Da arte de titular


Pedro Correia,

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Alguém devia advertir os responsáveis de títulos como este – inserido na última página da mais recente edição do Expresso – que a língua portuguesa é muito traiçoeira. Sobretudo quando falta jeito ou talento para a utilizar. A menos que exista a intenção deliberada de dar um tiro no próprio pé por algum motivo que sou incapaz de descortinar.

24 comentários em “Da arte de titular”

  1. Uma frase escrita de acordo com o novo AO90 deixa de ser um idiotismo e passa a ser uma idiotice. Mas também pode ser verdade com o responsável do título a ter um descargo de consciência.

  2. Bom dia Pedro Correia.
    Certeira observação.
    Não pretendo ser ordinário mas, quer a este quer a uns tantos mais …………..
    Saúde.
    António Cabral

    1. Bom dia, António Cabral.
      Este título revela algum sentido de humor, porventura involuntário, do sisudo semanário que já deu à nação um primeiro-ministro e um Presidente da República.

      1. Nas sociedades hodiernas ao expressão “mais vendido” está conotada com a qualidade. Consequentemente, infere-se a preferência.
        Porém eu prefiro o café expresso. Tem mais qualidade, de preferência com grãos de São Tomé (Monte) ou outros grãos cultivados a altitudes entre os 600 e os 800 metros.

        1. Se o jornal que mais exemplares vende (não, seguramente, “o mais vendido”) é, só por isso, paradigma de qualidade, o “Correio da Manhã” destaca-se como o diário que merece tal crédito.

          1. Sim, poder-se-á dizer que o Expresso, por sua presença online, também é diário e não semanal.
            Porém poder-se-ia acrescentar que é o semanário em papel mais vendido.

            Nesta matéria de leitura eu prefiro outras fontes online que me esclarecem melhor sobre o que não se publica em Portugal. Por exemplo: o ataque ontem às refinarias da Aramco; os ataques da Arábia Saudita no Iémen, a deslocação de tropas e material de guerra dos ucranianos em direcção a Donetsk, os movimentos dos B52 americanos escoltados por F16 israelitas no médio oriente (indiciando uma retaliação ao ataque pelo Irão no Iraque)… e muitos outras realidades que indiciam estar a preparar-se um fogo-de-artifício de proporções inimagináveis.

          2. Há muito deixei de ler jornais portugueses e ver televisão portuguesa. A excepção vai para os directos dos resultados eleitorais e para alguns artigos publicados online que me possam interessar, sem descurar a necessária actualização sobre tendências sociais, mesmo que não concorde com elas.
            Qualquer matéria rápida de consulta que entendo útil para minha vida, informação e formação pesquiso nos sítios que tenham essas matérias.

            Sempre afirmei que o poder da informação e contra-informação residiria na world wide web. E que aqui residiria a democracia mais abrangente, com o poder de influenciar governos, mais que o voto.
            Algumas tecnológicas conhecidas já a usam com poder de censura mesmo sobre as estruturas democraticamente eleitas. A Austrália deu um passo enorme, que necessita ser maior e mais vasto, ao quebrar-lhes esta tendência.

  3. Foi por causa de conseguirem que o rapaz do Chega lhes respondesse a umas perguntas!
    Já quando perguntaram uma coisas à vendeira da Malveira, foram vendas chorudas . Aquando de terem lançado uma rapariga lá de cima que canta o fado, de cabelo amarelo e comprido e que apareceu como um anjo despido, numa cama, foi a mesma coisa.
    É preciso ter arte para a venda!
    Os outros jornais só falam de politica e pandemia , ou da guerra do Ultramar , dos descobrimentos , ou do Afonso Henriques, ora , isso “já era” !

      1. E o pior ainda está para vir.
        No mínimo, é mais um Regime de 40 anos, em que o vão ter de ouvir.
        Só falta o Sócrates, pós-Lula, para se juntar à festa,
        Duvidam?
        Então, vamos ver quem tem razão…

          1. Estava a referir-me a “sempre a falar desse partido”.
            Quanto ao título do Expresso, foi uma auto-crítica, de quem sabe a quem está vendido…

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