D. Rui, o desejado


Teresa Ribeiro,

Se fosse só o Porto que ele tem nas mãos, não seria tão ciclópica a sua tarefa. Dá-se o caso de também ter as expectativas dos que já não se revêem nestes partidos e a esperança daqueles que acreditam que é da sociedade civil que há-de sair a solução ou, pelo menos, o exemplo inspirador.

10 comentários em “D. Rui, o desejado”

  1. Como é bom sonhar….

    À primeira dificuldade “economica- financeira” cá vem ele a Lisboa de chapéu na mão, curvado, pedir ao senhor ministro… Dê-me uma esmolinha s.f.f.!!!

    Só será verdadeira independente partidário enquanto houver uns trocos no cofre!

    Note: Pelos sucessivos governos passaram já centenas de “tripeiros” ferrenhos… juram e rejuram fidelidade e felicidade para o Norte… mal chegam ao T. Paço… mudam de agulha… e, hoje, a esmagadora maioria deles está engajada nos melhores e proficuos cargos publicos…

    Sempre foi assim… nós portugueses é que nos auto-convencemos!

    1. Acredito que os partidos se renovarão mais facilmente induzidos pela sociedade civil através de movimentos de cidadania e a concorrência de agentes autónomos do que através das suas próprias estruturas. A vitória de Rui Moreira é uma boa notícia também por isso. Claro que poderá defraudar as expectativas, mas esperemos que não. Para bem não só do Porto mas também da própria democracia.

    2. Esquece-se de uma coisa: ele não está no Terreiro do Paço, está nos Aliados, na CM do Porto, não tem de responder perante nenhuma cúpula partidária, e se o conheço, não vai dar grande descanso aos governos.

  2. Nem mais, não foi uma janela nem uma porta que se abriu, foi um portão e com estrondo.
    A cidade Invicta está, uma vez mais, de parabéns.
    Chapeau…

  3. E… embora os alinhados ‘comentadores’ do reino tenham todos criticado em uníssono o seu discurso de vitória, o que eu ouvi e retirei foi isso mesmo, nada contra os partidos, tudo contra as gentes que hoje tomaram conta dos partidos e que deveriam saber analisar o fenómeno.
    Acredito que sim, que a maltosa das concelhias e distritais perceba que as suas quintas precisam afinal de escoar o produto na feira sob pena de ficarem com o celeiro cheio de podres, mas não o irão admitir tão cedo, até porque muitos deles são mesmo imbecis.

  4. É que todos nós cansámos de promessas vãs, de oportunistas que nos usam para atingirem os seus fins. Algo tem de mudar e para isso resta-nos a esperança, naqueles que já não se revêem nos partidos. A esperança é a última a morrer……

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