Convidado: JOÃO ESPINHO


Pedro Correia,

 

Nuvens

 

O tempo passou e já todos esquecemos a nuvem provocada por um vulcão na Islândia, território que nos parecia longínquo mas que, afinal, está aqui bem perto. Durante dias e dias fomos assaltados pelas notícias da nuvem e das suas consequências. Porém, no meio da nuvem, a manchete foi, sem dúvida, o regresso de Cavaco Silva à nação de que é presidente. Uma epopeia, uma crónica… uma tragicomédia.

Depois da islandesa, uma outra nuvem surgiu.

Mas desta estávamos à espera: o governo socialista, saído das eleições de Setembro do ano passado, veio encher-nos os céus – o futuro – com a promessa disto e mais daquilo. Promessa que, sabia-se, não seria cumprida. Um pouco de boa memória e conseguimos relembrar como este governo tem gerido o país:

– Apresentou uma proposta de Orçamento de Estado divorciado do Plano de Estabilidade e Crescimento, como se este não estivesse intrinsecamente ligado àquele;

– Ignorando avisos e alertas, continuou a percorrer o país inaugurando coisa nenhuma e, fazendo uso da propaganda, tentou iludir a cor negra das nuvens que se aproximavam.

 

Não demorou muito tempo este estilo esquizofrénico de governação. Bastou o primeiro alerta de Bruxelas para que Sócrates e o governo percebessem que tinha chegado a ocasião para “fazer alguma coisa”.

Que coisa?

Pedir dinheiro para pagar os seus delírios socialistas.

Pedir dinheiro aos portugueses, já depauperados.

Pedir mais sacrifícios aos que já nada têm.

Resumindo: Sócrates transformou Portugal num país pedinte.

 

Para afastar estas nuvens cinzentas, só falta ao Primeiro-Ministro pedir aos portugueses para que soprem com energia nas vuvuzelas.

Pode ser que essa energia o empurre, a ele e aos socialistas, para fora do governo. 

 

João Espinho

9 comentários em “Convidado: JOÃO ESPINHO”

  1. Na verdade, pode ser que a solução para isto esteja nas novas energias, mais concretamente nas eólicas, neste caso, Porém, há que perspectivar que não só é necessário que esta gente seja varrida da governação, como é também importantíssimo que outros, que já se perfilam – em tudo a eles semelhantes – se aproximem dela e nos venham trazer mais do mesmo, se não pior.
    Há que saber, então, usar criteriosamente as poucas energias que ainda nos restam.

    1. E eu a julgar que Espinho era no norte do país, e aí estão vocês a dizer-me que fica no Alentejo. Um pais virado de pernas para o ar, como se poderá desenvolver ? ( Desculpem a brincadeira, que não passa disso mesmo, brincadeira )

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