Da inutilidade da amargura


convite,

Talvez o destino do Homem seja o fracasso, mas vou já avisando que isto não é um aforismo, é um estado de espírito.

Convém, todavia, que isso permaneça numa firme incerteza e se possa retirar do Mal as flores possíveis, sabendo que o cepticismo é estéril e daí não se pode esperar ajuda válida.

Eu não sou sempre assim. Acontece que, ontem, passei metade da tarde a ler Cioran e, durante a outra metade, Baudelaire. Há misturas que não se devem fazer, sobretudo no início da semana.

8 comentários em “Da inutilidade da amargura”

  1. Ivone… andas a cheirar flores perigosas, insanas… 😉 E sabes que já me tinha lembrado do ‘Enivrez-vous’? «Il faut être toujours ivre, tout est là ; c’est l’unique question. Pour ne pas sentir l’horrible fardeau du temps qui brise vos épaules et vous penche vers la terre, il faut vous enivrer sans trêve.Mais de quoi? De vin, de poésie, ou de vertu à votre guise, mais enivrez-vous!». Foi o que me apeteceu fazer hoje, depois de ler o Orçamento de Estado. Beber um gin ou dois e, depois, sim, piscar o olho ao legislador e dizer-lhe..: « És um brincalhão! »
    🙂

      1. Hum… se o prémio for un gin… vou pensar no teu caso ;)) Não, felizmente não sou elegível, há uma inibição estatutária dos autores para o pulitzer do DO, senão eu não disparatava à vontade nestes subterrâneos…

    1. Pois, s’enivrez de poésie, ou de outra qualquer qualquer coisa do género, parece-me ser o único caminho.
      Mas que fique aqui exarado que eu não ando a cheirar nada de insano. Tento é não perder a sanidade. 😉

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