A direita acusa a esquerda, a esquerda acusa a direita, Passos Coelho acusa Sócrates, Sócrates acusa Passos Coelho, Paulo Portas acusa Passos Coelho de ter sido “muleta” do PS, diz que não é muleta de ninguém, o Assis diz que vai ser uma desgraça se o Sócrates sair, Sócrates também acha que vai ser uma desgraça se sair, uma parte do país concorda com Sócrates e com Assis outra está empenhada em pôr o Sócrates a banhos lá para onde foi o Catroga. Enquanto tudo isto, neste país pequeno de acusações e discussões estéreis e inúteis, este desfile inane da gente que nos (des)governa há quase quatro décadas, duas em cada cinco crianças vivem em situação de pobreza. E ‘isto’ devia ser o essencial. Quase quatro décadas depois, alguém, à esquerda ou à direita, já devia ter conseguido resolver este país. Deixem-se de tretas.
Conversa da treta
cronicasnofeminino,

É mesmo. Mas temos que tomar posição.
Tenho dito e repetido que é um “problema português”, independentemente de ser “liberal” mas interesseiro, “social democrata” mas interesseiro, “demo-cristão” mas interesseiro. O Tuga não gere bem a coisa pública, nem percebe o seu espírito. A ideia de SERVIÇO público não existe. Autarcas, governantes, presidentes de institutos usam o “nome” das coisas como se deles se o deles se tratasse, mas a substância, que É de todos, usam como se fosse a sua coutada.
Um país que não sabe para onde vai, nem para onde leva o seu povo, vale ZERO. A Europa rica da UE já percebeu isso.
Concordo, o conceito de ‘serviço público’ não existe. Aliás, o verbo servir neste país é quase sempre reflexo e na primeira pessoa: eu sirvo-me. Desde que assim seja está tudo bem e o resultado é o que se vê.
O meu voto na Leonor!
Obrigada pela confiança, Javali.
Está em andamento a absolvição de Sócrates e capangas.: 5/culpa-solteira-da-bancarrota.html
http://mentesdespertas.blogspot.com/2011/0
O “Eu sirvo-me” diz tudo sobre o país. Excelente texto Leonor.
Infelizmente, Hugo. Obrigada 🙂
Tenho para mim que o mal foi termos aderido à UE…
Portugal a partir dos descobrimentos habittuou-se a viver à sombra da bananeira e da arvore das patacas…
Morto o Império… amparamo-nos noutra “teta”… onde todos ( sem excepção) mamamos estes anos todos… como quem diz” o trabalho é pró preto”… Agora, que a “teta” secou começa-se a deitar a mãos à cabeça…Rezando para que nos caia do céu uma outra “teta” qualquer….
Que mal lhe pergunte:- a Senhora quando os Bancos iam a casa dos clientes com a papelada na mão para assinarem de cruz a compra de casa, recheio, automovel, viagens, etc, etc… avisou a malta…que mais tarde viriam aí os pobrezinhos?
“Se mais crédito houvera lá chegara”!
Portanto, assim sendo não é legítimo que este facto, o de duas em cada cinco crianças viverem em situação de pobreza, nos envergonhe e preocupe?
É verdade, Leonor, excelente texto, e, infelizmente, a corresponder à realidade.
Obrigada, Helena.
Deite o “lapis azul” no caixote de lixo…Percebe?
Tenha juízo e deixe-se de disparates. Não tenho o dia todo para vir para aqui escrever e libertar comentários, não que me deva justificar mas hoje estou particularmente generosa.
Fora eu um “intelectual” bajulador da sua prosa… certamente o meu comentário não seria censurado…
Sou do povo…moro em Massamá — a tal urbe que a elite despreza— não vivo num condominio fechado!
Daí… lápis azul…
Trate-se. Deixe-se de verborreias inúteis apenas porque o seu comentário não foi publicado quando entendia. Há pessoas que mesmo não vivendo em Massamá têm mais que fazer.