Convite aos autores, comentadores e leitores


Luís Naves,

CONVITE_43 Anos e 6 Meses d e Má Política_Lu

 

Aos autores, comentadores e leitores do Delito de Opinião: Estarei na próxima quarta-feira, dia 15, a partir das 18 e 30, na livraria Bertrand Picoas, em Lisboa, para a sessão de apresentação do livro que organizei, 43 anos e 6 Meses de Má Política, edição da Contraponto. Trata-se de uma recolha de mais de 1500 frases do período entre 1973 e 2016; no fundo, estas frases são pequenos vislumbres da política recente do país, com momentos divertidos e outros que fazem pensar. A apresentação estará a cargo de Pedro Correia.

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  1. Honestidade intelectual:

    – não exagera a força dos seus argumentos; reconhece que os argumentos geralmente têm fraquezas, pois argumentamos usando a linguagem comum, que não permite uma descrição perfeita da realidade – afinal, o signo não é idêntico ao significado.

    – demonstra a disposição de aceitar a existência de teses diferentes ou opostas também justificáveis racionalmente; embora a princípio uma pessoa necessariamente pense que sua tese é melhor do que as outras, é necessário reconhecer que outras teses são possíveis e dignas de discussão.

    -demonstra a disposição de aceitar discutir suas próprias teses, seus pressupostos e seus princípios; se uma pessoa não aceita discutir sua própria perspectiva, não tem o direito de exigir que a do outro seja discutida.

    -admite as fraquezas apontadas pelos outros em seu argumento; se a pessoa não é capaz de aceitar que há pontos fracos em sua argumentação, mesmo quando esses pontos fracos são indicados, então não quer realmente debater o tema: quer somente impor sua tese ao outro.

    -aceita a possibilidade de estar errada; como ninguém conhece integralmente a realidade, mas somente a conhece a partir de uma perspectiva extremamente limitada, a pessoa não pode admitir a priori que esteja absolutamente certa.

    -reconhece quando um argumento ou uma crítica do outro é bom; se a pessoa não consegue aceitar quando o outro apresenta um bom argumento ou uma crítica procedente, mostra que não está preparada para um debate sério.
    aceita as conseqüências das teses que defende até as últimas circunstâncias e com rigor; é preciso reconhecer que uma tese tem um alcance tão universal quanto o de sua formulação, e que não é razoável afirmar que uma tese vale em um caso mas não no outro.

    -não simplifica nem distorce o argumento do outro; é importante mostrar que existe um esforço genuíno de compreensão da tese e do argumento do outro e, por isso, é preciso sempre argumentar contra o que o outro efetivamente afirmou, sem tirar frases do adversário do contexto original.
    argumenta contra a tese ou o argumento do outro, mas não contra o outro; o argumento ad hominem é um dos sofismas mais comumente usados, mas também um dos menos respeitáveis.

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