Convicção profunda


Pedro Correia,

 

«A pátria, em momentos difíceis, descobre-se que existe.»

Vergílio Ferreira, Conta Corrente, 2 (1º de Dezembro de 1978)

 

Voltaremos a celebrar o 1º de Dezembro (com nome de mês maiúsculo) como feriado nacional. Tal como o 5 de Outubro, aliás. Porque a identidade dos povos impõe a evocação cíclica de símbolos que se perpetuam através da rotação das gerações. E é feita de datas inapagáveis, que não se vergam ao sabor episódico das circunstâncias. E também porque as nações podem sofrer inúmeros dissabores, mas não mudam de pele.

 

Quadro: Aclamação de D. João IV, de Veloso Salgado

2 comentários em “Convicção profunda”

  1. Quanto ao 1º de Dezembro, concordo a 100%.

    Já quanto ao 5 de Outubro, mesmo sendo eu republicano, tanto me faz.

    1. O princípio serve para as duas datas, Vasco. E transcende muito as opiniões pessoais que cada um possa ter sobre qualquer delas. Foi um erro suprimir estes feriados nacionais: quanto mais cedo for corrigido, melhor.
      Os países precisam de referências, não podem apagá-las como quem desliga um interruptor de luz.

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