O escritor brasileiro Rubem Fonseca ganhou o Grande Prémio do Casino da Póvoa/Correntes d’Escrita, 13º edição, com o livro “Bufo e Spallanzani”, edição Sextante. Rubem Fonseca é, porventura, um dos últimos grandes escritores de uma geração de ouro de escritores brasileiros.
Ganhou por unanimidade e agradeceu hoje, na cerimónia de abertura do evento literário, lendo um soneto de Camões. Acima de tudo, disse, ama a língua portuguesa, a pluridade da língua, a riqueza da sua geografia.
A revista das Correntes é inteiramente dedicada a Eduardo Lourenço e este, sem qualquer vaidade, sempre no seu timbre inteligente louvou a amizade. Em especial a amizade. Bem haja. Para a maioria – este evento tem mais de 50 participantes e dura até domingo – há este sentimento de união: estamos entre amigos.

Estão de parabéns Rubem Fonseca e o João Rodrigues, um grande editor português, sempre atento e com um gosto irrepreensível nas escolhas.
As Correntes d’Escrita são uma experiência única. Só lá fui um ano, mas aconselho vivamente. Estás lá agora, Patrícia?
As Correntes, Ana, são um evento do qual faço parte tipo peça de mobiliário:) sou o único elemento fixo do júri. Até domingo é tudo sobre livros, autores, temas, poesia, lançamentos e outras coisas. Há noites que podem acabar com fados ou anedotas. Regressei a Lisboa, com a missão cumprida, missão muito complicada, os finalistas eram todos bons, mas contente por se ter chegado a uma unanimidade. Um beijo grande (o livro, este ou o novo, acabado de sair, merece ser lido! E, sim, o João é um belo editor, um homem com boas razões para sentir que tem obra feita no mercado). Beijo
Ia dizer-te que desses um beijo meu à incansável Manuela Ribeiro, mas vejo que já voltaste a casa. Não sabia que fazias parte do júri! Que responsabilidade, hein? Mas é uma honra, claro. Toma lá um beijo de parabéns! 🙂
Beijos, querida, a responsabilidade é grande e são dez anos, mais ou menos. beijos
Só génios éramos para aí uns 50…
Minha querida
Fico deliciada, mais uma vez, com Eduardo Lourenço, por ter escolhido a Amizade como tema. É que não conheço nada que mais bendiga. Que seria de mim sem os meus amigos?!
Ainda bem que as Correntes de Escrita contam contigo. E com o João Rodrigues, uma pessoa que muito admiro.
E o melhor é que também eu te tenho como amiga!
Minha querida Helena, com o discurso simples e humilde de Eduardo Lourenço fiquei de lágrimas na alma, nos olhos, na cabeça. A amizade é, realmente, a melhor forma de amor. Bem hajas tu por seres minha amiga:) Um beijo grande