9 comentários em “Crisis? What crisis?”

  1. Fiquei com a percepção que Hollande pretendeu dizer que a mudança de política é inetável. Por qualquer motivo que eu nunca percebi – é ainda matéria de minha reflexão – nunca os franceses e também os ingleses foram actores de mudanças nesta Europa (entenda-se bem pelas consequências das políticas que conduziram às I e II Guerras, assim como do que protagonizaram Daladier e Chamberlain. Agiram tarde demais).
    A minha esperança nesta crise coloca-se fundamentalmente no que poderá ser “jogado” entre a China, Japão, EUA, URSS e algumas potências emergentes, em particular a Índia e América Latina (aguardemos também pelos resultados da cimeira entre China e EUA).
    Por outro lado, o senhor Hollande e seus conselheiros devem avaliar muito bem suas políticas relativamente à situação da Síria. Os acontecimentos na Turquia têm revelado que existe uma capacidade extraordinariamente refinada de colocar aliados da Nato a ferro e fogo.
    Israel já se apercebeu que não tem capacidade para uma intervenção directa e a solo no Irão. As grandes potências, a até mesmo as “águias” do pentagono, já se deram conta que a produção nuclear no Irão não constitui uma ameaça para o mundo, a até, de certa forma, a legitimam.

    Por isto mesmo espero que Hollande, na questão Síria, não embarque a Europa numa aventura que lhe será fatal.

    Resolvamos a crise na Europa como gente madura, sejamos coesos mas não façamos caça às bruxas para “agradar” Israel e justificar a ineficácia dos líderes europeus em lidar com a situação a que conduziram o povo europeu. Israel deve mudar sua política na Palestina, e deve aprender a viver sem levantar eternamente o problema da Shoa. Os seus vizinhos têm o direito de se sentir tão seguros e independentes quanto eles (e o contrário também é verdade, mas calma lá com as eternas chantagens emocionais).
    A Europa, pela ignorância e imaturidade de seus líderes, já foi neutralizada. Agora a decisão sobre os acontecimentos do mundo travam-se na esfera da China, EUA, Japão e URSS.

      1. Vejo que compreendeu, amigo. Não há URSS, mas Federação RUSSA. E se pensa que a oligarquia terminou, engana-se. Agora, em termos correctos, com algumas excepções, leva por nome URSOS.

      2. Sim,Federação Russa agora sob Putin e amigos.Que em caso de oposição corta o fornecimento de gás durante o Inverno.A bela foto que exibe no seu postal é o retrato de uma Europa pateta-alegre,de esquerda,socialista.

  2. Adenda:

    http://news.yahoo.com/france-must-prepare-pension-reform-183347019.html

    PARIS (Reuters) – All of France will have to participate in reforms to the country’s pension system, a minister said on Sunday, fanning expectations that an advisory panel due to report next week could recommend a major overhaul.

    “Let us be clear: to save our pensions system, everyone will have to make an effort,” Social Affairs Minister Marisol Touraine was quoted as telling newspaper Le Parisien on Sunday.

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