Covid-19 nos matadouros alemães


Cristina Torrão,

O mundo actual pode ser caracterizado, entre outras coisas, pelo consumo desenfreado de carne. Nunca se comeu tanta carne como hoje em dia. Dir-me-ão que é bom praticamente toda a gente ter acesso ao seu bife e ao seu assado, já que a carne se tornou barata.

Por acaso, não é bom. Relacionamos o problema da fome com a falta de carne, mas, na verdade, pode-se viver muito bem, e até mais saudável, com pouca carne. Tenham calma, não comecem já a limpar e a carregar as armas! Não sou extremista, não acho que nos devíamos tornar todos vegetarianos, apenas que devíamos consumir menos carne. Esta tornou-se tão barata, que perdeu o seu valor, deita-se fora como se de cascas de batatas se tratasse. Um terço da carne produzida industrialmente vai para o lixo. Se prescindíssemos de um outro terço, ninguém morria de fome, talvez até fôssemos mais saudáveis, deitando por terra o argumento de que é forçoso manter este tipo de indústria, a fim de alimentar a população mundial.

Dizer que a produção industrial de carne dá cabo do planeta e da nossa saúde não é uma invenção. Claro que não estou apenas a falar do gás metano. Todos sabemos, por exemplo, que as gigantescas plantações de soja são um desastre ecológico. Ao contrário do que se diz (normalmente, os consumidores de grandes doses de carne), a responsabilidade não é dos vegetarianos e dos vegans. 70% a 80% da soja produzida serve de ração para animais que engordam e vegetam em espaços minúsculos, que se mutilam uns aos outros por puro stress e que não fazem ideia do que é a luz do sol.

Mas estou a fugir ao tema. Não queria falar de animais e, sim, de pessoas. Humanos que adoecem de Covid-19 por causa das suas condições de habitação e de trabalho nos matadouros alemães. Muitos desses trabalhadores são oriundos da Europa de Leste, recebem ordenados míseros e vivem em condições de pouca higiene, quase tão apertados como os animais que esventram e esquartejam todos os dias. Isto tudo, para que a carne chegue barata aos supermercados, coisa que em nada contribui para diminuir a fome no mundo, nem sequer para melhorar a qualidade de vida seja de quem for.

A Alemanha está a enfrentar um sério problema de Coronavírus nos seus matadouros. Depois dos primeiros indícios, a coisa está a descontrolar-se, precisamente, na altura em que se tenta recuperar alguma normalidade. Ontem foram testados mais de 600 casos positivos num matadouro de Gütersloh, uma cidade de quase 100.000 habitantes, bem no centro da Alemanha. As restrições regressaram ao concelho: tornaram a fechar-se todas as escolas e creches e há 7.000 pessoas em quarentena. Hoje, nova bomba: num matadouro da Baviera (pertencente à mesma empresa), foram, até agora, detectados 110 casos.

Quando, há algumas semanas, começaram a surgir os primeiros problemas, houve uma tentativa de início de uma discussão sobre as condições de trabalho desta gente e o nosso consumo de carne (admita-se, ou não, há uma ligação entre os dois assuntos). Essa discussão, porém, logo desapareceu, tão poderoso é o lobby da carne, um negócio de milhões, construído sobre a falta de respeito pela vida no nosso planeta. Agora, não deve haver modo de fugir a essa discussão.

É triste que tenham de surgir desgraças, a fim de que certos temas sejam finalmente abordados. Temos de desenvolver uma nova cultura da alimentação, começando pelas crianças, uma cultura que nos leve a dar mais valor ao que temos no prato. Um bife, ou uma febra, não é a mesma coisa que um pedaço de cartão. Um animal teve de viver em condições indignas, de sofrimento permanente, a fim de ser morto e esquartejado por pessoas a trabalhar e a viver em condições sub-humanas (para não falar nos estragos ambientais). E eu pergunto: na tentativa de modificar este estado de coisas, não seremos capazes de prescindir de carne todos os dias, de comer um bife de 200g em vez de 400g, ou de acabar com orgias de carnes em churrascos? Serão estes sacrifícios assim tão gigantescos, se pensarmos no que está em causa?

Para mim, não. Há muito que reduzi o meu consumo de carne para menos de metade (e assim se relativiza o seu preço). Podem dizer-me que não adianta nada, que sou uma sonhadora. Eu respondo com John Lennon:

You may say I’m a dreamer

But I’m not the only one

 Quantos mais formos, mais podemos modificar.

 

Nota: os artigos citados são em alemão, a tradução é de minha autoria.

42 comentários em “Covid-19 nos matadouros alemães”

  1. Antes de mais, as cascas de batata são comestíveis, e saborosas.

    Questão recorrente… abdicar de 200gr de carne. Claro.
    Também podemos abdicar de leite de amêndoas, de nutella (quem precisa?), de sobremesas, de ter mais que um par de sapatos, de subir 2 andares de elevador, de ir de férias de avião, de mudar de telemóvel anualmente…

    1. Não precisamos de ser radicais, mas concordo com muito do que diz. E ponho em prática. Não como Nutella, por exemplo, acho até que nunca provei. Raramente ando de elevador e de avião e tenho o mesmo telemóvel há oito anos.

      1. Pois, essa é a questão… quem não come muita carne acha natural que os outros reduzam o consumo a valores próximos dos seus, quem vai passar o fim de semana a Barcelona acha “radical” cortar nas viagens de avião.
        Cada um interpreta as alterações diárias consoante os seus hábitos.

        Mas tudo vai dar ao mesmo, temos uma sociedade baseada em consumo, até que esta filosofia seja alterada…

        Veja-se o covid, andava tudo a pensar mudanças, paradigmas e o catano, mas mal soou a campaínha volta tudo ao como era dantes.

  2. Parece-me que esta relação que a Cristina constrói, entre o consumo excessivo de carne e o vírus nos trabalhadores dos matadouros, é forçada. A não ser que se prove que o vírus dos trabalhadores teve origem nos animais abatidos (pois é possível que os animais sejam portadores do vírus), o surto de vírus tanto poderia ter aparecido em trabalhadores de matadouros como em trabalhadores de outra indústria qualquer.

    De resto, é sabido que muitos vírus que o Homem transporta (e lhe fazem mal) provêem de animais domésticos, pelo que, não é novidade nenhuma que o consumo de carne é bastante responsável pela existência de doenças.

    Por outro lado, põe-se a questão: qual é o mal de os trabalhadores dos matadouros terem o vírus? Algum desses trabalhadores está de facto doente, ou são somente portadores assintomáticos? É que, em Portugal cada vez se descobre mais portadores do vírus, mas todos eles estão assintomáticos e, de facto, o número de mortos por covid-19 está praticamente a zero… A minha suspeita é que o vírus, devido à grande pressão humana a que foi submetido, domesticou-se, ou seja, modificou-se geneticamente de modo a tornar-se menos agressivo para o Homem.

    Finalmente, quero fazer notar que em Portugal o consumo de alguma carne pode de facto ser benéfico, especificamente, a pecuária extensiva de ovelhas e cabras é a única forma de se extrair algum valor de muitos solos portugueses e de, simultâneamente, eliminar deles a vegetação excessiva e com isso impedir grandes incêndios. Consumir ovelhas e cabras pode pois ser benéfico em termos ecológicos em Portugal.

    1. Os números elevados de contágio entre estes trabalhadores estão associados às suas más condições de trabalho e de habitação, que não permitem grande higiene e as distâncias adequadas. Essas condições são más para que não custem muito dinheiro aos empregadores. E isto tudo para que haja cada vez mais carne e mais barata nos supermercados. Daí a relação, que não sou eu que faço, é a sociedade alemã, que iniciou um debate sobre este problema.

      «o vírus domesticou-se, ou seja, modificou-se geneticamente de modo a tornar-se menos agressivo para o Homem»? – que maravilha!

      Não ponho em causa que o consumo de carne possa ser benéfico.
      Também nada disse contra a criação de animais para consumo. Defendo é que deve ser feita em condições dignas, tanto para as pessoas, como para os animais.

      1. Não digo que as condições de trabalho não são um factor importante, na propagação do vírus, mas não serão, nem de perto, o factor mais determinante.
        O mais determinante é o cumprimento das regras. E isso vem com a educação, com o saber estar, com o ter respeito pelos outros, com o ter respeito por quem as determina.
        Em Portugal surgiu um foco, por exemplo, no centro de distribuição da SONAE.
        Ora, esse local de trabalho não é deficitário em condições.
        O problema é que as pessoas que nele trabalhavam, em grande número, eram deficitárias na aceitação das regras e na vontade de as cumprir.
        Esse foco específico, foi justificado pela Autoridade Regional de Saúde, pela deficiente, ou total cumprimento das regras e conselhos da DGS.
        Ou seja, teve como ignição a pobre formação cívica de alguns trabalhadores.
        Em Lisboa e no Algarve, o mesmo. Elevados contágios, perpetrados por cidadãos civicamente paupérrimos, que se juntaram em festas e ajuntamentos, ignorando por completo as boas práticas sanitárias.
        Logo, o indivíduo individualmente é quem tem a maior responsabilidade, o estado logo a seguir, pois falhou na formação e na transmissão de valores ao mesmo.
        Quanto ao consumo de carne, concordo. Também tenho vindo a diminuir o seu consumo.
        Mas apesar de haver a ideia generalizada de que somos uns consumidores de carne exagerados, permita-me contar uma experiência pessoal.
        Nas minhas muitas viagens, a maior parte em trabalho, acompanho os meus anfitriões a restaurantes dos seus países e normalmente, quando peço um prato de carne, aparece-me, por exemplo, um bife enorme, 2 batatitas, se forem fritas, 6, umas folhitas de alface e pouco mais.
        Quando os meus clientes visitam o nosso país e me demonstram vontade de comer carne, levo-os a um restaurante conhecido e combino com o empregado, que conheço há muitos anos, para trazer a carne primeiro e após uns segundos, trazer os acompanhamentos.
        Em 90% dos casos, os comentários ao verem a carne são:
        Só isto? Ou: Esta dose é para um, certo?
        Depois vem o acompanhamento.
        12 ou 13 batatas a murro, ou uma travessa de batatas fritas, mas das verdadeiras, descascadas e fritas na hora, nada de congelados, o belo do arroz de feijão, ou de tomate, ou de grelos, depois os legumes salteados e a salada.
        Obviamente ficam a olhar para a aquilo tudo e é quando lhes pergunto:
        Estás a ver agora, porque é que a carne não é tanta como no teu país.
        E acrescento: Duvido muito que comas a carne toda.
        E quase sempre tenho razão, porque os acompanhamentos nacionais são tão saborosos, que até se esquecem da carne.
        E o segredo está aí… apostar no acompanhamento.

        1. Chuck, aqui uma resposta tardia à primeira parte do seu comentário: os trabalhadores de quem se fala, oriundos do Leste europeu, não têm hipótese de cumprir as regras. Nem, no trabalho, nem no seu aquartelamento, amontoados em contentores, eles conseguem manter a distância mínima. O patrão neste caso, é um bilionário, mas parece não ter dinheiro para proporcionar boas condições de trabalho e de habitação aos seus empregados

  3. Esta pandemia trouxe à discussão a questão sanitária para trabalhadores e animais, em mercados, matadouros… Deverão as ações futuras promover uma melhoria significativa da higiene e salubridades destes locais, depois o mercado dará a eventual resposta na procura e na oferta (da carne, por exemplo)

      1. Não é só a carne que ficará mais cara, muitas outras coisas poderão ficar, se no futuro quisermos ter todo o cuidado com vírus que agora ainda estamos a ter. A desinfeção de superfícies, o distanciamento de clientes em lojas, as barreiras físicas, as máscaras, etc, tudo isso constitui um aumento de custos que poderá fazer uma data de produtos tornar-se mais cara.
        Por exemplo, em alguns restaurantes e cantinas o pessoal comia todo ao molho, agora com o distanciamento só muito menos gente pode ser servida, o que faz com que a rentabilidade desses restaurantes e cantinas desça e o seu preço, potencialmente, suba.

      2. Exactamente. Queria eu com isto dizer que não seria necessário criar “taxas”, a eventual nova regulamentação trataria da afinação do preço e da procura.

  4. Faz todo o sentido o que escreve, sim!
    Consumimos demasiado e mal, sim!
    As condições de trabalho de milhões de seres humanos e, sim, também nos países ditos desenvolvidos, são deploráveis, de facto.
    A produção em massa de carne é abjeta, sim.
    E os animais não humanos têm sentimentos, sim. Até as árvores são sensíveis, comunicam e interagem, sim!
    E parabéns pelo que escreve, sim.

        1. “Ver, na TV, a criação destes animais e os respetivos abates é um filme de terror.”
          E ver, na Televisão, como os carnívoros tratam os herbívoros? São piores que os humanos. Quanto mais observo os irracionais, mais gosto dos humanos.

          1. Cristina Torrão a 19.06.2020 às 07:06

            Deixam, Cristina?!
            O seu habitat natural de hoje pouco passa dos 30% de antes.
            E mesmo assim são caçados impiedosamente por assassinos profissionais, outros escravizados para o zoo, outros para tráfico de animais exóticos e os poucos que restam pouca ou nenhuma protecção desfrutam.
            Ainda não, mas no futuro dos nossos netos mais de metade deles serão apenas, para os avós uma recordação, para os netos um desgosto por só conhecerem de ouvirem os avós falar.
            E no entanto, incomparavelmente muito mais do que nós, são eles as raízes do Céu.

          2. M. Alves falou em “carnívoros e herbívoros”, todos animais, não falou em pessoas. Entendi que ele queria demonstrar que os animais são mais cruéis do que os humanos. E eu referi-me aos predadores, aos animais carnívoros (não-humanos). Esses é que deixam viver as suas vítimas em liberdade.

            Os humanos são diferentes, sim, como muito bem diz.

    1. Francisco Carita Mata a 18.06.2020 às 12:07a 18.06.2020 às 12:07

      Se até as árvores são sensíveis, comunicam e interagem, aceita-se, portanto, que todo o mundo vegetal também partilhe dos mesmos belos sentimentos.
      Ora se concorda com a Cristina de que se devem respeitar os animais e não os abater para nossa alimentação, deve, decerto, aceitar que o mesmo procedimento cruel se aplique aos vegetais.
      Sim, porque segundo o seu ponto de vista, animais e vegetais sofrem e sentem da mesma maneira.
      Ora isso é mau. Sem carne nem vegetais depara-se-lhes pela frente um futuro muito triste.
      A menos que o Francisco Carita Mata descubra por aí um vegetal desalmado e sem sentimentos, porque senão muita fominha irão passar.
      Talvez as silvas, não? Ou as urtigas. Como picam e são agrestes se calhar mandaram às malvas os sentimentos.

      1. Cunhado, está a deturpar as minhas palavras. Eu tive o cuidado de dizer que não nos devíamos todos tornar vegetarianos, apenas consumir menos carne, dar-lhe mais valor, não deitar fora de ânimo leve.

        1. Deturpar? Bem, talvez um pouquinho sim; e não é bem deturpar. É mais dar-lhe o sentido que entendo ser mais conveniente, assim como a Cristina com o consumir menos carne, lhe dá um sentido menos radical para não dizer: parem de comer carne!
          E não sei onde a Cristina sabe ou viu deitar carne fora. Duvido muito que ao preço do ouro que ela está alguém deite carne fora.
          Disse e reitero. Para os outros não sei o que é, para mim sei. Comer carne é saúde, boa disposição e seguramente de melhor com a vida do que quem abdica dela.

        2. Consumir Feijão, Grão, favas, fruta e deixar de vez a carne é uma alimentação bem mais saudável

          Carlinhos

  5. Por três vezes fez referência à carne ter-se tornado barata. Gostava de saber em que talho, ou super-mercado isso se tornou tão baratinho porque da maneira que eu consumo carne, valia a pena a deslocação de Gaia onde habito até esse local. Valia a pena porque se não a trazia toda, pelo menos ficava o talho bastante desfalcado dela.
    Fui criado com carne, continuo a comer carne todos os dias e nunca precisei de médico para nada. Nem uma gripe, constipação ou uma ligeira dor de cabeça, sei o que seja.
    Dado que não somos mais do que os outros animais, exceptuando a inteligência, como os conheço na natureza desde os seis anos de vida, e depois continuei sempre a interessar-me por eles, posso afirmar com convicção que de todos os animais habitantes deste planeta, os mais resistentes, mais fortes e que desfrutam de uma muito melhor saúde são os carnívoros.
    Sem carne e sem um litro de leite por dia, não.
    Não coma carne quem quiser, mas nessa equipa não alinho. Não comam e sejam visita frequente do hospital, que eu como e conheço tanto o hospital que nem sei onde fica nenhum.

      1. Então sou eu que tenho azar; ou sou castigado por ser lampião, porque comigo quer no talhou ou no super mercado, não vejo grande alteração de preços nem significativas diferenças.
        Tudo alto. Se dum lado queima, do outro escalda.

  6. Este texto é basicamente o nojo da autora pela vida no planeta terra. Acontece quando se vive demasiado tempo afastado dela.

    lucklucky

  7. Concordando com quase tudo (condições laborais) , duas ou três questões, que possivelmente se transformarão em muitas mais :

    Qualquer mudança nos hábitos de consumo deve ser por via da educação e não por Lei. Quanto ao comermos em excesso, tudo depende do dispêndio de energia diário. Comemos demais para a pouca actividade que temos. (que tal 12000 passos diários? 5km /dia ou 20 km por semana). Quanto aos malefícios da carne, refiro que 80%dos aditivos alimentares carecem de estudos de segurança alimentar(até edulcorantes). Quanto ao consumo e falando por mim, troco de roupa (basicamente t shirts e calças de ganga) quando surgem os primeiros buracos, troco de botas quando surgem os primeiros rasgões, o meu carro tem 130000km (e ainda é dos Clean Tech), telemóvel idem aspas, enfim levo uma vida mais ou menos espartana. Assim gostava que não me dissessem o que posso ou não comer e sobretudo que não mo impedissem.
    Quanto ao Sars covid 2 julgo que é mais pertinente avaliarmos não o número de infectados mas o número de internados.

    Tschüss

    1. Vorph “Girevoy” Valknut a 18.06.2020 às 16:18


      Dois condensado num! funerais, no plural dado que nos tempos que correm, casamento é um funeral. Pelo menos assemelha-se-lhe bastante.

  8. Perspectivas , Latitudes e, mais importante nos tempos que correm, Longitudes…
    Daí virão as directrizes – inclusive as alimentares…

    JSP

  9. Olá Cristina,
    Enquanto apreciador e consumidor de carne aceito o debate civilizado sobre a regularidade e volume do seu consumo. A diminuição das porções logo no seu corte pode ser uma forma de alguma redução com beneficios de saúde e de esforço ambiental.
    O que preocupa são as turbas anti-sistema que em tudo pegam de forma a poder abalar o mundo dos outros. A última moda foi pichar e derrubar estátuas. Quando, ou se alguma vez, o consumo de carne for politicamente incorrecto quem serão as vítimas das hordas de radicais?
    Existem animalistas que depois do ginásio despejam meio almude de batido de proteínas vegetais, processadas não sabem onde, e ainda assim conseguem mostram desprezo por quem come carne.
    Acredito na capacidade dos indivíduos em fazerem escolhas racionais, e mesmo que sejam irracionais aos olhos dos outros, a única coisa que não faz sentido nestas coisas são as proibições.

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