bicho Papão!!!!
Porque será?
Será que a mama vai acabar para alguns. Isto é o virar de pagina, ninguem governa
o País como bem entende………. até hoje os de Direita liberal, faziam trinta por uma linha, passavam por cima de tudo e de todos…….agora acabou.
Qual o medo de ser governado pela esquerda. Portugal não acaba por isso.
A teta é que acaba por muitos!
Boa noite
Se até os animais já têm Deputado.
Se a Assembleia da Républica lhe vai dar assento.
Se só existem Partidos por vontade popular.
Porque não podem governar?
A mama do Estado é muito boa. Vejo como cedem tudo para se agarrarem ao tacho.
É por isso que não passamos duns incompetentes governativos.
O povo votou assim. Deixem mostrar o que valem. Só assim ficamos com a ideia do que podem fazer. Como o País está pouco ou nada muda.
JMJ
Bem, digamos que ri ao ler o primeira referencia a “intuiçao “. Um riso silencioso, tanto mais que essa intuiçao está enraizada, como , estavam, diziam, outras tretas fraturantes. Mas na continuaçao da leitura vi a traduçao da intuiçao. E ademais quem sou eu para pontuar (como faz o marcelo ) o raciocinio do texto.
Mas afinal em que tem o PS de ceder para que os tais partidos menores o apoiem ? Com tantos milhoes de reformados e mais alguns milhoes de empregados sofredores, alem dos desempregados na miseria, em termos de justiça social, entre o que reclama a esquerda mais á esquerda e a doutrina social do PS, em que teria o PS de ceder ?
Desde há quarenta anos que quem ganha as eleições, são do arco da governação. Não foi o voto secreto e livre do Povo Português que escolheu? está tudo dito.
Votei no PS (mesmo não estando lá o Seguro) mas agora garanto que não voto mais PS com o Costa. O Costa é um interesseiro.
Muito equilibrado! Parabéns.