Contra os comentadores, marchar, marchar.


Luís Menezes Leitão,

 

 

Segundo se lê aqui, Aguiar-Branco acha os comentadores de fato cinzento e gravata azul tão perigosos para o país como qualquer ameaça externa. Para ser coerente, Aguiar-Branco deveria então mandar a tropa apanhar e prender esses perigosos comentadores. A tarefa pelos vistos não será difícil, já que os mesmos comentadores nem sequer hesitam em vestir um uniforme bélico, o tal fato e gravata. Depois da Ministra Cristas ter declarado guerra às gravatas no Ministério do Ambiente, é agora a vez de Aguiar-Branco perseguir os comentadores engravatados. Quanto tempo mais é que vai durar este tipo de folclore no Governo?

14 comentários em “Contra os comentadores, marchar, marchar.”

  1. Curioso vai ser ver Aguiar Branco, agora posto ministro, daqui a uns tempos de fato cinzento e gravata azul a comentar, num qualquer canal noticioso, o quotidiano político.

  2. Claro que só são perigosos agora, pois quando o governo era outro, já não eram. Até davam jeito e diziam umas coisas porreiras e tal…
    Lamentável esta “tirada”, que apenas demonstra o carácter e o conceito de democracia e liberdade de expressão que este ministro tem. E ainda por cima é advogado, que supostamente deveria defender certos direitos, como dispõe o nosso Estatuto. Estamos, pois, conversados, sobre esta triste personagem da nossa política…
    Cumprimentos.

  3. Caro Luís Menezes Leitão
    “Segundo se lê aqui,” …
    Talvez valesse a pena confirmar antes de comentar o “que se disse ali”.
    O que Aguiar Branco efectivamente disse não tem nada a ver com o excerto que a Lusa divulgou: O perigo que o ministro se referia tem a ver com opiniões sobre a iirrelevãncia das forças armadas.

    Cumprimentos

    Vasco Silveira

  4. Fico à espera da reacção de Aguiar-Branco sobre os comentadores consagrados que professam bem a sua causa com os generais e todos os demais em torno deles. Sim, refiro-me a D.Januário. Já começa a fazer falta que os pregadores preguem em todas as praças, desertos e vielas, ao contrário do que defende D. José Policarpo. Sempre fiquei com a ideia que Jesus curava os mudos precisamente para que falassem, e nunca me dei conta que Ele tivesse colorfobia.

  5. Num país em que maiorias parlamentares relativas (ou seja, a democracia verdadeira a funcionar) são chamadas de “instabilidade política”, nada mais pode surpreender. É um problema de inteligência, de visão das coisas.

  6. Ó Leitão, é mesmo preciso que te mostrem o quão obnóxios podem ser os comentadores? Ou é suposto nós aturarmos os teus exercícios de hipocrisia?…

  7. O título do Público é abusivo, e está errado. Podemos não gostar do governo, ou do ministro, mas é muito feio adulterar o que ele disse, para o atacar. Esse procedimento tem um nome feio, que eu aqui não quero escrever…

  8. Já lá vai o tempo em que fazer links para o Público dava autoridade a um texto e ao seu autor; agora já só ameaça a sua credibilidade.

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