Neste momento ainda não sabemos se Passos Coelho terá conseguido bater as votações norte-coreanas de José Sócrates, de Paulo Portas ou de António José Seguro, mas quando um secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros admite a entrada do estafermo da Guiné Equatorial na CPLP, um crápula cujo filho tem inclusivamente pendente o cumprimento de um mandado de captura internacional, só pode estar a pensar na aprovação de um novo acordo ortográfico, que adapte o português “acordês” ao “espanholês” de Obiang.
Mas, pergunto eu, em vez de se admitir Obiang na CPLP não seria mais prático, e consentâneo com os valores da “nossa” República, dar-lhe um “golden visa” enquanto o secretário de Estado pede à National Geographic e à Human Rights Watch que o elucidem sobre a exacta localização no mapa da Guiné Equatorial e o cadastro da família Obiang?


Continuaremos a espantar-nos com o que acontece enquanto julgarmos que estamos a ser governados, e não agirmos em conformidade com o facto de estarmos apenas a ser gozados/provocados. “Eles” não têm culpa que sejamos mansos.