contas


Patrícia Reis,

O ordenado de Eduardo Catroga equivale a 7 anos de ordenado mínimo. O valor de mercado do senhor não sei, mas deduzo que o mesmo só possa ser avaliado se tiver um chorrilho de ofertas para trabalhar aqui e ali. Será o caso? Duvido muito.

13 comentários em “contas”

  1. O que me chateia na “polémica das nomeações”, é que a TV reporta a notícia, a opinião pública está indignadíssima, meia dúzia de boys que no seu percurso político já fizeram a mesma coisa, e se calhar vão voltar a fazer, também estão indignados… e tudo isto vai resultar em nada.

    Por um lado é saudável desabafar, atirar umas asneiras sobre a situação, mais uns comentários sarcásticos talvez… Mas a triste realidade, com a qual eventualmente somos atingidos, é que os cães ladram, a caravana passa.

    Catrogas e afins, têm tanto dinheiro e poder, que conseguem circular na sociedade portuguesa, sem nunca terem de enfrentar o escrutínio público.

    Lembram-me, a um nível diferente é claro (mas hei, isto é Portugal) aquele episódio do Richard Fuld, o ex-CEO da Lehman, que tinha um elevador só para ele, para nunca se cruzar com o povinho. Do elevador privado, para o carro com vidros fumados, para o jacto privado. Tinha o seu próprio mundo, que não era o nosso.

  2. O Estado tinha cerca de 25-30% da economia nos anos 70. Agora já é mais de 50% – e não conta com EP’s e outras entidades com contas não incluídas.

    Logo de que mercado é que está a falar?
    Como a Economia Política tem destruído a Economia Livre temos Mercado Político.

    E Catroga tem argumentos no mercado político.

  3. Vocês desculpem, mas isto entre políticos, gestores de topo e jogadores de futebol, está tudo doido. Então esta alma é assaltada na Zona J de Chelas, onde está à conversa com um amigo à 1 da manhã, e os assaltantes levam “anéis, brincos, fio de ouro e um relógio, além de dinheiro e um iPhone, tudo no valor global de cerca de 80 mil euros”??? Fui ler o comunicado da Judiciária com estes dois que a terra há-de comer porque não queria acreditar , mas lá estava, preto no branco!

  4. Nesta “estória” das nomeações para a EDP… hâ um pormenor que dá a volta à cuca:

    Sendo a Tres Gargantas o acionista maioritário..
    Sendo a Tres Gargantas uma empresa pública da República COMUNISTA da China…

    Por que razão não exigiu um administrador da área do PCP… por exemplo., o guerreiro Honorio Novo?

    Será por isso que anda por aí tanto rancor?

  5. Patrícia Reis,

    Só agora descobri esta preciosidade que é o seu post tão fervorosamente chocada com o elevado salário que Eduardo Catroga vai auferir como presidente do conselho de supervisão da EDP.

    Foi por existirem tantas pessoas neste país que reagiram como a Patrícia que escrevi um artigo sobre o “gosto pela miséria” tão típico dos portugueses.

    Deixo aqui o link:
    http://trocadopormiudos.wordpress.com/2012/01/12/o-gosto-pela-miseria-catroga-e-o-seu-ordenado-elevado/

    1. Sou curiosa, segui o link… para constatar que fez muito bem em escrever o seu “artigo”, esse inestimável contributo para o conhecimento do mundo. O país ficará eternamente reconhecido por essa pérola de sabedoria e originalidade. “A cultura dos povos é fortemente influenciada pela religião.”, afirma o Francisco Roque. E muito bem. O senhor de la Palisse não diria melhor.

      1. Não afirmo. Sugiro; e o faço-o para tentar explicar o seu sintoma de gosto pela miséria. De qualquer forma, é sempre agradável ler uma laracha pseudo-intelectual logo pela manhã.
        Já agora, ensine-me: em vez de “artigo”, o que lhe deveria ter chamado? “post”?
        Obrigado.

        1. Ah, mas pode afirmar sem medo, Francisco: já muitos o fizeram antes de si e parece que a coisa até é consensual.

          Já agora, o que motivou a minha laracha pseudo-intelectual, como lhe chama, foi este seu brilhante parágrafo: “Pensando no que poderá ter originado este traço cultural tão lusitano – o “gosto pela miséria” – pode chegar-se a um raciocínio interessante: A cultura dos povos é fortemente influenciada pela religião. O protestantismo glorifica o trabalho e o esforço, enquanto o catolicismo glorifica a humildade e, de certa forma, a pobreza. Em termos culturais, o norte da Europa é maioritariamente protestante e o sul é maioritariamente católico. Também a América do Norte é maioritariamente protestante enquanto o sul do continente é maioritariamente católico. No mesmo sentido, nos dois continentes os “países protestantes” são mais ricos (em PIB Per Capita) e os “países católicos” são mais pobres. Isto dá que pensar…”

          Até conseguiu ser citado aqui no Delito, como vê. Eu não sei que idade o Francisco tem, mas, se se julga imbuído dessa missão de ensinar o mundo (ou só os portugueses, o que já não é pouco) desejo-lhe sorte e muito tempo pela frente. E, já agora, alguma modéstia antes de ter opiniões mais originais.

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