“Always forgive your enemies; nothing annoys them so much.” Oscar Wilde
Esta frase que tirei de um dos meus blogues de eleição, o Timtim no Tibet, fez-me lembrar a de um amigo, grande filósofo, que costumava dizer que “nada é pior do que a indiferença”.
Por razões várias tenho pensado muito acerca deste assunto. Já aqui disse que não sei viver em conflito. Nem interior, nem exterior. Morro aos poucos, se for submetida a essa provação.
Um tempo houve na minha vida, lá nas calendas romanas, em que tive de passar por essa experiência, que só aguentei para salvaguardar valores maiores do que o meu equilíbrio pessoal.
Um tempo houve na minha vida, lá nas calendas romanas, em que tive de passar por essa experiência, que só aguentei para salvaguardar valores maiores do que o meu equilíbrio pessoal.
Nunca mais tal se repetiu, porque, ao intuir qualquer tipo de conflito que possa avizinhar-se – e eu sou melhor do que Gaspar a prever – ele é morto à nascença. E, garanto-vos, sou habilíssima nesse género de assassínio sem corpo de delito.
Perguntar-me-ão como? Pela mais absoluta indiferença e pelo mais apurado sentido do humor de que sou capaz. Sei, assim, por experiência própria, que nada liquida mais e melhor, do que a impassibilidade e a ironia.
Perguntar-me-ão como? Pela mais absoluta indiferença e pelo mais apurado sentido do humor de que sou capaz. Sei, assim, por experiência própria, que nada liquida mais e melhor, do que a impassibilidade e a ironia.
Foi com estas duas armas que sempre geri as singularidades familiares. É com elas que olho, hoje e agora, o momento que atravessamos. E cuja prática aconselho vivamente a todos aqueles que queiram sobreviver á original forma de democracia que temos…


Ghandi já dizia: “Hate the sin, love the sinner”.
Cara Helena.
É fácil manter a indiferença a quem a mesa não falha.
Agora, quando a fome aperta, convenhamos que é muito complicado ser-se educado e aceitar de ânimo leve o seu conselho.
Quando o dinheiro falha, toda a compostura salta pela janela.
É verdade caro pássaro. Mas não é menos verdade que sem dinheiro nem a falta de compostura nos salva. E arrasa as poucas energias que tenhamos!
Helena:
1.- É um feito!
2.- Não sei quem o disse mas “indiferença, nunca insensibilidade”.
3.- Na imagem, recordo-lhe a árvore, como o carvalho ou a nogueira. A seiva corre, vida se faz em volta…mas ela ali está a brincar com o tempo e os pés dos homens; as folhas movimentam-se, frutos surgem, mas ela ali está a brincar com o tempo e os pés dos homens.
Grande sabedoria, Helena.
O velho Wilde sempre na mouche: perdoar os inimigos (e quanto mais aguerridos e duros, mais isto é verdade) não só os irrita como os baralha e neutraliza. Como manter acesa uma guerra sem um opositor igualmente empenhado?
E tu, sempre sábia. Também eu procuro seguir esse caminho, confesso que com um muito razoável sucesso. Quanto mais passam os anos mais fácil me é fazê-lo.