
Não sei se já repararam, mas as notícias agora são dadas ao contrário. Ontem, no estreito espaço que vai sobrando nos telediários cada vez mais preenchidos pela agenda governamental, disseram isto: “Não morre ninguém há três dias em Reguengos de Monsaraz.”
Como se estivessem a debitar mais uma trivialidade antes de fazerem a habitual ronda das praias e dos pinhais. Quando a notícia que se impõe é a resposta a esta pergunta angustiante mas crucial: como é possível que tenham morrido 16 pessoas por Covid-19 em Reguengos? Não diziam, nessa onda de optimismo que se tornou moda para temperar factos incómodos nos telediários, que o Alentejo parecia praticamente imune à expansão do coronavírus? Não garantiam muito recentemente que a doença ainda sem cura estava quase só circunscrita à Área Metropolitana de Lisboa?
Dezasseis pessoas num concelho rural onde ninguém se lembrou de aplicar “cercas sanitárias” como em Câmara de Lobos (onde não se registou qualquer morte) ou Ovar. Não há responsáveis locais ou regionais que respondam por estes óbitos? Ainda existirá a Administração Regional de Saúde do Alentejo?
Isto acontece, note-se, quando “temos autoridades de saúde que estão a seguir as melhores práticas”, segundo assegurava o primeiro-ministro a 23 de Março, numa entrevista à TVI em que declarou: “Vamos aguentar as coisas o melhor possível até ao final de Maio. Em Junho teremos dados mais sólidos.”
Pois Junho já passou, entrámos em Julho e os “dados mais sólidos” que temos indicam isto: estamos impedidos de entrar em oito países do chamado espaço comunitário e o chamado “milagre português” dissolveu-se em definitivo na poeira das publirreportagens que o apregoavam. Temos hoje o segundo posto europeu em número de casos activos de Covid-19 por cem mil habitantes, logo após a nada exemplar Suécia.
E, no entanto, continuamos a ver exposto por aí o risonho dístico com o arco-íris assegurando que “vai ficar tudo bem” entre cantorias e palminhas às varandas – exemplo supremo de notícia dada ao contrário, derrotada pelos mecanismos da propaganda. Infelizmente, o vírus não se combate com frases nem com aplausos: para os 16 mortos de Reguengos, e muitos dos seus familiares, já nada poderá ficar bem.

Muito bem, Pedro.
Vemos e nem acreditamos em tamanha desfaçatez.
Abraço
É como diz, meu caro Fernando: vemos e nem acreditamos. Até porque os rigorosos parâmetros de escrutínio vigentes noutros contextos políticos e jornalísticos parecem ter fugido para parte incerta.
Abraço retribuído com gosto.
os noticiários cada vez mais entretêm ao invés de informar.
Ontem o meu ponto alto foi ver dois gringos a discutirem a obrigatoriedade do uso da máscara. Não tem nada de informativo, mas deu para rir um bocado (até perceber que mesmo estando longe, o que aqueles mecos imbecis dizem e fazem tem impacto aqui no jardim).
O resto é para encher.
Depois temos os “casos da vida”, uns que faliram com a covid e não saber que fazer para meter comida na mesa, outros que viram na pandemia uma oportunidade e tornaram-se empreendedores de sucesso.
Vai valendo restícios de futebol, brevemente teremos fogos florestais para matar o tédio.
O meu ponto alto de ontem foi a “notícia” que ocupou vários minutos dos “noticiários” da RTP e da TVI (o da SIC eu não vi), segundo a qual duas pessoas quaisquer (supostamente um casal de ingleses residentes em Portugal) escreveram uma carta ao director de um jornal da comunidade britânica em Portugal a dizer que os compatriotas deles não pescam nada do Covid, e que por é que cá se está lindamente, e que no UK é a peste. É a prova de que, no fundo, notícia é que um homem quiser. E é a, também, prova de quem é esse homem.
Vou começar a prestar atenção especial a tudo isso, JPT. E até, se me apetecer, criar aqui uma série alusiva a tais notícias.
É como diz, Anonimus: assim que acabar o futebol, teremos a “época de incêndios” em todo o esplendor e os relatos dramáticos sobre afogamentos nas praias marítimas e fluviais, além da cíclica “vaga de assaltos” que parece suceder apenas no Verão, à falta de notícias alternativas.
Mas tudo isto só quando o futebol acabar. Há que respeitar as hierarquias noticiosas.
Continuamos a comprovar que somos uma fraude.
O Centeno era o Cristiano Ronaldo das finanças, agora suspiram de alívio com o terminus do seu mandato no Eurogrupo.
Eramos o exemplo da resposta ao Covid, agora ninguém nos quer em lado nenhum.
Eramos uma referência na abertura à emigração, agora somos um exemplo a não seguir.
E os únicos que não se surpreendem, somos precisamente nós.
Subscrevo.

Eu se fosse ao Cristiano Ronaldo processava todos os que se atrevessem a compará-lo com o putativo próximo governador do Banco de Portugal.
Roça a injúria.
Mal por mal, antes ser comparado com o Messi.
Cada vez me orgulho mais dos nomes horríveis que me chamam quando escrevo sobre determinadas coisas com a antecedência devida…
Lembrei-me de vir aqui comentar porque, não vendo televisão, ontem em casa de familiares tive oportunidade de ver um noticiário da praça… Parece um magazine de “lifestyle”, e a forma como a informação é dada… Primeiro a folia, o que importa pode esperar… Roteiro turístico com umas meninas de LX no meio de um charco no Caramulo e num SUV Mercedes com a matrícula tapada e a publicidade a um concessionário… Uma reportagem copy-paste da SKY, do princípio ao fim, sem qualquer cuidado, como diz o outro: “mete a cassete e siga”.
Sobre o Centro, uma notícia com sotaque brasileiro, aplaudo, contudo, o cuidado que houve em não cair no português do Brasil, esteve bem.
Tenho também andado às voltas para perceber o que por aí anda, é que nos Balcãs a coisa está quente e de propósito tenho tido um artigo em banho-maria a aguardar, esperançado em não ter que o publicar… Amanhã vai sair no “Sardinhas”.
Acrescento também a parcialidade habitual em relação aos EUA e ao Brasil… Podemos não gostar de quem lidera por lá, mas não sejamos piores que eles… Quando o sentimento de toda uma nação, e as duas são gigantescas e com milhões de habitantes, é colocado em duas pessoas praticamente alcoolizadas e com sérios problemas naquelas cabeças, está tudo dito. Tanta gente naqueles países, e vamos logo entrevistar os “tontinhos”.
Violência no Tamariz é para passar ao lado, no Algarve idem… Rápido e sem grande conversa, é só para não perder fôlego para as redes sociais.
É o que temos, meu Caro…
Tudo cada vez mais selectivo, autocensurado e pré-formatado, meu caro.
Vou dedicar mais tempo (e bastante mais paciência) a este tema, que quase nunca é escrutinado. Raras coisas são tão pouco escrutinadas em Portugal como o jornalismo dominante.
Pedro,
Uma vez à chegada à Mauritânia (um dia tenho de escrever sobre isso) um companheiro de viagem disse: “a bandeira parece um smile”.
É disso que me lembro quando vejo este suposto arco-íris que afinal parece ser mesmo um “sad”.
Deriva tudo da mesma escola de pensamento, Paulo: olhar para a bandeira da Mauritânia e ver ali um ‘smile’.
Isto anda tudo ligado, como dizia o outro.
Há teorias da conspiração com bases menos sólidas…
Muito menos, eheheh.
Para alguns, neste país, tudo ficou, está e ficará bem.
O mal é os outros acharem isso normal.
Mas diabos, também D. Miguel tinha junto da miserável população os seus mais fiéis devotos.
Os portugueses são como filhos mal tratados.
Verdade absoluta (o que nem espanta, tratando-se de um monarca absolutista): D. Miguel tinha junto da miserável população os seus mais fiéis adeptos, sobretudo no norte do País.
como é possível que tenham morrido 16 pessoas por Covid-19 em Reguengos?
É muito simples, em o vírus entrando num lar de idosos, seja ele onde fôr, corta como faca em manteiga no verão.
A última das 16 pessoas que morreram tinha 86 anos de idade. A maior parte das outras 15 teria idade não muito longe disso. Idade normal para se morrer, em qualquer caso; nessa idade, uma pneumonia é usualmente fatal. Aliás, é para isso mesmo que as pneumonias servem: para matar idosos.
Você tem um vírus nazi qualquer infiltrado dentro de si. Quer, a todo o custo, exterminar os “velhos”. Que tal gaseá-los?
Tome cuidado com o ricochete: você já não caminha para novo.
Para já a ilustração do “vai ficar tudo bem”, parece-me mais “Vai ficar tudo gay”.
Depois, as notícias diárias do Covid, cada vez se assemelham às tiradas do Mark Twain, “A notícia da minha morte é manifestamente exagerada”.
Poupem-nos por favor.
Se acabaram com as rábulas do Infarmed, acabem com as penosas conferências de imprensa da DGS e o do MS.
E já agora com os conselhos da Drª Graça. De facto sou uma mente brilhante é que se lembrava AGORA de emitir regras para a construção civil.
Vá lá não obrigar os pedreiros a tele-trabalho, já não é mau.
Pedreiros em teletrabalho, só os pedreiros-livres.
Pedreiros livres, nem na maçonaria…..
Agora estão em ‘lay-off’.
Já não se bate palmas à janela? Está mal…
Deve ser do calor.
Pergunta o Pedro: “como é possível que tenham morrido 16 pessoas por Covid-19 em Reguengos?”
E eu respondo: porque estavam, todas elas em idade avançada, internadas num Lar para Idosos”.
A raiz do problema, para mim, é esse mesmo: parece-me criminoso conceber e construir Lares para idosos com capacidade superior a 40/50 idosos.
Posso estar enganado, mas creio que na legislação em vigor o limite máximo é de 60 utentes. Todavia, conheço eu dois desses estabelecimentos que têm o dobro desse número de internados. E, se não erro, existirão por esse país fora Lares onde vivem centenas de velhos.
E agora, pergunto eu, haverá sítio mais triste para um idoso acabar os seus dias?
O certo é que não existe outro lugar mais perigoso para internar um ser em idade avançada, onde o justificado medo aprisiona as pessoas e, seguramente, lhes antecipa a morte natural, por coronavírus ou não.
Então mas quatro meses depois de a pandemia chegar a Portugal, e com tão competentes normas sanitárias em vigor, permite-se que alguém do exterior contamine um “lar” de velhos ao ponto de ali morrerem 16 pessoas (para já) e a sociedade aceita isto com um encolher de ombros resignado ou indiferente?
Há uns anos levantou-se um imenso clamor de indignação contra o abate dum cão que tinha morto um bebé.
Isso pareceu ter mobilizado muito mais as pessoas do que estas 16 mortes de seres humanos – gente vulnerável, indefesa, portugueses humildes à mercê das circunstâncias que nunca viram nem já verão os respectivos nomes nos telediários.
Como cantava o poeta, “a dor da gente não sai no jornal”.
“Há uns anos levantou-se um imenso clamor de indignação contra o abate dum cão que tinha morto um bebé.
Isso pareceu ter mobilizado muito mais as pessoas do que estas 16 mortes de seres humanos – gente vulnerável, indefesa, portugueses humildes à mercê das circunstâncias que nunca viram nem já verão os respectivos nomes nos telediários.”
Os velhos não fazem parte da narrativa jornalista.
Ontem uma mulher foi assassinada por ter dito All Lives Matter, apareceu nas notícias de “referência”?
lucklucky
Porventura, caro Pedro, a contaminação aconteceu não por alguém do exterior, mas por alguém da casa, ou seja, através de um/a colaborador/a da instituição.
Como sabe, foram proibidas as visitas aos velhos internados em Lares e, quando depois permitidas, as visitas tinham duração muito limitada e foram feitas, a meu ver, com excessivas cautelas, enervando e prejudicando os idosos. Sei de um caso em que uma visitante teve apenas direito a uma “conversa” de 15 minutos, em que a idosa internada, com dificuldade de audição, quase só chorou, não lhe sendo possível trocar mais do que meia dúzia de palavras, pois estavam ambas com máscara e separadas por um vinil.
Creio que concordará comigo quando defendo que não se pode chama “Lar” a um sítio onde moram centenas de pessoas velhas, muitas das quais em estado de demência. A um inferno desses devia ser proibido chamar lhe “Lar”.
Concordo inteiramente consigo: é uma afronta chamar “lares” a estes depósitos de velhos. E uma chaga social da qual ninguém fala. Um tema tabu que só as mortes sucessivas provocadas pelo vírus veio parcialmente destapar.
A velhice é lixada, mas a alternativa é pior.
Talvez conheça alternativas para isso.
“A velhice é lixada.”
Uma das frases mais segregacionistas e estigmatizantes que tenho lido nas caixas de comentários do DELITO.
“Não sei se já repararam, mas as notícias agora são dadas ao contrário. Ontem, no estreito espaço que vai sobrando nos telediários cada vez mais preenchidos pela agenda governamental, disseram isto: “Não morre ninguém há três dias em Reguengos de Monsaraz.””
Eu sei que as notícias sobre o Covid de tão repetidas acabam por não se ouvir. Mas dizer que quase não se fala da pandemia nem sequer é um exagero, é delírio.
É tão cretino andar a vender que o Alentejo é imune À doença como andar a pedir contas pela existência da mesma. Acontece porque acontece.
Uma cerca sanitária a cercar um lar de idosos para os idosos não fugirem é uma imagem horripilante. Não bastará tirar-lhe os andarilhos?
A não ser que proponha fazer cercas onde não há gente doente. É a imagem do maluco que se interna no manicómio para ser livre.
Pedir contas por morrerem 16 pessoas em Reguengos ao fim de quatro meses de pandemia num país onde “as autoridades de saúde estão a seguir as melhores práticas” (PM ‘dixit’) é cretino?
Olhe que não, camarada, olhe que não.
Cretino é fechar os olhos e fazer de conta que o “milagre português” veio para ficar.
Cretino é escrever frases como essa: “Acontece porque acontece”.
Imbecil e desumano é dizer que “basta tirar-lhe os andarilhos” para impedir os velhos de morrerem.
Tome cuidado, não cuspa para o ar. Ainda um dia,, quando for mais velho, se arrependerá de escrever alarvidades como estas.
É claro que vai ficar tudo bem. Para os mesmos de sempre, vai. Os beneficiários usuais da cegueira de certo jornalismo e da mole de gente tida como bem pensante no País.
Podem continuar impunemente a afundar Portugal em crises financeiras sucessivas, que haverá sempre uma voz dominante a justificá-las (e a inverter a responsabilidade, atirando o odioso para os mal-amados), tal como também podem ser alegremente incompetentes e amadores na gestão do combate à crise sanitária. É difícil haver eco das vozes discordantes: ou porque têm razão antes do tempo, ou porque já se está na onda de denegrir quem vem corrigir os erros).
Nem precisam de criar nenhum ministério da propaganda, ela é feita graciosamente (ou talvez nem tanto) pela comunicação social.
Tirando os mortos, e os seus familiares, e muitos dos que ficarem incapacitados e com sequelas permanentes provocadas por esta doença ainda sem cura, um dia “vai ficar tudo bem”. E vai-se fazer uma grande festarola lá onde termina o arco-íris.
É de facto preciso muito optimismo para alinhar em festas. Ao que se vai lendo agora (e isto de conclusões científicas em tão curto espaço de tempo e neste ambiente efervescente não pode ser ciência, que exige tempo para confrontação das conclusões) as sequelas da doença e do tratamento, sobretudo quando há entubação, podem verificar-se não são só a nível respiratório, como também neurológico (deficit cognitivo), cardíaco e renal. E também li ou ouvi que algumas destas sequelas acontecem ainda que a covid-19 se manifeste de forma muito ligeira.
Para além disto continuamos a ter, com já aqui foi dito, o grave problema das consultas e cirurgias suspensas ou adiadas. Ainda está por medir o seu impacto na saúde pública.
O ponto que aflora no segundo parágrafo é um dos “feitos laterais” mais preocupantes desta resposta das autoridades sanitárias à pandemia.
Hei-de falar também disso aqui.
Como é possível que um país com tantos habilitados notáveis, que de tudo falam e vão ensinando, entrando-nos em casa a todo o momento pela escancarada janela da televisão, entornando ciência e saber à pazada, possa estar entregue a altos responsáveis analfabetos letrados, ignorantes, inconscientes e tolerados irresponsáveis.
Só pode tratar-se de aprendizes de feiticeiro com canudo sorteado em embalagens de pastilha elástica, que se acantonam em confinamento mórbido, enjaulados no reino da podre mediocridade em que vão safadamente rastejando.
Os mais velhos, os mais frágeis, os mais pobres, são as principais vítimas desta pandemia.
Destas vítimas não se fala excepto como dados estatísticos debitados a despachar entre a recomendação dum “roteiro de férias” e a sugestão dum restaurante da moda.
Gente sem nome nem rosto.
Fossem vedetas da bola ou das novelas ou da moda ou de algum concurso televisivo, e teríamos – aí sim – o jornalismo dominante a falar delas.
Começo por apresentar os números oficiais de mortalidade até às 9:15 H de hoje, 13/7/2020:
Óbitos totais: 60; óbitos < 70 anos: 13; óbitos < 1 ano este mês: 5,
como podem verificar nesta imagem http://prntscr.com/tgzv2i .
Antes de publicar o comentário, voltarei a apresentar números actualizados, para que se tenha noção daquilo que se passa diariamente. Esta e outra informação, para quem tenha curiosidade, encontra-se no site oficial português da vigilância da mortalidade: https://evm.min-saude.pt/ , onde a imagem anterior foi colhida.
Segundo esse site, os extremos do total diário de óbitos para o dia 13 de Julho, entre 2009 e 2019, são 223 e 305, registados em 2009 e 2013, respectivamente.
Neste contexto, qual a relevância estatística da mortalidade em consequência do SARS-COV-2? Qual a relevância estatística do excesso de mortalidade não atribuível a este vírus?
Trata-se, sem dúvida, de questões de resposta difícil. Olhando para a imagem cujo link figura acima, ou para a página inicial do site referido, pode constatar-se a existência de um excesso de mortalidade entre meados de Março e início de Maio e entre finais de Maio e início de Junho deste ano.
Sabe-se também (artigo publicado na Acta Médica Portuguesa há cerca de dois meses) que existe em Portugal um excesso de mortalidade não atribuível a este vírus, situação semelhante à verificada no Reino Unido e provavelmente extensiva a todos os países onde houve disrupção da actividade normal dos sistemas de saúde.
No caso português, “ficaram por realizar cerca de 540 mil consultas hospitalares e 51 mil cirurgias até Abril” e também “2300 tratamentos oncológicos e 990 consultas de enfermagem”, de acordo com o Polígrafo.
É convicção minha, perante o que referi, que se salvaram uns e condenaram-se outros à morte. Os números dos que foram condenados à morte são ignorados, ninguém fala deles. Já os números dos óbitos em consequência deste vírus fazem títulos e enchem a comunicação social, numa prova evidente de que a morbidez e o alarmismo são geradores de receitas, sendo a restante informação, apesar de também ela relevante, sistematicamente suprimida.
É a informação servida com palas para burros. É a informação parcelar, tendenciosa e alarmista dirigida àqueles que, quando se deparam com um acidente rodoviário, param o carro e para ali ficam a observar o sangue, a morte e o sofrimento alheio, sem nada fazerem de útil.
Números oficiais de mortalidade até às 17:50 H de hoje, 13/7/2020:
(site https://evm.min-saude.pt/ inoperacional neste momento)
Boa tarde ,
excelente comentário , mas não vale pena , pois só quando o desemprego atingir os 25% e os rendimentos recuarem 40 anos ,
é que vamos pôr as mãos na cabeça .
Luis Almeida
Sem conhecer a realidade do local,já se fez o julgamento ???
Ah,grande Correio da Manhã,a tua boa semente caíu em terreno fértil !!!
Quem passa o tempo com a cabeça enfiada na areia jamais saberá o que se passa seja onde for.
Alguns desses sentem raiva de quem não anda com palas nos olhos. Percebo-os bem.
Vamos agora ao pragmatismo.
Em Maio, talvez Abril, comecei a escrever neste blogue sobre a importância da vitamina D no desempenho do sistema imunitário. Fruto da pesquisa bibliográfica que faço regularmente, foram-me surgindo artigos científicos sobre o assunto, alguns de carácter geral e outros a destacarem a correlação existente entre as vítimas deste vírus e a deficiência de vitamina D apresentada.
Esses comentários estão para aí, acompanhados dos títulos e links dos artigos científicos que abordavam o tema. Tal como aconteceu quando comecei aqui a advogar a necessidade do uso de máscara em todos os recintos fechados, públicos ou acessíveis ao público, raramente colhi referências positivas, antes pelo contrário.
Em Portugal nunca vi nada publicado sobre o tema, nem nunca ouvi ninguém falar sobre ele. Continuamos apenas a contabilizar óbitos, “por profissão adequada”. Neste aspecto, nada distingue a comunicação social e as instâncias governamentais daqueles que, quando se deparam com um acidente rodoviário, param o carro e para ali ficam a observar o sangue, a morte e o sofrimento alheio, sem nada fazerem de útil, parece-me.
Agora que a imprensa britânica já publicou, talvez há um mês, títulos como “Terrifying chart shows how Covid-19 patients who end up in hospital may be almost certain to die if they have a vitamin D deficiency” e “UK public health bodies reviewing vitamin D’s effects on coronavirus”, talvez esteja na altura de alguém, para além de mim, abordar o tema.
Não tenho dúvidas que se o assunto viesse a assumir destaque, isso se traduziria numa contribuição para a diminuição do número de óbitos.
Repito: “Terrifying chart shows how Covid-19 patients who end up in hospital may be almost certain to die if they have a vitamin D deficiency”.