Da greve dos professores


escafandro,

Sendo favorável à existência de um sistema público de ensino (e, mais ainda, de um sistema público de saúde), momentos como o actual fazem-me pensar que, tal como sucede noutros sectores (as empresas públicas de transportes, por exemplo), os inconvenientes podem afinal superar as vantagens. As medidas propostas pelo governo não são simpáticas (nunca o poderiam ser) e algumas talvez nem sejam justas. Mas – sabemo-lo há mais de uma década – o Estado tem de cortar na despesa e o sistema de ensino, com uma relação professores/aluno acima da média europeia (e, sim, eu sei que há mil e uma justificações para tal, todas dignas de reformas que as façam desaparecer), não pode ficar de fora dos cortes. Por outro lado, também no sector privado há centenas de milhares de trabalhadores insatisfeitos com decisões do seu empregador. Trabalhadores que, como os professores, viram os seus rendimentos diminuir e que, como os professores, receiam vir a perder o emprego (nem vale a pena mencionar os que já o perderam). E, contudo, não fazem greve. Porquê? Porque sabem que apenas se prejudicariam a eles mesmos; porque sabem que os contribuintes não salvarão a sua empresa. Revoltados ou resignados, essas centenas de milhares de trabalhadores estão a ajudar o país a sair da crise. Os professores (que gostam de afirmar ser a educação fundamental para atingir tal objectivo) necessitam de decidir se querem juntar-se-lhes ou continuar a exigir-lhes que paguem a factura. Mais importante: necessitam de pensar nos alunos que tiveram à frente durante nove meses e decidir se a luta, nos termos em que a delinearam, compensa sacrificá-los. Ainda por cima, provavelmente para nada. Os professores (ou, para ser mais preciso, os sindicatos dos professores) jogaram forte, ao escolher a data da greve. Mas talvez não tenham avaliado bem (ironias…) a firmeza do governo e as consequências deste não ceder. A perturbação de Mário Nogueira, na sexta-feira à tarde, ao sair da reunião no Ministério da Educação, mostra como os sindicatos estão conscientes de que, amanhã, e ainda que a greve tenha adesão elevada, poderão ter jogado a cartada mais forte sem outros resultados práticos que não alienar parte da opinião pública. O que farão a seguir? Boicotar outros exames? Nuno Crato e o governo parecem ter entendido que não podiam ceder. Ficaria tudo em causa: as reformas na Educação e em todos os outros sectores. Até onde estão os professores dispostos a ir?

29 comentários em “Da greve dos professores”

  1. De piquete ao domingo? É a vida. Sabe que já li “este” texto uma boa dezena de vezes ao longos das últimas décadas?

    1. Por acaso até tenho escrito pouco. Quanto a ter lido este texto muitas vezes no passado, não tenho dúvidas. Os problemas do Estado português são conhecidos pelo menos desde o final da década de 90. Só que niguém ligou. E agora o Estado faliu e os seus funcionários continuam a querer viver como sempre.

  2. Se houvesse na comunicação social jornalistas independentes, este tipo de comentários já teriam passado as barreiras da net e seriam fortemente publicitados nas rádios, televisões e jornais. Estamos fartos de pagar a estes chulos.

    1. “Chulos” é exagero por várias razões (os professores trabalham, têm um papel importante, não exploram conscientemente ninguém, etc, etc) mas, de facto, a resistência às reformas no Estado é feita à custa dos trabalhadores do sector privado – os quais ou não percebem que estão a ser explorados e até apoiam a manutenção das condições no sector público ou se limitam a engolir em seco e a rezar para que a sua empresa não abra falência.

  3. Meu caro, compreendo as suas razões no que respeita a repartição por todos das medidas necessárias à reestruturação financeira do estado.
    Acontece que uns são mais iguais do que outros. O salário dos professores, tal como no resto da função pública tem diminuído de forma significativa ao longo dos últimos anos. Nos últimos anos, com este governo, milhares de professores ficaram no desemprego (tal como muitos dos portugueses). Compreendo o que diz sobre o estado não acudir as empresas. Mas esquece que o estado acudiu, e fortemente, os bancos que financiam empresas. Existem professores com a contrato há mais de 15 anos que para o próximo não terão lugar no sistema de ensino. Há professores com mais de 35 anos de serviço que vêem-se na iminência de no prazo de 1 ano ficarem sem emprego e com uma indemnização irrisória (muitíssimo longe da que receberia se fosse um trabalhador de uma empresa). Claro que se pode usar meia dúzia de parâmetros à escolha para se fazer uma comparação. Mas essas são classificações não racionais. As outras, as racionais têm em conta as diferentes variantes dos universos em análise.

    É fácil dizer que os esforços tenha se ser realizados por todos. Mas o difícil é viver verificando dia a dia que tal não acontece. Pode-se comprar o privado com o estado. Só que nem todo o privado sofre cortes, nem todo o público sofre cortes. Cingindo-me ao estado tenho a dizer o seguinte:
    1. Os gastos das estruturas governativas, diretivas ou legislativas continuam. Não vi ainda nenhuma medida significativa de pessoal que trabalha ou desempenha essas funções.
    2. As estruturas municipais estão fora de qualquer discussão. Será que não são serviços públicos? Será que não podem reduzir pessoal.
    3. Porque é que os estado continua a gastar milhões para pagar a um conjunto de professores que lecionam na escola ao serviço da Igreja católica. Não sou contra o ensino de religião e moral. Mas porque é que tem ser o estado a pagar? Já não basta fornecer o espaço e os matérias necessários a essa atividade letiva ?
    As reivindicações dos professores mais não são do que a legitima defesa do seu direito ao trabalho. Não há professores a mais no sistema de ensino. Aumentar o número de alunos por turma piora as condições de ensino. Aumentar a componente letiva do professor significa aumentar o número de alunos por professor. Nenhum professor se importa de passar mais horas na escola. Mas sabe que mais alunos e mais horas letivas correspondem a mais milhares de colegas a deixarem de ter emprego.

    A tolerância à situação económica do país está a prestes a esgotar-se. As medidas propostas pelo governo são arrasadoras. Posso dar o exemplo da minha situação e da minha revolta (para já somente interna). Sou professor há 20 anos, sou professor do quadro de uma escola que para o próximo ano não tem lugar para mim. A minha esposa é professora há 18, é professora contratada numa escola. Para o próximo ano os cenários possíveis são os seguintes:
    1. (o menos desfavorável) Eu fico a vários quilómetros de casa e a minha esposa fica desempregada. Muito possivelmente nova habitação e deslocamento dos meus dois filhos.
    2. (o mais devastador) Eu entro em mobilidade especial, fico com metade do salário e ao fim de um ano perco o emprego e a minha esposa fica desempregada com o subsídio de desemprego.

    Pense bem nesta situação, e diga-me se puder, se neste contexto fazer greve não é o mínimo que posso fazer para mostrar o meu descontentamento e a minha frustração.

    1. silveira:
      Há pontos no seu texto com os quais concordo, desde logo os que numerou. Mas convém perceber que:
      1. Há pessoas na mobilidade especial e pessoas que terão de ser colocadas na mobilidade especial noutras áreas do sector público, e essas pessoas têm os mesmos problemas que os professores (i.e., também são pessoas e também têm família); a sua posição parece ser a tão habitual “reformas, sim, mas em áreas que não me afectem”.
      2. Na maioria das empresas privadas tem havido redução de pessoal, a qual, aliás, começou muito antes de 2011. Se pesquisar, descobrirá que os bancos (que tenho muito pouco vontade de defender) continuam a reduzir pessoal e/ou custos com salários. E os trabalhadores do sector privado (incluindo os dos bancos) também são pessoas e também têm famílias.
      3. Os bancos apenas foram salvos porque se considerou (bem ou mal) que as consequências seriam mais graves não os salvando; nenhum outro sector privado gozou ou goza deste privilégio (pelo menos que se saiba).
      4. Mais coisa menos coisa, a situação económica do país era inevitável há muito tempo. E se a taxa de desemprego está em níveis razoavelmente habituais para ajustamentos tão sérios como o nosso, a queda do PIB até é moderada (http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/5086691.html). A questão é saber qual a forma menos má de sair da crise. E – veja-se, por exemplo, o caso irlandês – eu acredito que passa por cortar no Estado e não por manter (ou aumentar) os gastos do Estado à custa da economia privada (um dos erros que nos trouxe aqui). É duro para quem é atingido? Claro que sim.
      5. Eu tenho familiares professores (apenas um mas ainda assim) e tenho familiares não-professores que trabalham no sector público. Agradar-me-á que sejam atingidos por estas ou outras medidas? Claro que não. Não é isso que muda a minha avaliação da situação.

      O seu comentário dava para mais mas, infelizmente, não tenho tempo: tenho de trabalhar. 🙂

    2. Para aqueles que contestam a posição que os professores defendam, e as alterações que lhes querem impor, que são totalmente incompatíveis com as suas funções, deixo apenas uma recomendação aos nossos governantes; vamos acabar com a subsidiodependência e por esta “malta” que nunca pensou em fazer algo a produzir.
      Temos muitas terras de boa qualidade e de alto teor de produção a limpar e a semear, em vez de andarem a bater calçada…. de barriga ao sol na praia e outros…..

  4. O que acho lamentável é os senhores professores terem marcado esta greve sabendo que os principais prejudicados são os alunos ,alunos esses que estiveram 3 anos a trabalhar para atingirem os seus objetivos e que vêem o seu futuro ser ameaçado por um grupo de pessoas sem escrupulos não percebo porque é que a classe dos professores tem de ter regalias em relação a outros trabalhadores sim porque 35 horas semanais no minimo ja qualquer trabalhador o faz, coisa que os professores não sabem o que é, e não vale a pena argumentarem que passam muito tempo a preparar aulas só quem nunca deu aulas é que cai nessa
    Tenham vergonha!

  5. Eu, que tenho andado bastante de comboio nos últimos dois anos, em passeio e tendo o meu próprio carro como alternativa se me apetecer, diga-se, assisti várias vezes a pessoas que o usavam como único meio de transporte para o seu emprego a debaterem como iriam fazer no dia seguinte (dia de greve) ou da injustiça de terem comprado um passe que não lhes servia para nada várias vezes por mês. Confesso que não consigo ter mais pena dos miúdos do liceu do que desta gente, para quem toda a gente parece estar-se nas tintas.

    1. Nada mais parecido com não ter comboio no dia seguinte que não ter exame do 12º ano no dia seguinte.

      1. Talvez a mãe de algum aluno do 12º ano, que se arriscava a que a patroa aproveitasse a deixa para fazer uma poupança muito a propósito despedindo a mulher a dias que passava o tempo todo a faltar, achasse que tem algumas parecenças, em mais grave. Apesar do nome, talvez o Pouca Terra não saiba que durante praticamente todo o ano a CP anunciava greves TODO O MÊS nos comboios regionais, entre outros. Nunca nos Alfa e IC, portanto ninguém com rendez-vous importantes corria o risco de dar por isso, naturalmente…

          1. Então eu simplifico (lamento não saber colocar aqui um desenho):

            Como pode ver nos links abaixo, os maquinistas da CP fizeram greve às horas extraordinárias (entre outros) durante um ano inteiro. A administração fez o planeamento protegendo a circulação dos Alfa e dos InterCidades. A imprensa praticamente só noticiou greves gerais em dias determinados, mas a circulação dos regionais, interegionais e urbanos foi afectada todos os dias (como anunciava o site da CP, e como era claro pela forma como na bilheteira me tentaram muitas vezes não vender a ligação para o regional porque não podiam garantir que existisse). Aqui estão os links:

            http://expresso.sapo.pt/cp-maquinistas-comecaram-greve-as-horas-extra=f708620

            http://www.publico.pt/economia/noticia/trabalhadores-da-cp-desconvocam-greve-1588808

            Agora:

            1) Há pessoas que não têm modo de transporte alternativo aos transportes públicos.
            2) Essas pessoas deslocam-se para o seu local de trabalho de transportes públicos.
            4) O risco de despedimento por impossibilidade de chegar a horas ao trabalho é real para algumas dessas pessoas.
            5) O desemprego em Portugal está há mais de um ano acima dos 15%.
            6) Perder o emprego neste momento em Portugal é grave.

            Eu digo que só na mente do comentariat português é que é mais grave que um aluno do 12º ano tenha de mudar de data de exame que uma mulher a dias perca o emprego.

          2. Sendo ou não mais grave que a questão da greve dos professores, concordo que as greves nas empresas de transportes atingiram o limiar da aberração. Mas, num caso como noutro, o que fazer? O governo – este como qualquer outro – apenas pode ceder (não é uma solução nos tempos que correm; verifica-se, aliás, que nem sequer foi uma boa solução no passado), privatizar (tem vantagens, inconvenientes e uma infinidade de opositores) ou resistir.

          3. Eu nem sequer estou a discutir o direito à greve, ou o uso desse direito, embora o João César das Neves (sim, eu sei, eu sei!) tenha feito alguns comentários pertinentes sobre a questão. Estou a falar do tratamento dado (ou não dado) pela comunicação social, os comentadores do costume, etc, aos efeitos que essas greves têm na vida das pessoas. Como sempre, há filhos e enteados. E haverá cada vez mais nesta nossa sociedade cada vez mais compartimentada e, por conseguinte, cada vez menos solidária.

  6. Enquanto deparar com um indivíduo de nome Nogueira aparecendo constantemente como o principal representante dos professores, entendo que qualquer ministro tipo Relvas é o indicado para o ministério da tutela.

  7. Os privados não fazem greve não por saberem que isso os prejudica (provavelmente até melhoraria, e muito, as condições de trabalho), eles não fazem greve por ter medo de ser despedidos. É diferente e há muito tempo que os patrões tentam dizer o contrário.

    1. Em algumas empresas grandes, e em particular naquelas com lucros mais ou menos garantidos (EDP, Galp, PT, principais bancos e seguradoras,…) haverá pessoas que gostariam de fazer greve e não fazem por receio de serem despedidas. Na maioria das empresas (em especial nas micro, pequenas e médias, para usar a terminologia em voga), mesmo que esse factor também possa existir, creio que hoje se percebe que a greve apenas aumentaria o risco de todos os trabalhadores da empresa ficarem sem emprego.

  8. Tal como tinha decidido em plena consciência, hoje fui vigiar o exame. Fiquei espantado porque, à saída da escola, fui enxovalhado por colegas, batendo muitas palmas e dizendo que fiz muito bem que nas circunstâncias que ocorrem, não posso deixar de considerar ofensivas, fui fotografado e, por um colega de educação física, fui insultado e fui ameaçado com violência.
    Embora não concordando, sempre aceitei a opinião de quem fez greve.
    Aos colegas que me fizeram isto, mostrando nenhum respeito pela liberdade de opinião, perdoo porque me pareceram muito excitados, mas espero que reconsiderem. A decisão de voltarmos a ter uma relação de amizade normal está nas mão deles.

    1. Obviamente, acho que fez bem. Quanto às reacções de que foi alvo, lamento-as mas não as estranho: as diferenças de opinião são uma chatice, em especial quando há posições extremadas em torno de algo.

  9. A questão da “escola estatal” e de “serviço público” não é rigorosamente a mesma. Pode haver “serviço público” pago socialmente pelo contribuinte, sem haver “escola estatal”. É uma questão de liberdade.

    1. Eu sei, José Menezes. Mas o que eu queria dizer é mesmo que, em princípio, sou favorável à existência de uma escola estatal. Em certas circunstâncias (por exemplo, certos locais e certo tipo de alunos), o custo de pagar a privados seria provavelmente elevado e/ou as garantias de empenho duvidosas. Por outro lado, nada tenho contra a ideia de as escolas estatais terem gestão autónoma e se encontarem em concorrência com as privadas. E de, eventualmente, muitas fecharem se não conseguirem ser competitivas ao nível de custos e resultados académicos.

  10. Boa tarde,

    O seu post esteve em destaque na área de Opinião da homepage do SAPO.

    Atenciosamente,

    Catarina Osório
    Gestão de Conteúdos e Redes Sociais – portal SAPO

    1. Caro JAA,

      O termo foi com intencão de ser aplicado aos sindicalistas – sobretudo ao Mário Nogueira – que está habituado a ganhar todos os braços de ferro com os anteriores ministros da Educação, sendo que apenas com a Maria de Lurdes Rodrigues e agora com este Ministro, ele tem efetivamente tido alguém que o enfrente. Como todos sabemos, ao longo de todos estes anos desde o 25 de Abril, tivemos governos fracos que cedem à primeira greve. O estado a que chegou a este País deve-se a todos os governos incompetentes que nos (des)governaram, delapidando a nossa riqueza olhando apenas para os seus interesses pessoais. Asiim todos os sindicalistas que defendem os funcionários públicos (os unicos que fazem greve?) estão habituados a ganhar todos os duelos com o governo. Eles já sabem que do outro lado estão sempre os mesmos palermas que nos desgovernam. Já chega de despesismo. O país está falido. Se os sindicatos persistirem em olhar apenas para o seu umbigo, então não sei o que será deste País.

  11. Parabéns pelo post, finalmente informação independente. Recentemente mostrava na televisão a vida de um agricultor (cerca de 15 horas de trabalho diário). No telejornal aparecem apenas brevemente no telejornal empregados a trabalhar nas fábricas, que sabemos que trabalham muito mais que 35 horas semanais, recebem miseravelmente, com sorte 500€ mensais, não adquirem direito a receber 1500 ou 2000€ por uns poucos anos de trabalho, não têm no local de trabalho uma sala com máquinas de café e poltronas para descansarem do trabalho árduo de dar uma aula, não fazem greve porque não podem, seriam despedidos e têm mais com que se preocupar – as questões BÁSICAS da sobrevivência! E se já não são precisos são simplesmente dispensados! Depois temos os reformados com pensões que não chegam a 250€.
    Esta gente poucos recursos tem para reclamar e depois vêm os professores a lulgar que são especiais ao ponto de serem os únicos a terem o direito a ter um emprefgo para a vida! E pior, ainda encontramos quem, mesmo não sendo professor, perca tempo a defender uma classe que já de si é privilegiada, em vez de dar voz a quem tem poucos recursos para se defender. É de esperar que as classes defendam direitos que já têm e que vêm lhes ser retirados, mas Haja alguém que os ponha no seu devido lugar. Se merecessem o que reivindicam demonstrariam mais HUMILDADE, GRATIDÃO E COMPAIXÃO por quem os sustenta e não tem para onde se virar.
    Quem não vê isto ou é professor ou é burro!
    Se ensinar é uma profissão nobre? Sem dúvida! Mas infelizmente a maioria dos nossos professores só o diz por conveniência, na realidade só pensam neles.

  12. É curioso como as pessoas comentam tudo o que desconhecem tecendo as maiores barbaridades. Ficam convidados todos aqueles que reunam capacidades intelectuais, técnicas e científicas para durante um mês trabalharem comigo numa escola, cumprindo rigorosamente o meu horário e rotinas de trabalho, na ocupação plena dum horário letivo, serviço da escola (componente não letiva) e trabalho autônomo. No entanto, advirto que poderão passar algumas noites na escola, para resolver situações críticas que possam ocorrer, sem alteração das rotinas normais e no dia seguinte terão que cumprir a carga horária como se nada tivesse acontecido na noite anterior.

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