Como se fosse Detroit


enlil,

 Michigan Central Station 

Biblioteca Pública 

Edifícios Metropolitan e Wurlitzer 

 Salão de baile do Hotel Lee Plaza

 

São fotos de uma exposição aqui dos fotógrafos Yves Marchand & Romain Meffre, sobre a colapsada cidade de Detroit.

 

Em vez de cuidar dos amigos como ouro, que sendo imperecível merece todo o desvelo, tratava-os como prata da casa, da que ganha verdete e tem de ser areada e posta ao sol a corar, sobretudo quando novas amizades poderiam substituir as antigas.

Cortava assim a direito cheio das suas razões in macchina, ora por descobrir que não era suficientemente mimado, ora por anunciar que o laço se desfizera. Sem que desse ele próprio exemplo desses cuidados, declarava agir em legítima defesa e despedia em vez de se despedir. Há quem chame a isto caprichos.

Ora não há quem goste de ser colher na boca de ninguém, para mais se colhido de surpresa, assistindo impotente ao desabamento sobre a sua cabeça do que julgava ser senão o melhor dos mundos, ao menos a parte dele que fomos capazes de ajardinar.

Depois de abandonada, uma cidade fica perdida.

6 comentários em “Como se fosse Detroit”

  1. Zé, este texto define na perfeição um tipo de pessoa de que todos nós conhecemos pelo menos um exemplar. Eu conheço uma pessoa assim, exactamente assim. Talvez por isso este teu “recado” me tenha impressionado tanto. É que eu jamais o diria tão bem como tu.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *