Constituições do mundo (7)


Pedro Correia,

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«1. A Federação Russa – Rússia é um Estado de Direito federal com um sistema de governo republicano.

2. Os nomes Federação Russa e Rússia são equivalentes.»

 

«O homem, com os seus direitos e liberdades, é o valor supremo. O reconhecimento, o respeito e a protecção dos direitos e das liberdades do homem e do cidadão é um dever do Estado.»

 

Artigos 1.º e 2.º da Constituição da Federação Russa

22 comentários em “Constituições do mundo (7)”

  1. Os nomes Federação Russa e Rússia são equivalentes.

    Curioso artigo.

    Na nossa Constituição também poderíamos ter “os nomes República Portuguesa e Portugal são equivalentes”. Seria um tanto ridículo…

    Nas suas alocuções urbi et orbi, o presidente Zelenski parece usar sempre “Federação Russa”, sabe-se lá porquê. “Rússia” seria mais simples.

      1. Talvez, mais do mera pompa e circunstância, a intenção de distinguir – e admita-se que haja razões estratégicas para isso -, entre a Rússia longeva, de histórica e inequívoca relevância cultural, civilizacional, e essa recente criação jurídico-constitucional, chefiada em grande parte da sua ainda breve existência por quem se sabe.
        Ou talvez mesmo só pompa e circunstância.

        1. A Rússia mítica, com fronteiras de Lisboa a Vladivostoque. A cabeça do ditador russo é capaz de fervilhar com ideias dessas.
          A seguir atravessa o Pacífico para reconquistar o Alasca.

          1. Arriscaria que a fronteira russa de Lisboa é mito acarinhado mais pelo ditador federativo do momento do que pela história russa (mas poderei estar errado; bem pouco conheço quanto ao tema). É, em todo o caso, um risco não despiciendo se, e é de temer, o urso moscovita levar a melhor no seu esforço de gerar cansaço da guerra junto de quem a não combate. E o passado europeu – e português (português, Pedro Oliveira, e assim chegámos onde chegámos) – de “acalmação”, de “peace in our time”, não nos dá credenciais particularmente louváveis na matéria. Valeu, valeu-nos, que os falantes da língua em que ficou famosa essa ideia foram, afinal, quem, até em inicial e absoluta solidão, a combateu. Do lado de cá dos Urais. E venceu.
            Quanto ao Alasca, aquilo foi comprado. Ou seja vendido. Mas sim, daquele ente tudo se espera.

          2. Parece que há duas ou três aldeias no Alasca onde ainda se arranha o russo. O genocida lembrar-se-á de acudir com mísseis a esses “russófonos” oprimidos pelo imperialismo norte-americano?

          3. De facto, se ele for coerente é questão de tempo. Russófonos e oprimidos pelo tio Sam; por menos do que esta combinação já haverá quem legitime entusiasticamente uma tal “operação militar especial”.

          4. A Rússia tem o maior arsenal atómico do planeta. Mas Putin tem sido mais devastador para a Rússia do que um ataque nuclear.
            Já conduziu para o matadouro cerca de 200 mil russos em menos de um ano. Além dos ucranianos que continua a massacrar.
            No Alasca, nem uma foca gostaria de estar sob a tutela deste genocida.

          5. Seguramente. Tal coisa, a ser legitimada, sê-lo-ia por putinistas de sofá, gozando das liberdades de quem não vive sob o jugo de Putin. E confortavelmente a muitos, muitos quilómetros dos mimos com que ele tão abnegadamente presenteia os que considera “nazificados”.

    1. 1. República Portuguesa remete para um golpe sangrento nunca sufragado.
      2. Portugal remete para Reino de Portugal, a designação óbvia de um país e uma nação com as fronteiras mais antigas da Europa.
      Para si, balio, é tudo ridículo e equivalente para o almirante Reis, o arrependido, o republicano que fez o que tinha de fazer (pena não lhe terem seguido o exemplo) morrer por Portugal é (foi) diferente do que morrer pela república portuguesa.

        1. O Pedro Correia chama “suicida” ao almirante Reis, como se tal fosse um insulto. Lembre-se que a sua estimada Sylvia Plath também foi suicida, tal como Antero de Quental. Há muitos suicidas que dão nomes a ruas!

          1. Pedro Correia, até parece que não conhece o País.
            Há ruas, avenidas, largos e praças de todos os Reis e Rainhas de Portugal, por todo o País.
            Até há arruamentos de D. Fernando II e D. Pedro III que foram Reis consortes.

      1. Muito bem, Portugal monárquico e fosse o que fosse a ter direito à Coroa que até podia ser um Felipe Habsburgo ou um Romanov.?

        1. Está preocupado com o direito à Coroa?
          Eu preocupa-me mais com a ambição pelas coroas e aí vale tudo, chamem-se Pintos de Sousa, Costas ou outra coisa qualquer. A vontade de abocanhar o “dinheiro do povo” é transversal, venham eles da Beira Baixa ou de Goa, temo que não tenhamos mudado para melhor.

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