Convidado: ANTÓNIO AGOSTINHO


Pedro Correia,

 

Figueira da Foz do Mondego, a minha cidade…

 

“Não tem outro remédio, senão vir à Figueira quem quiser ver a mais linda praia de Portugal!” Esta frase foi escrita por  Ramalho Ortigão, em finais  do século XIX.

Como sabemos, a Figueira da Foz localiza-se  no litoral centro de Portugal, na foz do Rio Mondego. Aliás, o seu nome completo é Figueira da Foz do Mondego. Quanto à origem da sua denominação, existem várias versões, tendo todas elas como principal personagem uma famosa árvore  – uma frondosa figueira.

Neste momento, passados cerca de 140 anos, a Figueira da Foz, elevada à categoria de cidade em 20 de Setembro de 1882, continua famosa pelo seu areal.

 

 

Mas nem só de praia vive a Figueira. Quem a visita pode deslumbrar-se  também com o magnífico estuário da foz do rio Mondego, a Serra da Boa Viagem,  ex-libris da Praia da Claridade,  e o famoso  Casino.

Mais recentemente, porém, desde 1982,  ganhou nova mais valia –  a Ponte Edgar Cardoso, donde podem ser observadas vistas magníficas, como a da foto do fotógrafo figueirense Pedro Cruz, meu colega no blogue Outra Margem.

No capítulo cultural e de lazer as opções, na Figueira,  são significativas. Desde a Biblioteca Municipal ao Museu Municipal Dr. Santos Rocha, passando pelo Centro de Artes e Espectáculos.  Ainda na área cultural, o Palácio Sotto Mayor apresenta uma rica colecção de pintura e mobiliário. É propriedade  da Sociedade Figueira Praia, proprietária e gestora do Casino da Figueira da Foz.

 

PS

1 – Agradeço o amável convite do Pedro Correia.

2 – Na Figueira, muito de negativo haveria  a apontar. Todavia, neste texto, optámos por focar apenas aspectos positivos.

 

António Agostinho

Fotografia: Pedro Cruz

6 comentários em “Convidado: ANTÓNIO AGOSTINHO”

  1. Já tinha o prazer de conhecer o Outra Margem, e de ler os escritos do António Agostinho.

    Desde há 14 anos, namoro com uma Figueirense, e por isso a bela cidade da foz do Mondego passou a ser a minha 2ª cidade (a 1ª é a minha terra natal, Santo Tirso).

    Confirma-se o que o António disse. Há muita coisa bonita na Figueira, mas muito também havia para apontar de negativo.

    O mais flagrante é os diversos executivos camarários não terem sabido capitalizar as características e localização da cidade, para que ela pudesse, de uma vez por todas, deixar de ser apenas a “casa de férias” e ter apenas movimento no verão.

    Um concelho com a praia, a serra, o porto de barcos, e indústria – como a Portucel-Soporcel e a Celbi – poderia e deveria ser uma cidade movimentada e evoluída nos restantes 9 meses do ano (tirando Junho, Julho e Agosto)

  2. Uma injustiça: nem um pavilhão multi-usos com o nome do Santana Lopes?…
    Este texto é o que eu chamaria uma curta-monografia. Os meus parabéns ao António. Bela foto, a de Pedro Cruz.

  3. Caro João Carvalho:

    realmente!..
    santana lopes passa 4 anos amargurados longe da capital para colocar a figueira no mapa e os figueirenses nada!..
    quer dizer, se ele quiser elegem-no, de caras, novamente presidente da câmara…
    só que agora o buraco camarário já passa dos 90 milhões de euros…
    obrigado pelas palavras de incentivo.
    um abraço
    antónio agostinho

  4. Tudo muito bem, como escreveu o Agostinho, este grande são-pedrosense, “dono” de um Blog que leio todos os dias.
    Apenas falta referir que a lindíssima fotografia tirada pelo Pedro Cruz na ponte Edgar Cardoso, foca parte da lindíssima ilha da Morraceira, ilha que legalmente pertence à freguesia de São Pedro – a parte visivel -, e à antiquíssima e “mui nobre” freguesia de Lavos.
    Um abraço a todos.

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