Interrogava-me eu há dias sobre o paradeiro dos defensores do impropriamente chamado Acordo Ortográfico (AO), que pareciam ter desaparecido para parte incerta. Dois deles surgiram enfim há dias na televisão. E para quê? Para criticar as sensatas declarações do secretário de Estado da Cultura, que admite alterações pontuais ao AO — aliás o mínimo admissível por parte de quem se mostra capaz de ouvir a opinião pública, largamente contrária ao referido “acordo”, e uma prova de lucidez por parte de quem foi o primeiro colunista da imprensa portuguesa a aplicar nos seus escritos a putativa norma, muito antes de supostamente o ser.
E o que diziam estes advogados do “acordo”? Simplesmente isto: agora não se deve mexer no dito — porque já está. Porque as criancinhas ficariam baralhadas (como se não andasse já tudo baralhado). Porque as editoras de manuais escolares gastariam muito dinheiro (como se isso não tivesse já ocorrido quando se viram forçadas a passar do português para o acordês). Em suma, porque sim.
Nenhuma tentativa de rebater as inúmeras objecções suscitadas por filólogos, lexicógrafos, professores universitários e escritores (de António Lobo Antunes a Manuel Alegre, passando por Miguel Esteves Cardoso, Baptista-Bastos, Inês Pedrosa, Pedro Mexia e Vasco Graça Moura, entre tantos outros, incluindo Manuel António Pina, Prémio Camões 2011, que ontem chamava “celerado” ao AO na sua habitual coluna do Jornal de Notícias). Nula capacidade de argumentação perante críticas sérias e severas ao “acordo”, como as que foram recentemente suscitadas pelo director da Faculdade de Letras de Lisboa, António Feijó, numa notável entrevista ao diário i encimada pela seguinte pergunta: “Porque é que o Estado há-de entrar nas consoantes mudas?”
A Faculdade de Letras de Lisboa é uma das instituições que recusam impor o AO, alertando pela voz do seu principal responsável – na sequência da recente tomada de posição pública de Graça Moura enquanto responsável do Centro Cultural de Belém – que o que está em jogo nesta questão da língua é, no fundo, uma questão de património comum que não deve ser lesado. Outras instituições que recusam aplicar o “acordo”, pelo menos em suporte digital, como sublinhava Nuno Pacheco na edição do Público deste domingo, são a Sociedade de Língua Portuguesa e (pasme-se) a própria Academia de Ciências de Lisboa, onde tem assento o professor Malaca Casteleiro, pai material e espiritual desta aberração.
“As pessoas são culturalizadas e socializadas por imersão, através da escolarização, através do contacto, pela leitura, com um certo tipo de ortografia. E essa imersão cultural cria uma relação quase visceral com a ortografia. Porque é que tenho de sofrer subitamente a violência de ver tudo isto alterado?”, interroga-se o director da Faculdade de Letras. Apontando, certeiramente, o caso inglês. “Se virmos outras experiências como, por exemplo, o inglês entre os EUA e a Inglaterra, que tolera grafias diferentes, seria impensável para eles que a ortografia fosse homogeneizada. Nem num país nem noutro ninguém presume que pudesse ser objecto de um acordo. Porque isso violaria uma série de afinidades locais, pessoais, etc, transformando numa questão política o que não é político. O inglês nem sequer é a língua oficial dos EUA, porque a ideia de que o Estado possa definir uma língua oficial é repugnante a uma política liberal. Isto permite a diversidade linguística”, observa o professor António Feijó.
Argumentos inteligentes e bem sustentados, que eu gostaria de ver rebatidos pelos escassos defensores do AO. Infelizmente, estão remetidos à lógica do “porque sim”.


O que é imposto não precisa de argumentação. Essa é a lógica do “porque sim”, e é o que mais me indigna nisto tudo por revelar desprezo pela democracia e pela inteligência das pessoas. Mesmno com o desacordo de muitos intelectuais – esse, sim, bem fundamentado – a nova norma cilindra tudo e é imposta por razões “estratégicas”. Assusta-me o uso que assim se faz do nosso património mais precioso, que devia ser respeitado. E referendada cada mudança significativa, pelo menos. Ou voltámos à ditadura, e os moderninhos de serviço que aderiram logo cegamente não se importam com isso?
Se já foi às urtigas o 1º de Dezembro, a nossa língua qualquer dia é só o inglês.
E se na nacionalidade não aparecer “europeu” já será uma benesse.
Malfadada raça de gente, esta, que apareceu não se sabe bem donde e que nunca deve ter aprendido latim. Se tivessem…
“é o que mais me indigna nisto tudo por revelar desprezo pela democracia e…”
Tem pouco que ver com democracia. Se 51% votassem também seria ilegitímo obrigarem os outros 49%.
Deve haver limites ao Poder.
Talvez, Luck. Mas pelo menos teríamos sabido o que pensa a maioria (dos que votam, pelo menos) num referendo mais do que justificável porque o tema diz respeito a todos nós.
Esquece-se de uma coisa, neste seu bem feito apanhado da questão. De uma “pequena” coisa: é que o «acordo» nada tem a ver com questões linguísticas. «”É que isto não é uma questão linguística, é uma questão política, uma questão muito importante do ponto de vista da política de Língua no âmbito da Lusofonia”, sublinhou Malaca Casteleiro, membro da classe de Letras da Academia de Ciências de Lisboa.» (Expresso de 29 de Fevereiro de 2008). do_interesses_brasileiros
A questão política é, depois de dissecada, de um ridículo confrangedor: é de crer que passe por um lugar permanente do Brasil* no conselho de segurança da ONU** que, seria facilitado, não se sabe como, pelo «acordo», e tenderia para a “revelação final”, um mundo de governo mundial lusófono de “ordem e progresso” (preceito positivista-maçónico inscrito na bandeira brasileira e aludido expressamente por Pinto Ribeiro). Em suma, um 5º império luso, de língua «lusa» sob o qual pairariam o espírito santo do Dr. Agostinho da Silva.
Tudo isto é uma crendice supersticiosa e malsã de gente pobre e de poucas letras, mas é a razão pela qual o português de Portugal (e de Angola, Moçambique e dos outros países africanos) teria de ser sacrificado… e sem a compreensão da qual (que tem, como em tudo, gradientes de doudice) não perceberemos a dimensão da questão…
Mas a questão é, por isso, política (como Seixas da Costa também confessa, embora ache de difícil exposição – o que não deixa de ser compreensível), isto é: trata-se de uma questão ideológica a que levaria À modificação da grafia de milhares de palavras em pelo menos 6 países através de um projecto de inculturação de extrema violência. É uma extravagância político-criminosa que poucos facínoras políticos abaixo de Staline ou Hitler se atreveriam a sonhar.
Que isso seja um projecto que, em maior ou menor grau é abraçado pela classe política portuguesa – via lojas maçónicas -, é algo que nos deve, primeiro que tudo, assustar (e muito) e, depois, fazer pensar nas razões pelas quais estamos a viver tão bem 37 anos depois do 25 de Abril.
* As ambições políticas de lugares permanentes vêm de longe: O Brasil exigiu um no conselho permaente da Sociedade das Nações, e como não lhe foi concedido vetou a entrada da Alemanha).
**Leia-se este texto de Charles Kiefer, um autor premiado no Brasil, ainda há poucos meses (e digo isto para que fique a noção de que não é alguém de somenos) para se ter uma noção do irrealismo: http://issuu.com/roquedias/docs/jrd_acor
Muito bem.
Eu que não tenho que prestar contas a ninguém pela minha ortografia, não adiro ao novo A.O., mas acho que muito em breve, os nossos governantes irão esquecer esta aberração em nome dos “negócios lusófonos”, e irão impor-nos a aprendizagem do mandarim, pois outros interesses se levantam!
O acordês é um violento convite à minha rebeldia porque ninguém pode desalojar-me da minha própria Casa Expressiva, só ela potenciadora da minha Poética pessoal [como ler O’Neill e Mourão-Ferreira com os andrajos miseráveis do Acordo?], onde me expresso confortavelmente. Ninguém pode expelir-me da minha pátria etimológica, obrigando-me a errar nu em caminhos irreconhecíveis.
O Pseudo-Acordo Impositivo, híbrido entre o nada e um brasileirês tortográfico, é mais um amargo fruto de uma árvore política putrescente que jacobinamente já nos tinha dado o aborto contraceptivo além de outras desgraças.
«Pelos frutos conhecereis a árvore.»
Esse argumento é importante, Joaquim. Se a obra poética de autores como Alexandre O’Neill ou David Mourão-Ferreira fosse reescrita em acordês vários desses poemas (alguns dos mais notáveis do século XX português) resultariam literalmente incompreensíveis.
Caro PC,
O PC não encontra apoiantes do AO porque faz como aqueles comunistas que procuram apioantes do capitalismo… dentro das sedes do PC.
Não pode ser Se quer perceber o que se passa no mundo tem de ler outra coisa que não seja o Avante! (ou o Bandeira Vermelha, vá lá) do anti-AO.
Por exemplo, o PC (um acrónimo conveniente para quem só lê o “Avante”) sente que a coisa está a correr bem porque a FLL não está a usar o AO. Isto porque não procurou saber o que se passa com as outras Faculdades de Letras, nem tão pouco com as Universidades.
O PC acha que o AO recua porque o SEC disse que ia ser revisto. Entretanto o seu “Avante” nunca mais lhe deu notícias do SEC, vá-se lá saber porquê. 2/03/senhor-secretario-de-estado-nao-hav ia.html
Caro PC, ponha por um instante o “Avante” de lado e entre em contato com a realidade. Entre outras hipóteses, veja, por exemplo, aqui o que aconteceu de facto com as declarações do SEC:
http://emportuguezgrande.blogspot.pt/201
Não preciso de ir a mais lado nenhum. Basta ler o seu comentário. Ao escrever ‘contato’, comendo uma consoante bem sonora, demonstra a todos os leitores deste blogue até que ponto a acumulação de erros de palmatória é potenciada por este AO, que a pretexto da introdução da “ortografia fonética” vai eliminando não só as letras que aparentemente não se lêem (embora tenham indiscutível valor eufónico) mas também as letras que são pronunciadas de forma inequívoca de acordo com a nossa pronúncia culta.
Há formas mais simples, embora talvez não tão eficazes, de promover o analfabetismo funcional…
Pedro Correia, creio que ainda não entrou no espírito da coisa: o “critério” fonético aplica-se… à fonética brasileira – e à portuguesa na medida em que coincidir com aquela. Por isso, os “contatos” ou as “concepções” do Tavares, que diz que procura pronunciar o «p» de concepção não lhe ocorrendo fazer o mesmo com o de excepção (que, por total coincidência, desapareceu no Brasil, ao contrário do de concepção).
Trata-se, meramente, de começar a escrever como escreve o Brasil. Parece que o futuro do mundo – talvez do inteiro universo – depende disso. Nós é que, não inciados e estúpidos, não vemos a luz.
Estou habituado a deixar-vos nas covas, mas, sinceramente, a intenção não era que desistisse logo aa primeira.
O PC meteu a cabeça fora do bairro e aproveitou o primeiro “contato” em que esbarrou e voltou pra dentro dentro o mais depressa que pôde dizendo que aquele mundo lá fora está cheio de gente má. Regressa, portanto, aos amparo dos seus vizinhos e confunde-os com o mundo, com o todo, e com o bom e o belo. É a sua Caverna.
Bom, deixei-lhe ali atrás outro isco: escrevi mais acima um “pra”, ajuda?
Outro: escreveu que o “acordo é a introdução da ortografia fonética”. Se é assim, porque é que protesta com os acentos diferenciais que caem, logo, que afastam a ortografia da fonética? E as tais mudas que são muito importantes para ajudar aa fonética e que tb caem? Afinal, o AO é mesmo “a introdução da ortografia fonética”? Ou a ortografia que antiga que o PC usa, afinal, é mais fonética que a do AO? Ou será que o assunto tem de ser colocado de outra forma?
Conclusão, como bom anti-AO, o PC desconhece o acordo mas repete sem refletir aquilo que dele ouviu dizer mal.
Apanhado em flagrante delito ortográfico, até à luz do “celerado AO” (a expressão é do Manuel António Pina, Prémio Camões), PP procura chutar a bola com o pé que tem mais à mão. Como era de esperar, para quem tão pouco treinou, a tentativa saldou-se num manifesto insucesso: o pontapé foi frouxo – e muito ao lado. Mas continue a tentar. Vá lendo qualquer coisa, que sempre ajuda.
Caro PC, Pporto gosta de jogar a cartada da autoridade para dizer disparares.
Deixo-lhe aqui parte de um Parecer – também ignorado – da Prof. Doutora Maria Helena Mateus (Professora Catedrática Jubilada de Linguística na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL).
Além de distinguir ente ortografia fonética e fonológica,
tem a particularidade de assinalar um erro de ortografia no dito «acordo ortográfico»:
«[…] o Acordo Ortográfico terá sempre consequências bem mais bem mais graves que a existência actual de duas normas sobretudo na língua escrita no âmbito da Internet. Finalmente, apenas uma pequena nota: como a ortografia portuguesa é fonológica e etimológica, e não fonética, é natural que ocorram erros, por exemplo, na grafia do som [s]. É o que sucede no início do ponto 7. da Nota Explicativa do Acordo, em que se
grafa inserção incorrectamente como *insersão. Este erro mostra que, na realidade, a grafia da língua portuguesa é maioritariamente fonológica.»
Tá bom, PC, então, fico a saber o que já sabia: a respeito do AO, o PC repete as falácias do ouviu ou leu no ghetto e recusa-se a ver o que se passa fora dele. Não está sozinho, os seus vizinhos de ghetto fazem o mm.
Qt a ler, estamos de acordo; ler o mais possível. E de tudo, e de todo o lado. Detesto ghettos.
Eu também detesto. E atenção à grafia da palavra ‘ghettos’: encontro aí um T dobrado sem qualquer justificação à luz da nova primazia da fonética.
Contacto leva c. Até na sua ortografia miserável. Está a ver qual é um dos problemas?
Boa, Vasco! Em Portugal não dizemos ‘Contato’, mas contaCto bem como TaCto. Que Acordo mais cretino!
Caro “Rei Lagarto da Palavra”, aka “Lagarto, Rei da Palavra”, Joaquim para os amigos:
Eu digo “contato”. Sobre isto já hoje testei 4 cobaias. Duas disseram “contato”, uma “contacto”, e a quarta cobaia foi inconclusiva porque respondeu “estou-me c*****o para essas m****as, não chateies.”
Temos, portanto, dois problemas: afico/conversor-texto/
1º Um problema de dupla grafia, segundo a Porto Editora, como pode testar aqui:
http://www.portoeditora.pt/acordo-ortogr
Como já ouviu dizer, a dupla grafia é um dos horrores do AO. Acontece que este tipo de horror, como qualquer outro dos putativos horrores do AO, já existia antes do AO. Assim, vc tem bêbedo/bêbado, covarde/cobarde, ruptura/rotura. Claro, estas duplas grafias são “boas”, e devem ser preservadas senão a pátria fenece; as novas é que são “más”, e brasileiras, e a pátria fenece.
2º Um problema de pelos púbicos
Esta coisa do “ai que horror, um ‘contato'”, lembra-me aquela, “ai que horror, um pelo púbico”. Meu caro, um homem pode gostar mais ou menos de pelos púbicos, ou pode até preferir sem pelos púbicos; agora o que um homem nunca faz é mudar de opinião, nem de intenções, nem prender-se por causa de pelos púbicos.
Mas há, em todo o caso, uma forma erudita. E essa tende a servir, na literatura, de modelo e padrão dominante aliás distintivo no plano social. Cingia-me a isso porque simplifica bastante as coisas.
As velhas ambiguidades vimos resolvendo-as ao longo do tempo. Dispensávamos novas.
Sabe uma coisa? Eu não tenho pachorra para o aturar e discutir civicamente consigo. Não tenho. E muito menos pachorra tenho ainda para esse tipo de argumentação idiota com que já há dois ou três dias vem infestando isto aqui. O único problema relativamente ao acordo, meu caro, é esse espiritozinho imbecil da internacionalização do Português, da Lusofonia e do raio que o parta. Esses embustes e outros do mesmo quilate (e por mão de barões do mesmo calibre de Vª Senhoria – asnus baronius, dizia o outro) são precisamente os que trouxeram o nosso País à miserável situação em que se encontra. Cidades feias, tudo queimado, betão por todo o lado, ortografia de m* e uma bandeira feia que nem a perna de um porco. Faça-me um favor: desapareça e leve os seus consigo. Peço desculpa, mas isto é demais.
Que horror, escrever orror com H, essa famigerada consoante muda.
Não gosto do acordo ortográfico porque não é assim que escrevo. E isto encerra todas as razões para não gostar. Mas, como é matéria de gosto, terminam também aí todas as razões pelas é absurdo criticar este acordo ortográfico.
Posso também achar, e acho, que o mesmo não é necessário e que a evolução de uma língua não precisa ser forçada por lei. Mas num mundo globalizado vejo também como uma força e uma mais-valia cultural tentarmos encontrar mais pontos comuns na língua que une os Palop, mesmo que continuem a haver muitas diferenças.
Podemos ir pelo lado científico, metendo ao barulho a etimologia e a filologia da coisa, ou até o senso comum e encontrar um rol de situações que deviam assim em vez de assado, mas estou certo que, não havendo uma ciência exacta da língua, se escrutinarmos a ainda actual forma de escrever, uma lista tão grande de inconsistências surgiria.
Quanto a mim a riqueza de uma língua vem da diversidade de vocabulário e das possibilidades criativas que qualquer ser humano tem em expressar-se arranjando a língua de muitas formas, respeitando naturalmente as regras da mesma.
Dito isto, basta termos um filho e olharmos para o processo de aprendizagem da leitura para percebermos que há muitas regras estúpidas e sem sentido que, digo eu sem ter a certeza disso, além de tornarem muito mais difícil de aprender do que devia, produzem efeitos indesejáveis no cérebro das crianças, porque as afastam de um raciocínio lógico que deveria estar inerente à aprendizagem da língua. Sem entrar por regras gramaticais e ortográficas complexas, onde muito haveria a dizer fico-me por alguns exemplos mesmo muito básicos. Não é nada fácil explicar a uma criança porque é que o “o” tanto se pode ler o como u, consoante as palavras, quando no alfabeto existe o “u” precisamente para representar esse som. Ou, porque é que há um x e ch que são iguais na leitura e muitas outras deste tipo. Defenderia assim, um acordo ortográfico que corrigisse todas estas formas de ajustar a escrita à forma como se fala. Esse sim deveria ser um critério lógico e nada perderíamos na riqueza da expressão da palavra.
Acho ainda e muito à Portuguesa aliás, completamente fora de tempo andarmos com esta discussão agora e não há 5 anos atrás.
Zurk, aconselho a que explique ao seu filho que a ortografia não é uma transcrição fonética e, muito menos, na língua mais importante do mundo, o inglês. Vai deixar que ele aprenda inglês?
Quanto à discussão do «acordo» vem de há muitos anos. O que teve de acabar por cair foi o muro de silêncio que impedia que soubessem dos protestos.
Zurk, levando a lógica que defende até ao fim dá qualquer coisa como isto: t.pt/2009/08/o-acordo-ortografico-e-o-fu turo-da.html?spref=fb
http://abibliotecadejacinto.blogspo
Acho muito bem. E sugiro até já zurquês para a designação desse novo idioma.
Esta zurquice é de antologia jumentícia: Du iu rily uant tu gou aread uid dat sout?
Do you realy want to go aHEad wiTH THat THouGHT?
Parece que os argumentos dos defensores do AO (adiante designado por: aberração) equivalem às consoantes mudas (“perdidas”) ou às confusões impostas pela aberração, mal e absurdamente, claro. Portanto, coitados, acabam por ser coerentes…
Pedro: como seria de esperar, estou totalmente de acordo com o ponto fulcral mas, neste assunto, tenho pouca fé em Francisco José Viegas.
Eu não tenho nenhuma.
Temos de ser nós a vergá-lo. na verdade, não se dá muito por ele, o que significar ou não estar a fazer um bom trabalho.
Se a bosta do Acordo não vai ao fundo a bem, terá de ir a mal: peçamos ajuda aos mais profundos e liberais intelectuais brasileiros. LOL A sério. Talvez tenhamos neles excelentes aliados e argumentos adicionais a este provinciano nivelamento político por abaixo de baixo.
O Viegas foi o 1º colaborador da imprensa portuguesa a exigir (sic), anos atrás, que as suas croniquetas, ou lá o que escrevia, fossem em acordês e com expressa menção disso.
O AO mais um passo para a destruição do regime e do país. Há de chagar um dia em classe política-jornalista que manda de facto no país – Expresso, RTP etc… vai ficar sem ninguém.
A lógica do “porque sim” não é mais que o reflexo da mentalidade socialista que tolheu o povo português, que aceita bovinamente tudo o que lhe seja imposto por decreto.
Um povo perito em descartar responsabilidades perante a História e o seu destino terá sempre dificuldade em aceitar a ordem natural das coisas.
A lógica do ‘porque sim’ prevalece entre os escassos defensores do AO, nesta mesma caixa de comentários. Sem argumentos credíveis, contradizendo-se a cada passo, acenando com as “facultatividades” e a possibilidade de recorrer à “dupla grafia” para justificar as fragilidades de um ‘acordo’ que pretendia unificar e afinal nada unifica, ei-los novamente a balbuciar “porque sim”. ‘Consumatum est’. Parecem os defensores da integração de Timor-Leste na Indonésia entre 1975 e 1999: a libertação do território, alegavam esses, era uma “causa perdida”.