Um saco plástico colocado em frente a uma loja. Os alimentos cuidadosamente acondicionados. Uma nota simples: pão e queijo (limpos). Alguém deixou uma refeição modesta para que quem passa se possa servir. Um desempregado, um sem-abrigo, um qualquer desconhecido que não possa prover pelos seus meios à necessidade mais básica: a de alimento. Na rua Andrianou, em Monastiraki, Atenas.


Derepente, fiquei “grego”… pareceu-me ler na última linha, entre parêntesis; kagada. Mas depois é que vi que não podia ser. Se o aviso fosse dirigido aos gajos da Troika… issaí é ke já estávamos a ler doutra manêra…
Certo.
Os críticos da Jonet também acham que isto é para perpetuar a pobreza?
Se em vez de pão e queijo fossem Syrizas, tudo estaria bem.
Há coisas que me inquietam e constrangem seriamente. E que me metem medo…
Também a mim, confesso.
Qual é a admiração? não foi o Mario Soares que disse que “sempre houve, e sempre haverá pobres”? Portugal/Grècia, a mesma luta! mantendo as devidas distâncias, é claro, porque não queremos cá misturas.
Até isso tem dias.
Da compaixão e da delicadeza, este gesto. Mas é muito preocupante.
Uma dor, Ana.
E não foram os gregos que em 2004 nos ganharam 2 vezes e em Portugal? Não tiveram compaixão nenhuma.
Eu a isto chamo dignidade. Não devia ser necessário, mas sendo inevitável, é melhor do que chamar a imprensa de cada vez que se pensa distribuir uns restos pelos pobres…
Sem compaixão, não haverá futuro; muito triste é que quem nos governa tenha outra paixão.
E obrigado Rui, por si.
Grande abraço.
David