
Está tudo errado: 1. A polícia dirigir-se a um velho sentado num banco de jardim, quaisquer que fossem as razões dele, é um abuso de autoridade em si, o velho não tem de apresentar justificações e a desobediência seria legítima; 2. A fotografia publicada nas redes não deturpa o que aconteceu, o texto que a acompanhava é que sim; 3. Quem determinou que os bancos de jardim estão interditos, rodeando-os de fitas poluidoras dos oceanos, precisava de umas canadas metafóricas nas orelhas peludas. Se isso decorre da lei (não fui verificar, não tenho interesse em escabichar prepotências), convirá lembrar que a leis iníquas não é devida obediência; 4. A PSP, ou qualquer outra polícia, não tem de “alertar os cidadãos para a importância das medidas de prevenção contra a pandemia” porque os agentes não têm competência para serem professores de saúde pública nem de coisa alguma. O chefe Magina, que tem esse entendimento, talvez devesse concorrer a um lugar em Beijing; 5. Os partidos políticos, ao coonestarem os abusos como fazendo parte da ordem natural das coisas, degradam a democracia, o que é natural sendo de esquerda, e asqueroso sendo de direita.

Estamos entregues à bicharada e espere até nos obrigarem a tomar a vacina à força…
A estupidez deve ser a nova variante do vírus e está a alastrar rapidamente, começou na distribuição da compota, e acaba no fecho das escolas para manter os pais em casa,
Selar os bancos dos jardins deve ser uma das medidas mais parvas desta pandemia, e multar duas pessoas num jardim por não usarem máscara só mesmo um idiota é que se lembraria.
Um país de bananas governado por SACANAS.
(D.Carlos)
Há que berrar.
Eu gostava de estar deste idoso: não pagava a multa ou coima, e gostava de dizer ao juiz que não quero que o Estado me defenda do que eu não quero ser defendido, do sol, do ar e da liberdade de disfrutar destes bens preciosos, sem prejudicar outrem.
“Eu gostava de estar no lugar deste idoso”, era assim é que eu queria escrever. Desculpem.