Como outras grandes empresas, os bancos nacionais gastaram nos últimos anos dezenas ou centenas de milhares de euros a delinear «planos de continuidade do negócio». É irónico como tiveram o cuidado de prever a possibilidade de incêndios, terramotos, ataques à bomba ou através de vírus informáticos mas nenhum conseguiu antever os riscos inerentes ao próprio negócio (por exemplo, os relacionados com o excesso de crédito concedido ou com a falta de qualidade dos títulos adquiridos). Mas, enfim, a nossa especialidade sempre foi pensar no acessório. Agora que os prejuízos chegaram, só posso recomendar aos banqueiros nacionais, esses expoentes da economia e da gestão, que lhes apreciem devidamente o sabor – poderão achá-lo um tudo-nada ácido mas experiências novas, ainda para mais em idades já avançaditas, são sempre de valorizar. E, para bem de todos (deles e nosso), esperemos que não tenham de engolir muito pior.
Continuidade
escafandro,

Nem tudo se perdeu, a leste do paraíso.
No BCP, os 100 mil euros mês do brilhante Vara por ex.
E os depósitos poupança dos magníficos directores da banca lusitana.
Vale, que no BdP podem continuar a vencer pensões de reforma aos 40 anos de idade, por dois ou três anos de trabalhos esforçados.
Exacto, no meio da desgraça, que ao menos alguns tenham aproveitado bem a oportunidade…
Os bancos foram sôfregos e lixaram-se, lixando-nos.
Nem mais, PRex. Embora, para sermos honestos, se deva acrescentar que toda a gente com algum poder, ligada aos bancos, ao governo, às empresas do regime, etc., foi sôfrega q.p. (quanto pôde).
O senhor Ulrich exclamou esta coisa extraordinária que na altura bem criticou: 8650.html
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/360
É esta cultura que nasce do Estado todo poderoso sem limites ao seu poder económico que pode tirar x para dar a y.