Costa quase ao nível de Seguro


Pedro Correia,

Valeu a pena António Costa, no rescaldo imediato das eleições europeias, ter desafiado António José Seguro, o secretário-geral legitimado pelo voto dos militantes. Valeu a pena fracturar o Partido Socialista. Valeu a pena ter ocorrido uma longa campanha interna. Valeu a pena militantes e independentes escolherem o “candidato a primeiro-ministro” às legislativas de 2015. Valeu a pena organizar um escrutínio directo para eleger o novo secretário-geral. Valeu a pena convocar um congresso electivo extraordinário para designar a nova estrutura directiva dos socialistas.

E valeu a pena porquê?

Porque, segundo a sondagem de Dezembro do Expresso, o PS agora com Costa ao leme consegue 37,5% das intenções de voto dos portugueses. Ou seja, apenas um pouco menos do que os 38% registados na sondagem de Maio, quando o secretário-geral era Seguro.

Uma “quase-progressão” verdadeiramente extraordinária: sete meses tão intensos e fracturantes para desembocar nisto.

20 comentários em “Costa quase ao nível de Seguro”

      1. E quando é que o Costa seguirá a opinião do Costa que afirmava que era incompatível ser-se secretário-geral do PS e presidente da câmara de Lisboa?

    1. Está a referir-se ao aumento das taxas e taxinhas do ministro Pires de Lima na ANA?
      Está engabnado, o aumento está concretizado e foi de 7%.
      As do Costa sempre estiveram contempladas para 2016.

      1. Do site da Assembleia Municipal de Lisboa:

        «A Taxa Municipal Turística de Lisboa, que prevê a cobrança de um euro pelas chegadas ao aeroporto e ao porto da capital e sobre as dormidas, foi aprovada pela Câmara, com os votos contra da oposição.

        A proposta foi debatida em reunião de Câmara (de maioria socialista), após ter sido adiada na quarta-feira, e foi aprovada com os votos contra do PSD, PCP e CDS-PP e os votos favoráveis do PS e movimento Cidadãos por Lisboa (eleitos nas listas socialistas).

        A partir de Abril do próximo ano, todas as pessoas que visitarem Lisboa por via área, e não residirem no país, vão estar sujeitas à taxa de um euro. Inicialmente, a Câmara disse que apenas se exceptuavam os residentes da capital.

        A entrada em vigor da cobrança no porto de Lisboa também foi alterada, passando para 1 de Janeiro de 2016.

        Na quarta-feira, o vice-presidente do município, Fernando Medina, afirmou que a Câmara dá assim “resposta ao fundamental das objecções levantadas” durante o período de consulta pública, entre 20 de Novembro e 3 de Dezembro, tentando não abranger “pessoas que não estão na condição de turista”.»

        1. Depois claro:
          Tem razão quanto à minha imprecisão, a proposta inicial era para Abril de 2015.
          Mas o procedimento de aprovação das taxas municipais inclui a longa discussão na Praça Pública, a partir das fugas de informação, depois na AM e só depois são aprovadas.
          Tanto assim é que a tzxa vai ter contornos diferentes, com abrangência mais limitada e com início de aplicação mais tardio.
          As da ANA não tiveram discussão pública e aumentaram 7%, portanto , o ministro podia ter sido mais comedido no espectáculo da AR.

  1. Dos media, 17-02-2012: Mário Soares disse que António José Seguro “tem conduzido bem o partido, com muita competência e, sobretudo, com muita prudência”.

  2. O mais interessante é ver como os comentadores dão a volta à questão, afinal o PS não está melhor que Seguro foi às urnas… mas o que se dá a entender é que Sócrates não afeta a ascensão do partido.

      1. Então e o efeito Sócrates não conta?
        Ainda falta muito tempo para as eleições e, para já, parece que o PS parte à frente.
        O resto são desejos mais ou menos inconfessados…

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