UM AMOR E UMA CABANA
Eram um casal tão romântico, tão romântico, que só tinham de seu o amor e uma cabana. Passaram meia vida a gastar o amor, e outra meia a dividir a cabana.
UM AMOR E UMA CABANA
Eram um casal tão romântico, tão romântico, que só tinham de seu o amor e uma cabana. Passaram meia vida a gastar o amor, e outra meia a dividir a cabana.
O resto da vida ela viveu só… aos 80 a cabana ardeu… felizmente, os bombeiros chegaram a tempo!
E as TVs perderam mais uma desgraça… hoje só falam do T4 galináceo.
Anónimo, porque é que acha que foi ela e não ele quem viveu só até aos 80? Ou que foi só ela? E já que estou em maré de perguntas, o que é um “T4 galináceo”?
Estes textos são propositadamente vagos porque o mais interessante é ver que interpretações lhes dá quem os lê e comenta. 🙂
“Ela” por uma questão de cortesia… só.
T4 galinaceo: –
” A partir de Agosto, os ovos produzidos em indústrias que não estejam em conformidade coma directiva comunitária 199/74/CE não podem ser vendidos. A dita directiva estabelece normas relativas à protecção das galinhas poedeiras — a ver, jaulas com mais espaço, poleiros e até pranchas de desgaste de unhas, entre mordomias várias para o trabalhador ocupante”…A entrada da norma esteve para ser no primeiro mês deste ano de crise mas acabou adiada por via da penosa reconversão dos T1 em T4″ !!!
PS – As TVS não se calaram …perante a perspectiva do abate de 6 milhões das ditas!
Fernanda Cachão / CM 17/04
Não gosto dos anonimos… daí
Artur Mendes
Extraordinário! Essa notícia dos direitos das galinhas passou-me ao lado, confesso. Ou seja, são elas a melhorar de vida e nós a piorar. Enfim, também têm direito à vida… 🙂
Pois, mas com não lhes damos T4, vamos ter de as abater! Bom, afinal parece que também é o que nos querem fazer a nós!
Mais coisa menos coisa, também somos galináceos, Maria. A diferença é que temos menos direitos…
Pois. Primeiro gastou-se o amor, depois dividiu-se a cabana. É o que digo: estes teus contos de ínfimos não têm nada.
Dividir a cabana é que é o bico de obra, depois de se ter gasto o amor à grande e à francesa… 😉
Tens de começar a pôr banda sonora nestes contos, Ana. Ganharão ainda mais interesse, julgo.
A ideia é boa, obrigada! Vou passar a procurar músicas adequadas para cada um, a partir de agora.
Pensando bem, começa já hoje. E em beleza, acho eu.
E começou muito bem. Com uma das (muitas) canções que sei de cor, desde que me lembro.
Também a sei de cor, a letra é deliciosa.