Crónicas maiorquinas (1)


Pedro Correia,

 

Meia estação em Maiorca: nada das enchentes estivais. Circula-se à vontade em Palma, há lugar a qualquer hora em qualquer restaurante, os preços são convidativos: este é o lado bom da crise. Contemplo a belíssima baía da varanda do meu hotel, em Porto Pí: estou no alto de uma encosta, o panorama é soberbo. Paquetes de cruzeiros atracados no porto, largas dezenas de iates na marina, uns veleiros cruzando o horizonte. A televisão informa-me: prossegue o mau tempo na generalidade da Europa. Nada que afecte este reduto mediterrânico, soalheiro e já com temperaturas superiores a 20 graus. Turistas banham-se na piscina: ninguém diria que há dois meses a cidade onde os reis de Espanha têm a residência de férias chegou a estar coberta de neve. Entre os turistas que deambulam pelo casco histórico – o maior da Europa, como gostam de sublinhar os maiorquinos, com aparente exagero – vêem-se muitos alemães, bastantes italianos, alguns ingleses. Mas há sobretudo espanhóis do continente, com a sua ruidosa jovialidade e com uma capacidade de comunicar com estranhos bem maior do que a dos portugueses. “Hola”, cumprimentam invariavelmente à entrada de um elevador. “Hasta luego”, dizem à partida.

Não vejo um só português por cá. Aos olhos lusitanos, estranhamente, as Baleares não são um destino da moda. Ainda bem.

16 comentários em “Crónicas maiorquinas (1)”

  1. Palma é uma cidade muito bonita. E a costa também, com todas essas calas cheias de iates. Está bom tempo em Maiorca, ainda por cima? Sortudo. Aqui chove que se farta e até houve um tornado em Sta. Apolónia, imagina! Minorca, como tudo por cá.
    🙂

  2. Quando for jantar a Marivent aproveite para perguntar ao anfitrião se lhe telefonaram mesmo por causa daquele X file que nós sabemos… Ah, e dê uma olhada firme na nora, para depois nos contar aqui 🙂

  3. Passei lá férias,durante cinco anos e em períodos de 15 dias e fiquei rendido.Palma é uma cidade magnífica.Se vier a passear desde a Catedral,pelo passeio de EsBorn e a caminho da Av.Jaume III,encontra á direita,na praça Joan Carles I, uma esplanada de um café característico e muito agradável, o Bosch. Sobre a direita e a caminho do Teatro Principal,o Forn des Teatres para a gula…já na Rambla dos Duques de Palma(dantes rambla de Roma,parece-me) uma ruazita inclinada á direita tinha uma livraria magnífica, a Fondevila. Ah e Sóller …e cala Figuera de Santanyí…e Alcudia…Formentor…Deiá…

    que nostalgia e esta nossa “Primavera” tão soleada….ggrrrrrrrrrr….

    1. Cidade magnífica, de facto. E que aprendeu, através dos séculos, a receber bem os forasteiros. Já calcorreei toda essa área que o meu amigo refere. E comi uma excelente ‘empanada’ no Forn des Teatres.

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