“Creio que é quase sempre necessário um toque de loucura para edificar um destino.” Palavras de Marguerite Yourcenar, referindo-se a uma figura histórica que é também uma das grandes personagens da ficção literária: Adriano, um dos melhores imperadores romanos. As Memórias de Adriano, de Yourcenar, são um dos maiores marcos da literatura do século XX – e uma espantosa exploração interior à mente de um estadista saída da inspiração desta mulher que, entre a segurança e a liberdade, sempre preferiu esta última.
“Sinto com muita força o horror à posse, à avidez, ao sentimento de que o êxito depende da aquisição de dinheiro”, dizia Yourcenar ao jornalista Matthieu Galey no livro-entrevista Com os Olhos Abertos, talvez a melhor introdução à sua obra. Um livro a ler sempre com proveito – em qualquer instante, em qualquer lugar.


Tivesse eu a capacidade de mergulhar em livros do principio ao fim.
“Creio que é quase sempre necessário um toque de loucura para edificar um destino.”-Marguerite Yourcenar
Pedro Correia, com o toque de loucura do ENDIVIDAMENTO de Portugal, está concerteza edificado o destino dos portugueses, nos proximos tempos… pagar loucuras!
eu espero sinceramente que este Governo ,apoiados pelo jornalismo “africano” , caia o mais rapidamente possivel, a bem dos meus bolsos…
Gosto de o ver por cá, Tric. A propósito: já sabe como o PSD votará o próximo Orçamento de Estado, ainda com Manuela Ferreira Leite ao leme?
se o orçamento promover o aumento do ENDIVIDAMENTO de Portugal, eu espero que vote claramente contra, foi por isso que votei em MFL!
quem for a favor do ENDIVIDAMENTO de Portugal, que vote a a favor do orçamento! o BE e o PCP, em campanha eleitoral ja afirmaram que eram a favor das Grandes Obras, por isso devem ser eles a viabilizar o orçamento! se estes por uma questão de imagem se recusarem a aprovar o Orçamento, os XUXAS que tentem o CDS oferecendo-lhes um “queijo limiano”, a posição deles nunca foi muito clara quanto às Grandes Obras, em especial TGV´s …
Se o PSD não votar contra o orçamento, presumo que terá um desgosto…
sim, desgosto ! como é possivel querem endividar o país com MEGALOMANIAS FUTURISTAS cujas consequencias que estão à vista de todos… é de loucos!! deviam ser todos mas é internados no Hospital Julio de Matos e não estarem a liderar o país…
“Sinto com muita força o horror à posse, à avidez, ao sentimento de que o êxito depende da aquisição de dinheiro.”
Caramba! Até Yourcenar e o seu fabuloso ‘Memorias de Adriano’ dão para descambar. Tric , será que não entendeu que as eleições foram recentemente e quem venceu foi o partido socialista?
Obrigado pelo seu ponto de ordem, MIA.
No que me diz respeito, há um antes e um depois de ter lido As Memórias de Adriano. A abertura de espírito que me proporcionou a leitura da obra foi marcante, bem como da Obra ao Negro e de Alexis um livro de uma sensibilidade transbordante. Comprei e li de enfiada tudo o que me apareceu de Yourcenar . Faz-me de confusão e tristeza como é que é possível, a propósito de um post de Yourcenar , vir aqui falar obsessivamente de endividamento, caramba…
Ora cá está o ‘post’ dedicado a si, Ariel. Deixe lá o Tric: o problema dele é ser um fervoroso nietzscheano: engoliu a teoria do eterno retorno.
Obrigada Pedro. :)))
Comigo aconteceu o mesmo, Ariel: As Memórias de Adriano marcaram uma viragem na minha maturidade e na minha forma de ver o mundo. Nunca poderei agradecer suficientemente a Marguerite Yourcenar por isso. É um livro fundamental, com uma teia de possíveis leituras como não haverá muitos. Sempre achei, por exemplo, que deve ter sido nele que Mário Soares se inspirou para as suas presidências abertas.
Parabéns pelas duas citações, Pedro: são ambas reveladoras do espírito superior de Yourcenar.
Tal como vocês, Ana e Ariel, as ‘Memórias de Adriano’ foram para mim um deslumbramento. Sem dúvida um dos dez melhores textos de ficção que li desde sempre. Com a vantagem de poder ser lido também como um fascinante ensaio de ciência política.
Tabém eu me senti tocada pela magia das “Memórias…”, livro a que volto muitas vezes.Parece uma tolice, mas tenho duas edições do livro. A primeira que comprei quando descobri a Marguerite e uma segunda que encontrei uns anos depois num alfarrabista e a que não consegui resistir. No primeiro livro, sublinho, faço anotações, colo marcadores 🙂 enfim é assim uma espécie de “Bíblia” pessoal – ups … hoje em dia há que ter cuidado quando se fala em Bília 🙂
Não me admiro nada com isso, Custódia. Quando gosto muito de um livro por vezes adquiro outras edições da mesma obra, nomeadamente na língua original. Quanto à Bíblia, também tenho o meu exemplar muito anotado. E não há problema nenhum em falar dela: é património cultural da humanidade.