Como é que eu vim parar aqui?
Existe para mim o antes e o depois. Antes de Março de 2007. E o depois. Poupando os leitores aos pormenores do acidente que me colocou vários meses deitado numa cama e de perna no ar, foi na blogosfera que me segurei, depois de dias e dias de televisão, semanas e semanas de livros.
Comecei por um projecto a solo. Analfabeto me confessava, como ainda hoje me sinto, mas encontrei algo que me fascinava, algo dinâmico que se tornou um desafio para mim. Quando digo desafio, não digo que o objectivo não seja vencer. Estaria a ser hipócrita. Quero dizer que o desafio era participar em algo que me transportasse para fora das paredes do quarto e ao mesmo tempo me fizesse recuperar tudo o que eu tinha perdido em anos de vida fast food.
Tinha consciência que entrava a meio do jogo, com as vedetas da bloga já devidamente instaladas, todos os lugares ocupados. Sabia que teria de aguardar em pé por um lugar. Sinceramente, acho que hoje, passados estes anos, ainda não me consegui sentar devidamente.
Tem até agora valido a pena. Aprendi muito. Poderia ter aprendido mais, mas quero continuar a aprender. Quero continuar a dar pontapés na gramática para que, a cada canelada, eu aprenda. Quero continuar a dizer aquilo que penso e, já agora, quero continuar a ser censurado em alguns blogues.
O Pedro Correia teve a amabilidade de me convidar a escrever umas linhas, eu agradeço sinceramente que se tenha lembrado de mim e me tenha colocado junto de tão vasta e interessante lista de bloggers que por aqui têm vindo a desfilar.


Estar disposto a aguardar em pé por um lugar com uma perna no ar é obra. Mas acho que há sempre lugares vagos. Parabéns, Daniel.
obrigado. Graças a Deus que a língua portuguesa me permitiu fazer tal exercício, conforme o João muito bem observou.
Uma abraço.
Agora que aqui chegaste, voltas?
depende da volta.
Eu acho que estás sentado e bem sentado. O que não impede que te levantes e faças uns exercícios de vez em quando. De preferência, ao ar livre, para manter a forma. Mas o teu lugar fica sempre à tua espera…
o meu trabalho é um constante exercício.
Vale realmente a pena, sobretudo pelas pessoas que vamos conhecendo. Um abraço, vou continuar a seguir o que pensa (bem sentado) lá no 2711.
obrigado.
Na blogosfera não há números clausus, Daniel. Todos cabem aqui, neste mundo que é cada vez menos estranho.
Bem-vindo (não à “blogosfera instalada” mas ao Delito).
nem sempre cara Ana, nem sempre é assim tão livre.
Meu caro Daniel, a bloga que não é livre não me interessa nada nem farei nunca o mínimo esforço para pertencer-lhe. Não gosto de guettos, por definição. E não reconheço a ninguém o direito de mandar nas minhas ideias. É por isso, entre outras razões igualmente importantes, que me sinto bem aqui no Delito.
🙂
e ainda bem que existem locais como este.
Existem pessoas com uma persistência inequívoca que merecem ser recompensadas de alguma maneira, o Daniel é um caso desses. O seu a seu dono.
Este post demonstra bem isso .
Aquele abraço.
Aquele abraço.
Ainda hoje, caro Daniel, companheiro, há muitos blogues que nos rejeitam e deixam de pé.
Um dos argumentos sornas para sermos assim ignorados e rejeitados é simples: demasiada independência; nenhuma vassalagem aos partidos do sistema rotativista.
Abraço e de Pé como as árvores ou como os sem-abrigo na sua indeclinável dignidade sem lugar a não ser para Deus.
somos 2711 Joshua, é o que somos.
Aprender e partilhar. A bloga, para mim também é sobretudo isso.
Temos um exemplo aqui no Pedro.
Agradeço essas palavras amigas, meu caro.
Parabens Pedro, por ter convidado o Daniel Santos. Obrigado Daniel pelo texto com que nos brindou.
da minha parte, obrigado.
Obrigado por esta visita, Daniel. Foi um gosto. Abraço.
Obrigado Pedro.
(desculpe estar a responder comentário a comentário, mas é um habito que tenho, responder a quem se dá ao “trabalho” de nos ler e comentar.)
Um abraço.
Faz bem. Eu sempre fiz isso. E nunca me arrependi, antes pelo contrário.
Caro Daniel,
há lugar para todos os que têm alguma coisa para dizer, mesmo que sejam “não alinhados”. Que é o seu caso.
Abraço.
Obrigado Levy. Um abraço.
Os motivos que nos levam a entrar no mundo dos blogues são múltiplos e quase sempre de ordem pessoal. Mas depois as razões para continuarmos vão-se multiplicando. E é como dizes, Daniel, enquanto tivermos a sensação de que estamos a aprender faz todo o sentido continuarmos. E há tanto para aprender.:)
Obrigado Ana.