A infância desaparece-nos definitivamente quando vemos partir os nossos primeiros e mais remotos heróis. Eu cresci num mundo onde alguns me garantiam já não haver heróis. Nada mais disparatado: nunca duvidei que havia heróis e Neil Armstrong – o primeiro homem a pisar a Lua, naquele inesquecível mês de Julho de 1969 – sempre foi um deles. Num certo sentido, foi o herói – assim mesmo, com artigo definido. Não havia nenhum que se lhe equiparasse. Nem haverá. O que restava da minha infância eclipsou-se ontem, com a inesperada morte do astronauta norte-americano que liderou a missão da Apolo XI.
Sinto-me de luto. Era de noite quando me chegou a notícia: procurei a Lua no céu e não a encontrei. Como se ela estivesse de luto também.


Que grande verdade, Pedro, e que texto tão bonito.
Obrigado, Leonor. Beijinho.
http://hosted.ap.org/dynamic/stories/U/U S_NEIL_ARMSTRONG_FAMOUS_ASTRONAUTS?SITE=A P&SECTION=HOME&TEMPLATE=DEFAULT&CTIME=2012-08-26-07-55-41
Ninguém que nasceu após 1935 andou na Lua.
Tem é de escolher uma fotografia do Neil Armstrong, porque essa deve ser do Buzz Aldrin.
ver aqui: p-in-mind-as-you-put-together-your-neil-a rmstrong-packages-tonight/
http://apple.copydesk.org/2012/08/25/kee
miguel
Obrigado por partilhares este belo texto, Pedro.
Obrigado eu, João. Um abraço.