Costa vs. Costa


escafandro,

A recusa do governo de Passos Coelho em salvar o BES foi o ataque mais forte das últimas décadas ao status quo político-financeiro-empresarial – i.e., à oligarquia que se habituou a dominar o país. Hoje, Costa (António) ataca Costa (Carlos) não porque este tenha cometido erros mas porque a sua acção (e, por conseguinte, os seus eventuais erros) não decorre dos interesses dos socialistas e/ou dos amigos dos socialistas. Mais: não decorre sequer dos interesses do governo (deste ou do anterior). É aliás sintomático que os socialistas teimem numa solução para os «lesados» do BES sem avançarem com uma proposta clara e, mais importante, sem explicarem (de preferência evitando a necessidade de uma série infinita de erratas) quanto poderia ela custar aos contribuintes. Para Costa (António), interessa acima de tudo docilizar o Banco de Portugal e surgir como o fautor de uma «solução» conciliatória que esconda dos eleitores o preço dessa conciliação. Estabelecer um precedente, numa situação de fragilidade do sistema bancário, não o preocupa. Costa (António) trabalha no presente, manobrando instante a instante.

Depois há ainda outro motivo. Costa (António) tem procurado espicaçar Passos Coelho, alternando acusações com propostas de concertação. Passos, ciente de que não deve ajudar os socialistas numa área em que são peritos incontestados (inventar desculpas e eximir responsabilidades), tem mantido a pose de estadista. Isto não interessa ao governo, urgentemente necessitado de um adversário. Costa (Carlos) encaixa no papel. E, se a situação for bem manobrada, até poderá permitir expulsar Passos Coelho da toca, de modo a ser desgastado antes de começarem a sair os primeiros números da execução orçamental.

0 comentários em “Costa vs. Costa”

  1. Qual recusa em salvar o BES!

    O BES tinha uma cerca de segurança que impedia a contaminação pelo GES.

    Ainda me lembro da canção que foi grande êxito de 2014 “o GES é mau, o BES é bom”, entusiasticamente cantada por Carlos Costa, Passos Coelho, Cavaco Silva e Maria Luís.

    Só por piada se pode dizer que o anterior governo fez alguma coisa neste caso além de correr atrás do prejuízo.

      1. Não sabemos se o PS usaria a CGD, nem sabemos se o PSD não utilizaria a CGD se fosse possível.

        O que acontece no BES é que temos um facto comprovado:
        Ao dizer que o BES estava seguro no Verão de 2014 o Governo de Passos Coelho e o BdP disseram algo que não era correto.

        Das duas uma: ou sabiam da incorreção ou não sabiam.
        Se sabiam mentiram protegendo assim alguns investidores em prejuízo de outros e enganando os cidadãos.
        Se não sabiam, dado o tamanho do buraco, pode-se concluir que o BdP estava a fazer uma supervisão incompetente, e o goveno não tirou conclusão nehuma desse facto.

        Costumo considerar que as pessoas não são desonestas sem ter provas em contrário, logo tenho de concluir que neste caso foram sumamente incompetentes.
        Claro que pode-se sempre argumentar que estas luminárias da economia nunca seriam tão incompetentes mas, como disse acima, isso consistia em fazer acusações sem fundamento.

        1. Ainda gostava de perceber o que certas pessoas esperavam que o Carlos Costa (e a Maria Luís, o Passos, o Cavaco) tivessem dito/feito.

          Os bancos estão bem até ao exacto momento em que não estão. E nesse momento tomam-se medidas imediatas.

          Não viram os danos que a notícia da TVI teve no BANIF, precipitando a situação numa semana?

          Não viram a forma como o controlo de capitais foi implementado no Chipre e na Grécia, de um dia para o outro, com os balcões fechados dias a fio?

          Estavam à espera de quê? De meses de aviso? De que tivesse sido resolvido antes? Antes quando? Decisões deste tipo tomam-se quando o custo de esperar é mais alto que o custo de agir. Foi a inacção do BP que provocou a derrocada do BES, que tornou mais cara a solução? O que deveria ter sido feito mais cedo então?

      2. Senhor JAA:
        O seu (penso que conterrâneo) João Pinto (o do FCP) revelou-se um sujeito muito sensato, apesar de não ter passado de um simples jogador de futebol (muito competente nessa área, diga-se).
        Dizia ele com imensa sabedoria: «Prognósticos só depois do jogo».
        Muita gente devia pensar nesta simples frase antes de fazer afirmações que, jamais, a realidade poderá confirmar.
        De contrário é querer fazer uma espécie de História Contrafactual.

  2. Carlos Costa mostrou ser um péssimo governador do Banco de Portugal e que já se deveria ter demitido, mas não faz e por isso continua no alto do seu pedestal e mesmo que essa ribalta o envergonhe, ele não tem um pingo de vergonha. Antes de dizer que têm de ser os portugueses a pagar aos lesados, de culpar António Costa e desculpar Passos, diga que deveriam ser todos os bens de Salgado e companhia a pagar, tal como fizeram nos Estados Unidos. Isto sim, seria o correcto e não este comentário que mais não faz senão acusar António Costa, PS e glorificar Passos que não merece qualquer glória. Quem está continuamente a espicaçar é Passos Coelho que ao contrário do que diz, é tudo, menos a de um estadista. Um verdadeiro estadista não está sempre a atirar pedras, olha pela dignidade dos seus cidadãos e isto foi tudo aquilo que ele não fez.

    1. Yep, Passos é um salafrário e Costa (António) não quer fazer o que os socialistas sempre fizeram, aqui, na Venezuela ou na Argentina: controlar tudo e ajudar os amigos em nome de uma equidade social que, na prática, vão destruindo.

      Quanto a Carlos Costa (nomeado originalmente por Sócrates, lembre-se), claro que terá cometido erros e claro que, noutras circunstâncias, talvez devesse já ter saído. Mas fazê-lo agora seria abrir a porta a um governo oportunista, em esforço desenfreado para reerguer as estruturas que garantem o bem-estar dos seus apaniguados.

      1. “Mas fazê-lo agora seria abrir a porta a um governo oportunista, em esforço desenfreado para reerguer as estruturas que garantem o bem-estar dos seus apaniguados.” Portanto Carlos Costa não se demite agora (só daqui a uns meses?) para não abrir a porta a um governo oportunista, etc. que iria dar cabo da Pátria. Sabia que Carlos Costa tinha espírito de sacrifício mas tanto não sabia. Devemos todos agradecer a Carlos Costa. Tem razão mas eu não tinha penado nessa.

        1. Quais a leis ou regulamentos abrangendo a acção do BdP foram propostos pelos geringonçosos nos últimos dois anos?

          A treta do Costa (A) é típica de um canalha geringonçoso: se não fosse o Costa(C) eu Costa (A) arranjava uma solução.
          Qual seja, é mistério geringonçoso como tantos outros.

      2. Fica-lhe mal e só alguém que não percebe nada de política que não é o seu caso, pode dizer que a Venezuela é socialista e que os socialistas só fizeram asneiras. Lembre-se que Portugal em 40 anos de democracia foi governado por Socialistas, PSD e CDS coligado ora com um, ora com outro e que Cavaco Silva, PSD, esteve 30 anos no poder, como Presidente, primeiro ministro e ministro das finanças. Mais uma vez fica-lhe mal culpar o PS e esquecer-se da nossa história em tempos de democracia. A Venezuela é governada por alguém que não sabe o que é política, é um tonto que diz e faz disparates, atrás de disparates. Sim, Carlos Costa foi nomeado por Sócrates e mostrou que não tem dignidade, para ser reconduzido e Passos reconduziu-o, mesmo vendo que ele não fez nada para o merecer. Este é um governo que tenta dar aquilo que o outro retirou e só não gosta disso quem mostra ser egoísta e egocêntrico porque quem vê o outro, como mais um, igual a si mesmo, deveria ver e querer que restituíssem o que foi tirado e que os cidadãos sofridos, tivessem um pouco de esperança no amanhã.

  3. O Constâncio? Deus nos livre! Não se esqueça que ele, para resolver o problema do BPN, que era bem menor do que o do BES, aconselhou o governo de então a nacionalizar os prejuízos e a deixar o que ainda havia de “carne” nas mãos do bandido. E, por causa disso, estamos a pagar e iremos pagar durante muito tempo esse desmando, assim como os nossos filhos também vão pagar, eles que não tiveram culpa nenhuma.
    Agora vem o Costa (António) propor que suportemos (todos os cidadãos) as custas das indemnizações aos investidores no BES mau, como se a maioria não soubesse que estava a correr riscos inusuais, tão elevadas eram as taxas de juro que lhes prometiam. E alguns não são pobrezinhos, como nos querem fazer crer, são, muitas vezes, especuladores sem escrúpulos a tentarem cobrar da gente pobre deste país o que não deve.
    Aguardemos, pois, o que os nossos tribunais vão decidir. E deixem de ir-nos ao bolso.

    1. Não esqueçamos o papel do manholas da CMVM.
      Está agora todo do lado da geringonça onde sabe poder esperar que se ignore que sempre foi da responsabilidade da CMVM zelar pela clareza da oferta de produtos financeiros nos mercados.

      Já a geringonça lembrou o facto de estar suspensa desde a sua nascença a lei que isenta de responsabilidades os gerentes que não denunciam perdas significativas dos capitais que administram (35º do CSC)?
      Treteiros e tratantes!

  4. Senhor JAA:
    Como compagina a atitude de «durão» do seu querido Passos, castigando os velhos barões da banca, com a atitude de protecionismo dos novos banqueiros de vão de escada que promoveu: Relvas e José Veiga.
    A Efisa diz-lhe algo?
    Sabe que foi esse governo (pretensamente) durão que, através de uma alteração subrreptícia da lei, feita à socapa e a horas tardias, que permitiu a criação de dois novos banqueiros em Cabo Verde?
    E logo em Cabo Verde, onde outros senhores de má memória (excepto para os seus correligionários) tinham o Banco Insular através do qual faziam as negociatas que caro nos estão a custar.
    Sabe do quem falo?
    Pois…

    1. Ficava-lhe bem explicar-se sobre o que alega.
      Quanto aos personagens que nomeia, sei que não são funcionários públicos e que provavelmente na relação com o fisco se equipararão ao tipo que me vende o café do almoço – considerada a proporção, naturalmente.

      1. JGMenor:
        Quando se não tem razão e se sabe que se não tem razão deliramos nos contra-argumentos, não é?
        Eu sei que a «boa imprensa de Esquerda» silenciou este caso.
        Ainda assim, falou-se suficientemente dele para que não nos armemos em parvos a argumentar.
        —————————-
        Miguel Relvas, diz-lhe alguma coisa?
        MARIANA MORTÁGUA
        In JN
        «Banco Efisa, diz-lhe alguma coisa? Era o antigo banco de investimentos do BPN e que está parado desde 2009. Está longe de ser um banco relevante no sistema, mas tem uma mais-valia: uma licença bancária para operar em Portugal, Moçambique, Angola e na América Latina, que foi mantida à custa da injeção de dinheiros públicos, cerca de 52 milhões desde 2014.
        Em julho de 2015, já depois de ter vendido o BPN, o Estado decide vender também o Banco Efisa, que até aí se encontrava dentro da Parvalorem, o veículo criado para gerir os restos do BPN. O Efisa é assim entregue à Pivot por 38 milhões de euros.
        Na altura pouco se sabia da Pivot, a não ser que congregava investidores angolanos, norte-americanos e portugueses. Ficámos, no entanto, na semana passada, a conhecer um pouco mais desta história.
        Miguel Relvas, diz-lhe alguma coisa? Foi secretário de Estado da Administração Local em 2004, altura em que ajudou a Tecnoforma – em que esteve Passos Coelho como administrador – a montar a fraude dos aeródromos. Mais tarde tornou-se número dois do primeiro-ministro Passos, e ministro dos Assuntos Parlamentares até abril de 2013.
        Miguel Relvas já tinha sido consultor do banco de investimento do BPN antes da nacionalização. Na altura, o deputado e administrador da Kapaconsult (que tinha como único cliente o Efisa) era crucial para abrir as portas da política e dos negócios no Brasil.
        Em 2012, foi o seu Governo a nomear Francisco Nogueira Leite, ex-administrador da Tecnoforma com Passos Coelho, para presidente da Parvalorem. Para além de chamar outros quadros próximos da Tecnoforma, Nogueira Leite manteve homens da confiança de Oliveira e Costa em lugares críticos da empresa. E foi ele, enquanto responsável máximo da Parvalorem, a conduzir a venda do Efisa à Pivot em 2015.
        Já fora do Governo, é Miguel Relvas quem aparece, mais uma vez, a prestar serviços de consultoria à Pivot. Mas na semana passada o consultor Relvas foi promovido a acionista, e pede agora ao Banco de Portugal que ateste a sua idoneidade para ser dono de um banco, o Efisa.
        Miguel Relvas e idoneidade, uma contradição nos termos capaz de arrancar uma boa gargalhada a qualquer um se não corresse o risco de vir mesmo a ser declarada.»

        1. Se tivesse começado por dizer que a juíza Mortágua tinha lavrado sentença e proscrito o Relvas da banca, tanto bastava para eu não ter dúvidas.
          Vá lá que não o mandou prender; andou o Relvas cheio de sorte…

          1. JGMenos:
            Quanto à substância do saaunto, népiasa da sua parte.
            Percebi.
            Se não gosta da Mortágua leia o João Miguel Tavares, que deixei um pouco mais abaixo.
            Ainda é menos meigo para o Dr. Instantâneo Relvas.
            E ambos apontam factos que as vossas conversas da treta (dos habituais treteiros da Direita: que fazem escarcéus com as vigarices dos outros mas calam as vigarices dos vossos) não desmentem.
            Eis a questão principal: desmentir os factos apontados.
            Não basta o Passos dizer que é um «não assunto».

    2. Não sei se o M.S tem razão, mas, as questões que levanta, não serão apenas da competência do governo de Cabo-Verde?

      1. Sr. Tiro ao Alvo:
        Tem de treinar a pontaria.
        Em vez de acertar no seu (anterior) governo (do Passos) acerta no de Cabo Verde?
        Lá tão longe?
        Se não gostar do texto que pus no comentário anterior ao seu, do JG Menos, por ser da Mariana Mortágua, do BE, portanto, da Esquerda, leia este do João Miguel Tavares, que é um tipo de Direita.
        ————————————
        JOÃO MIGUEL TAVARES
        Miguel Relvas, o Efisa e a selva
        «O Efisa não só é um assunto, como é um assunto muito feio.
        Pedro Passos Coelho foi entrevistado no fim-de-semana pelo Jornal de Notícias, e quando questionado acerca da venda do banco Efisa a uma sociedade com ligações a Miguel Relvas, respondeu: “Isso é um não-assunto.” Ora, se o ex-primeiro-ministro considera o tema um “não-assunto”, eu considero meu dever esclarecer-lhe porque é que o Efisa não só é um assunto, como é um assunto muito feio.
        Nos últimos dois anos, o Estado, através da Parparticipadas – sociedade anónima criada em 2010 para gerir o processo de reprivatização do BPN –, injectou 90 milhões de euros no Efisa. A última injecção, de 12,5 milhões, foi feita em Janeiro, antes da venda do antigo banco de investimento do BPN à Pivot SGPS. Essa venda terá sido realizada por um valor a rondar os 38 milhões de euros. Segundo o Tribunal de Contas, o preço do BPN para os contribuintes já vai em 2,7 mil milhões, estimando-se que o buraco possa derrapar até aos 5,5 mil milhões.
        O Efisa, como explicou ao Diário Económico o fundador e accionista da Pivot Ricardo Santos Silva, possui um trunfo precioso numa época em que se tornou bem mais difícil criar bancos: “uma licença bancária universal, que abre muitas oportunidades”. Oh, se abre – e quando cheira a oportunidades, logo surge Miguel Relvas e o seu oportuno nariz.
        Já depois de acordada a venda do Efisa, os jornais deram conta da entrada no capital da Pivot de um pequeno grupo de accionistas, entre os quais Relvas. Miguel Relvas, destacado ex-ministro do Estado, surge a fazer negócios com o Estado, para a compra de um banco. Mais. O actual presidente do veículo estatal Parparticipadas, que vendeu o Efisa à Pivot SGPS, chama-se Francisco Nogueira Leite. O mesmo Francisco Nogueira Leite que trabalhou com Pedro Passos Coelho na administração da Tecnoforma. A mesma Tecnoforma que em 2004 usou e abusou de fundos comunitários geridos pelo então secretário de Estado da Administração Local Miguel Relvas.
        E o não-assunto não fica por aqui. Miguel Relvas já havia trabalhado para o Efisa em 2007, prestando consultadoria ao banco no Brasil, numa altura em que era deputado do PSD e líder da Comissão das Obras Públicas. Tudo legal, claro. Até porque, em 2011, Relvas garantiu ao PÚBLICO que nunca recebeu “um cêntimo da Efisa”. Claro que não recebeu. Ele apenas recebeu da empresa Kapakonsult, da qual era administrador, e que na sua curta existência teve um único cliente: o banco de negócios do BPN, Efisa. Vamos então resumir. Relvas trabalhou para um banco que faliu. Trabalhou para o governo que geriu a falência desse banco. E agora recupera o banco devidamente recapitalizado pelo governo de que fez parte – não se está mesmo a ver que isto é um “não-assunto”?
        Uma achega final. Há quem recorde o papel de Dias Loureiro no BPN e garanta haver mãozinha sua neste negócio. A mim parece-me mera insinuação, fruto de más línguas. Estou certo que desde que o então ministro Miguel Relvas passou o réveillon de 2012 para 2013 no Copacabana Palace na companhia de José Luís Arnaut e Manuel Dias Loureiro, eles nunca mais voltaram a ver-se. Portanto, só resta à autoridade de supervisão apressar-se a conceder a idoneidade a Miguel Relvas, para que possa exercer com o garbo e a competência reconhecidas a profissão de banqueiro. Depois, é só enviar essa informação para Bruxelas, devidamente assinada por Carlos Costa, Governador do Banco da República das Bananas Anteriormente Conhecida como Portugal.»

        1. Caro M.S, já tinha lido o artigo do João Miguel Tavares, autor que, normalmente, gosto de ler.
          Reparei, todavia, que não respondeu à questão que lhe apresentei: a idoneidade do Relvas, para gerir um Banco de Cabo Verde, é ou não um problema que apenas diz respeito ao governo daquele País?

          1. Senhor Tiro ao Alvo:
            Eu pouco me importa com o governo de Cabo Verde.
            Deixo essas preocupações para os cabo-verdeanos.
            Já tive suficientes preocupações com o da geringonça da Direita, entre 2011 e 2015.
            Agora tenho não menos preocupações com o da geringonça da Esquerda.
            O que para mim conta no caso do Dr. Instantâneo Relvas/Efisa foi o favor que o governo da geringonça da Direita fez ao seu correligionário, precisamente o Dr. Instantâneo Relvas (e ao acólito deste, o novel banqueiro José Veiga, o das negociatas dos futebóis).
            Tudo apadrinhado pelo inefável José Luís Arnaut e pelo matreiro Dias Loureiro, estes na sombra.

        2. Li o artigo como me recomendou.
          Conclusão:
          O Estado é um enorme empreendimento económico gerido por gente de passagem(precários), como manda a democracia; a quem se paga pouco, como manda a hipocrisia.
          Tal como na bola, sempre há olheiros em busca de oportunidades.
          Como nas empresas, os negócios fazem-se por quem sabe do negócio, com quem, fora da empresa, vê oportunidades. Bom número de empresas nascem pela mão de quem aprendeu o negócio em empresa alheia.
          A única censura possível é em relação a quem decide por quem representa em benefício próprio e prejuízo do representado em consequência desse acto.
          Tudo o mais é assunto de Polícia e de Justiça.
          Relvas é tão só um tipo espertalhaço a quem é moda bater.
          Mas ainda ninguém apareceu a dizer: roubou; atraiçoou a missão que lhe foi confiada.

  5. Essa da pose de estadista de Passos Coelho fez-me rir. Obrigado pela chalaça. Mas especifique um pouco: a pose de estadista dele foi quando ele afirmou que o dinheiro emprestado ao BANIF até era um a coisa boa porque estava a render juros ou foi quando ele, mais recentemente, afirmou que não percebia a resolução do BANIF porque o banco até estava a dar lucro?
    Parafraseando Pacheco Pereira, é o que dá ter tido à frente do governo de Portugal quem nasceu lagartixa e, por mais que se esforce, nunca chega a jacaré.

  6. O Sr. José António Abreu não tem isenção nos comentários, era muito mais sério se identificasse o partido em que milita ou qual simpatiza, para mim não precisa tamanha é a costela verificada, a campanha já acabou á muito tempo e só os cegos não vem quais os erros do BP e do Governo anterior neste assunto, o resto é areia, e forma de governar diferente, eu sou a favor que se governe em favor do povo e não em favor dos mercados, e essa é a base da discórdia.

  7. ” A recusa do governo de Passos Coelho em salvar o BES foi o ataque mais forte das últimas décadas ao status quo político-financeiro-empresarial – i.e., à oligarquia que se habituou a dominar o país. “

    Senhor JAA toda a “gente” sabe que se Passos Coelho auxilia-se directamente o BES não teria hipotese alguma de eventualmente o PAF vencer as eleições como veio a acontecer, o esforço financeiro imediato de tal atitude levaria a que as benesses (cheiro a rosas) dadas desde essa altura aos Portugueses até ás eleições de 2015 fosse impossível por falta de recursos, a chamada “saída limpa” não se teria concretizado e ficaria ainda mais visível para todos o falhanço desse governo da Nação que apostou tudo em manter (e aumentar) o status de alguns enquanto sacrificou a maioria que viveu acima das suas possibilidades.

    O caso BES é mais uma prova da falência do regime politico na medida em que os seus interpretes não põem em 1º lugar o interesse da Nação e dos seus concidadãos mas antes defendem interesses privados (próprios) que vivem para lesar a Nação.

    O governador do Banco de Portugal é mais um actor do regime que despreza a Nação e porventura terá como recompensa uma qualquer promoção para Bruxelas como o anterior. A regulação é somente nevoeiro para esconder os crimes que muitas camarilhas fazem á conta do povo que as paga tendo pior saude, educação, justiça ou pagando cada vez mais por serviços básicos que o Estado que colecta impostos deve proporcionar.

    O que me espanta (ou talvez não) é que as pessoas directamente(e indirectamente) implicadas nos crimes do BES ainda não estejam na mais completa indigência e não tivessem de recorrer a advogados pagos pelo Estado para se defenderem.

    A camarilha que agora está ao comando faz o que melhor sabe fazer, que é o passa culpas e negligencia (como habitualmente) o interesse da Nação como se viu agora com o BANIF em que cedeu em toda a linha a interesses externos.

    Se ir a Bruxelas ao mesmo tempo que o PM fazer guerrilha politica é pose de estadista estamos muito mal em termos de avaliações.
    Depois de Sócrates nunca pensei que se pudesse descer mais baixo, enganei-me, continuámos e continuamos a descer.

    Enquanto não houver exemplos concretos o pantâno irá continuar.

    ” A indiferença a propósito de um princípio equivale, com efeito, à negação deste princípio, e não raras vezes o silêncio pesa mais que o erro.”

    P.S. – Embora reconhecendo as manigâncias do BES não reconheço nenhuma razão aos supostos lesados do BES para exigirem que o Estado assuma essas dividas, quiseram juros maiores que a maioria, vão para os tribunais exigir aquilo a que acham que têm direito.

    P.S. – A transferência da divida sénior do NOVO BANCO para o BES prejudicou mais o rating de Portugal que o orçamento de Estado já corrigido inumera vezes.

  8. pose de estadista ? Tem piada. Um individuo que chamou irresponsaveis aos do tribunal constitucional, que nao conseguiu alterar a constituiçao para os despachar, e que diz agora que o costa Antonio está louco porque critica o costa Carlos. Acresce : o pais, incluindo a generalidade dos eleitores PS e PSD , compreende mal que sejam os contribuintes a salvarem os bancos. E tem mais um pormenor : os lesados, aos quais o banco cobrou, aceitou, recebeu.

  9. Paraíso no ano de 2200.
    Mário Soares estava furibundo. São Pedro tivera a ousadia de lhe destinar Madre Teresa de Calcutá como companheira de eternidade. A eternidade assemelhava-se a uma longa e dolorosa obra prima de mestre Manuel de Oliveira, uma seca ao lado de uma Santa cujos banhos tinham uma periodicidade quinquenal. Ele que tivera uma vida terrena bigger than life. Passava os dias a visitar criancinhas malcheirosas. Coisa horrorosa! De repente vê passar Cavaco Silva acompanhado de … MADONNA! Não podia ser! MADONNA! O filho de Boliqueime ao lado da Rainha da Pop! A eternidade ao lado de uma devassa! Francamente vou fazer uma reclamação berrou Mário Soares. Dirigiu-se ao gabinete de São Pedro e barafustou: isto é uma perseguição! Uma infâmia! O senhor traz à memória o juiz encarregue de julgar o meu amigo José Sócrates! Por falar, como é que teve a coragem de presenteá-lo com a Manela Moura Guedes? Eu com a MADRE, o José com a MANELA e o Cavaco com a MADONNA? Qual é a justificação? Responde São Pedro com a sua paciência de santo: percebeu tudo mal Mário, nos casalinhos quem está de castigo são as gajas, a Manela e a Madonna.
    São Pedro foi cruel para António Costa: Destinou-lhe como companheira de eternidade o John Holmes. E porquê? Na sua vida terrena António Costa foi a Linda Lovelace lusitana: até o Grande Gerónimo foi seduzido pela luxúria!

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