Para ver se sobrevivemos a este “ai Jesus” de não ter mãos a medir para tanta comenda, proponho a condecoração por pontos: ao tirar a fotografia para fazer o 1º cartão de cidadão todos os portugueses seriam imediatamente condecorados pelo funcionário do Instituto dos Registos e Notariado. A todos os cidadãos seriam então atribuídos igualmente 12 pontos. A partir daí, determinados comportamentos implicariam a perda dos ditos. Por exemplo, não apoiar a candidatura de António Guterres à ONU determinaria a perda de 3 pontos. Já rir a bandeiras despregadas do Varoufakis valeria a perda de 2 pontos. Apoiar a realização de exames nos diversos níveis de ensino retiraria 1 ponto ao infractor, digo, ao cidadão. E assim sucessivamente. E claro, perdidos os 12 pontos, seria retirada a condecoração. Agora bem. Apesar dos erros, todos os cidadãos manteriam o direito a novas oportunidades. A leitura dos artigos do Nicolau Santos no Expresso daria uma bonificação de 1 ponto. Usar cuecas CR7 valeria 2 pontos. E conseguir o regresso do Tordo ao rectângulo daria jackpot: 7 pontos.
Condecoração por pontos
Rui Rocha,

O presidente foi apanhado pelo país do futebol. Ao dar atenção hiperbólica a uns tipos ao chuto numa bola, descobriu que, para se justo, teria de dar atenção a muito mais.
Se calhar a condecoração que estava errada era a primeira. Mas que fazer num país em que há reportagens especiais de várias horas nas televisões principais, em que o único fito é mostrar o autocarro do Benfica, ou doutro clube qualquer, a dirigir-se para o estádio?
Seguiu-se a vontade do povo.
Se quer muito uma medalha ganhe qualquer coisa no desporto.
O problema agora é precisamente onde parar. No atletismo, na natação, nos matraquilhos?
Subscrevo a excelente ideia, Rui. Penso no entanto que a leitura dos textos do NS deve ser mais pontuada.
Se isto for para a frente, parece-me que vamos precisar de alguém isento para decidir o que dá e tira pontos, Pedro. Ocorre-me o nome do Daniel Oliveira.
Concordo com o Pedro. E se por acaso o Daniel Oliveira não estiver disponível, Rui, podes sempre recorrer ao duo dinâmico Pedro Marques Silva e Pedro Adão e Lopes.
Parece-me bem. Mas só se o Pacheco Pereira não estiver disponível.
Vossemecês estão a alimentar uma espiral de deficit… deficit de reconhecimento.
Quem dá e tira pontos?
Os enfermeiros na diáspora não chegam para coser pontos de tanta ferida aberta pela nação ingrata.
Sábia a nação, que em boa altura chamou medalha à nódoa do glutão.
Penitencio-me.
Não. Os 7 pontos são para quem escreve textos destes, Rui.
E nós cá vamos “cantando e rindo”…
Infelizmente dá-me ideia de que a vontade de rir nos vai passar relativamente depressa, JAB.
Não alude ao estouro bancário encadeado,à magia das contas públicas,ao próximo
auxílio do fmi, a qualquer coisa para 2017,ao senhor presidente do conselho que
dava pulos? Ainda bem.