Confluência, confronto com a realidade, conflito


escafandro,

Mário Soares acha possível «um entendimento bastante grande» entre o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda. Por uma vez, concordo com ele. A deriva do PS para a esquerda, adoptando posições cada vez mais parecidas com as do Bloco, pode permiti-lo. O problema seria após formarem governo, quando o realismo voltasse a entrar no Largo do Rato. O realismo que forçou o mestre da fantasia que o liderou antes a apresentar, de mão estendida em Bruxelas, PEC após PEC com medidas de austeridade. O realismo que leva Hollande a nada de essencial ter mudado em França desde que foi eleito. O realismo que o pessoal do BE adoraria.

16 comentários em “Confluência, confronto com a realidade, conflito”

  1. Como eu já tinha 27 anos em 1974 , lembro-me bem que ele também dizía que achava o mesmo na altura (mas com o PS e o PCP) .
    Se achava o que dízia duvido , como se viu depois , e pela razão que jaa aponta .

    Na oposição todos os irrealismos são possíveis , tal como na blogosfera , é só bitaites e amor ao próximo .
    O problema é quando se tem que lidar com a realidade .

    Por isso é que somos tantos por aí a encontrar caminhos para vastos entendimentos no país quando a maior parte de nós nem lá em casa consegue pôr a família de acordo .

      1. A mim não me contrariou nada .

        Se tivesse lido com atenção o meu comentário veria que escrevi “lá em casa” .
        Ora “lá em casa” , para quem já é crescidinho , costuma estar o conjuge e os filhos e concordará que foram todos escolhidos , se depois as pessoas continuam agarradas a vida toda ao conjuge errado ou (des)educaram os filhos e estes lhes chamam nomes , isso é problema de cada um porque escolheu tudo mal – mas escolheu.

        Um grande Oppps para si também

    1. Eu consigo pôr a família de acordo!

      (O quê? Sim, estou a usar o computador.
      Não, não estou no blogue.
      Pronto, estou no blogue mas estou só a escrever um comentário inofensivo.
      OK, de acordo, livra, vou já sair!)

      1. Obrigado pela gargalhada .

        Pois aqui em casa também foi sempre assim porque consegui – sem grande esforço , como se imagina – que as últimas palavras fossem sempre minhas :

        “Sim / está bem / como queiram”.

  2. Se não fosse absolutamente trágico, até gostava de ver uma aliança dessas a por as máquinas de fazer notas sem nenhum valor a trabalhar 24 horas por dia, 7 dias por semana.

    E convém sempre recordar a gravíssima discussão, de horas, que Soares teve com Sócrates porque ele, Soares, queria chamar o FMI e o outro não.

      1. Pois, isso não sei !
        Mas …
        queres ver que o ” Nosso ” quando se pôs a milhas …
        aquilo não era nevoeiro, mas sim … poeira 🙂

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