Oiço chamar “combatentes” a terroristas em noticiários televisivos e questiono-me se só eu acharei repugnante esta designação.
“Combatentes”
Pedro Correia,
Oiço chamar “combatentes” a terroristas em noticiários televisivos e questiono-me se só eu acharei repugnante esta designação.
A minha dificuldade de sempre é saber como se distinguem uns dos outros…
Sobretudo quando o que podemos saber duns e doutros nos chega já com pontos acrescentados ao conto!
Aliás, onde acaba um combatente para começar um terrorista?
Se há vítimas inocentes, não-beligerantes, é terrorismo.
Chamar “combatente” a um canalha capaz de matar civis desarmados é quase como se estivéssemos a matar essas vítimas pela segunda vez.
Obrigado, Pedro.
Essa é a parte que eu, mais ou menos, ainda vou percebendo. A teoria, portanto.
As dúvidas que assinalei prendem-se mais com a questão do “noticiário televisivo”… Não vi a quem (nem em que contexto) chamaram “combatente” ao tal canalha, mas tenho sempre muita dificuldade em distinguir uns dos outros numa “notícia” (televisiva ou não)…
Nota Final – Não sei se consigo voltar a comentar hoje este tema com a seriedade que ele tem e merece, uma vez que, graças ao “tal canalha”, ficarei o resto do dia com o transmutado genérico do programa do Herman a ressoar-me no cérebro! Pelo facto, as minhas desculpas e um provável “até amanhã”!
Ainda bem que ri. A mim estas coisas não dão vontade nenhuma de rir. Defeito meu, provavelmente.
A demain.
PS – Pelas minhas contas até agora – e focando-me na parte teórica da questão – já vamos em, pelo menos, quatro!
Há sempre lugar para mais um…
Completamente de acordo com a definição.
Por isso é que o lançamento das bombas atómicas, a invasão da ex-Jugoslávia, do Iraque, da Líbia… da Síria… não foram obra de combatentes, mas de terroristas da pior espécie, dado que não massacraram umas centenas, mas uns milhões.
João de Brito
Lista muito incompleta, a sua. Pode aumentá-la bastante mais.
Invasão da ex-Jugoslávia e da Síria? Desde a 2ª e a 1ª guerra Mundiais, respectivamente, que não há nenhuma.
Confunde guerra civil com invasão. Há quem imagine que são sinónimos. Vá-se lá saber porquê.
Os chamados “danos colaterais “?
Expressão obscena.
Documentário dublado Dirty War Guerras Sujas
https://youtu.be/cOfEslIg2mw
Guerras Sujas
O mundo é um campo de batalha
de Jeremy Scahill
Através de um relato corajoso, Jeremy Scahill revela a verdadeira natureza das guerras sujas que o Governo dos Estados Unidos se esforça por ocultar. Do Afeganistão ao lémen, à Somália e mais além, Scahill traz-nos um relato da linha da frente, numa investigação de alto risco que explora as profundezas da máquina assassina global da América.
Enquanto os líderes dos EUA arrastam o país, cada vez mais, para conflitos em todo o planeta, criando terreno fértil para uma enorme desestabilização e para a retaliação, não só os Americanos enfrentam um risco maior como a própria nação está a mudar.
Em Guerras Sujas – O Mundo é Um Campo de Batalha, Jeremy Scahill desmascara os guerreiros das trevas que travam estas guerras secretas. Dá também um rosto humano às baixas causadas por uma violência pela qual ninguém se responsabiliza, e que é, hoje, a política oficial: vítimas de ataques noturnos, prisões secretas, ataques com mísseis de cruzeiro e drones, e grupos inteiros de pessoas consideradas “suspeitas de extremismo”.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Não há jornalismo na América que tenha revelado a verdade sobre o militarismo do Governo americano com mais coragem, perseverança e valor do que Jeremy Dcahill. Guerras Sujas é altamente cativante e dramático e tem uma importância inigualável.» | The Guardian
«Glosemos George Orwell: todas as guerras são sujas, mas há umas mais sujas que outras. Falamos, naturalmente, das guerras de carácter subversivo e contrassubversivo. A mais recente, longa e global, é aqui posta a nu por Jeremy Scahill. Um livro fundamental para perceber, de uma forma crítica, como tem vindo a ser desencadeada a guerra contra o terrorismo jihadista desde os ataques do 11 de Setembro até ao segundo mandato da Administração Obama.» | Felipe Pathé Duarte
«Um exame corajoso e exaustivo de forma como várias campanhas recheadas de crimes, encobrimentos e assassínios se tornaram a principal estratégia dos Estados Unidos para combater o terrorismo.» | The New Yorker
«Uma obra fantástica de jornalismo de investigação» | Noam Chomsky
«Com Scahill, mesmo nos mementos de maior frustração, os factos sobrepõem-se à opinião, acrescentando bravura e devastação aos seus retratos brutais.» | Publishers Weekly
Excelente sugestão de leitura, meu caro Vlad. E é mesmo isso que falta faz: mais conhecimento e menos “bocas” baseadas nos enxurros de cloaca dos telejornais das oito.
La Escuela de las Américas. Escuela de asesinos
https://youtu.be/lJfHrhinu8U
“Chamar “combatente” a um canalha capaz de matar civis desarmados “
Bem, por este critério não existem combatentes, só há terroristas.
Há combatentes por muitas causas.
Eu, por exemplo, combato há anos contra o anonimato na Rede. Sem sucesso, como se vê.
Pedro, torne obrigatório o registo no Sapo….já várias vezes deixei, por aqui, o meu nome, contacto, profissão e idade…a última vez num post do Dr. Diogo Noivo….
Agora , quanto ao anonimato bem sei que o Pedro, é Pedro, mas não acredito que tenha tanto cabelo como aquele que lhe aparece na fotografia.
PS: Não torne obrigatório “selfies avatares” , pois ninguém bate o amigo Rão Arques
Nada é obrigatório aqui. Nem sequer assinar os comentários.
Mas ninguém pode pretender ser levado a sério se é incapaz de assumir as opiniões que emite.
Refiro-me aos anónimos puros e duros. Não aos anónimos da linha mole, que assinam com pseudónimos.
Cá vai mais uma. É só clicar e fica todo a descoberto quem até já se apresentou com cara de macaco.
“combato há anos contra o anonimato ” Sem sucesso? Claro uma vez que é sem armas.
As armas da minha persuasão são suficientes. Se for necessário, em casos extremos, tenho um mata-moscas sempre à mão.
Não, não é o único. Seremos pelo menos dois.
Ainda bem. Gostei de saber.
Três…
Quatro? 😉
Ora bem.
Tem razão, Pedro!
Mas é dentro de uma linha a que já nos habituamos, noutros contextos (Iraque e Afeganistão ):
Eixo do Mal
Guerra preventiva
Guerra justa
Luta pela liberdade
Qual Iraque? O da guerra contra o Irão, que durou oito anos e provocou entre 200 mil e 600 mil mortos? 0%93Iraq_War
https://en.wikipedia.org/wiki/Iran%E2%8
Qual Afeganistão? O da invasão e ocupação ilegal de solo afegão por tropas soviéticas, durante quase dez anos, com um balanço trágico de mais de cem mil mortos? t%E2%80%93Afghan_War
https://en.wikipedia.org/wiki/Sovie
Tudo isso que diz está certo. Mas incompleto.
Making Money from Misery? Disaster Capitalism from the Migrant Crisis to Afghanistan and Haiti
– U.S. President Donald Trump is eyeing Afghanistan’s mineral wealth to help pay for a 16-year war and reconstruction efforts that have already cost $117 billion. Investors who have studied the country, one of the world’s most dangerous, say that is a pipe dream.
Primeiro invadem aquilo. Arrasam-nos em nome da Liberdade e Justiça. E depois obrigam-nos, aos pobres afegãos, a pagar pela destruição – igual ao Iraque.
Prove America Helped Saddam as He Gassed Iran
The U.S. knew Hussein was launching some of the worst chemical attacks in history — and still gave him a hand.
https://www.google.pt/amp/foreignpolicy.c om/2013/08/26/exclusive-cia-files-prove-a merica-helped-saddam-as-he-gassed-iran/a mp/
Pedro, com isto não quero desculpar nem os fanáticos talibãs nem o doido Sadam. ….mas o mundo é um novelo.
Não se esqueça, meu caro Pedro Correia, que, nesse Afeganistão da Invasão Soviética, os EUA desse autêntico Gandhi que foi Ronald Reagan também crismaram de “combatentes”, na hodierna versão de “freedom fighters”, os muito progressistas mujahedine. Quão progressistas e democráticos eram esses “freedom fighters” sabemos nós hoje, não é verdade?
Já muita gente se esqueceu de uma célebre conferência de “freedom fighters” que, nos idos de oitenta e patrocinada pelo falecido cowboy da Casa Branca, reuniu gente de pergaminhos humanitários tão reluzentes como os Mujahedine afegãos, os Contra nicaraguenses, a UNITA de Jonas Savimbi e os Khmer Vermelhos do Sr. Salot Sar, mais conhecido pelo calmante “nom de guerre” Pol Pot. Eram todos eles “combatentes” ou “terroristas”?
Quanto ao Iraque do Sr. Saddam Hussein, não errarei ao dizer que ele esteve, à altura da guerra com o Irão, do lado certo “combatente” contra o perigo da revolução islâmica persa, mesmo quando o Nabucodonosor de Tikrit gaseava, à vontade e com armas químicas fornecidas pelo Ocidente, militares e civis iranianos. O que o Sr. Saddam não sabia na altura é que essa coisa de se ser “combatente” é coisa volátil que rapidamente se renomeia de “terrorista” caso os interesses mudem. O contrário também é verdade, como, aliás, vimos na Líbia (os que barbaramente assassinaram Kadaffi, arrasaram a Líbia e chacinaram os seus concidadãos foram “combatentes”, mas, mal “despacharam” o cônsul dos EUA em Benghazi, voltaram a ser aquilo que, provavelmente nunca deixaram de ser; contudo, quando não pouco deles se mudaram com armas e bagagens para os enclaves jihadistas da Síria, voltaram a ser garbosos “combatentes” pela liberdade).
Não esquecer as Santas Cruzadas, exéquias a S.S. Urbano II…
Não esquecer as hordas assassinas de Átila, o Huno.
Muito antes de qualquer cruzada.
Não esquecer aquele bando de macacos brutos que não teve pejo em dizimar o bando dos pacíficos.
Muito antes de Átila, o Gruno.
Há combates e combates.
Combatemos vícios, injustiças, improbidades, martírios, sempre segundo os nossos ideais de insenção e equidade.
Que glória poderá existir na perfídia da tocaia, da emboscada em que se derrama sangue inocente só pela simbologia do acto em si, que é a todos os níveis, em todos os credos , inqualificável ?
Apenas repulsivo , odioso e odiado, tal a revolta da incompreensão.
Caríssima Dulce, estas confusões semânticas seriam muito menos frequentes se o conhecimento da língua portuguesa fosse directamente proporcional à pressa com que alguns apanham a última carruagem do comboio da correcção política.
Ora pois
Infelizmente, Dulce, o analfabetismo funcional é cada vez mais galopante nas redacções.
Sei bem do que falo.
No momento em que comento, creio que serei o “quinto”.
António Cabral
Folgo em saber, caro António.
Quem matou civis desarmados em Hiroshima e Nagasaqui é terrorista?
O império japonês responsável por incontáveis crimes de guerra é terrorista? war_crimes
https://en.wikipedia.org/wiki/Japanese_
Unidade 731
https://pt.wikipedia.org/wiki/Unidade_73 1
Bem oportuna, esta sua adenda.
Pois, caro Vlad, Unidade 731… Mas digamos tudo, sim? Dos investigadores e dos operacionais dessa unidade não rezam os Julgamentos de Tóquio e por uma boa razão: eles foram, finda a guerra, recrutados pelos EUA. Coisa que, diga-se, eles muito apreciaram, servindo zelosamente e com brio os seus novos donos com os seus vastos conhecimentos obtidos no massacre químico de chineses.
Apliquemos a lógica dos EUA ao direito criminal, tendo por fundo as fogueiras de Hiroxima e Nagasáqui: deixe-se ir em paz o assassino e vá de exterminar a sua família.
Caso único? Nem por isso: do Sul da Coreia ao Vietname, os putrefactos poderes coloniais e o novíssimo pretendente a superpotência neocolonial usaram e abusaram da aplicação das remanescentes hordas do exército imperial japonês na repressão dos nacionalismos independentistas extremo-asiáticos.
E, só para terminar, apliquemos a lógica subjacente ao extermínio das duas cidades japonesas a outras duas situações anteriores muito semelhantes e a uma conclusão chegaríamos: Madrid e Londres teriam sido riscadas do mapa, visto que a Espanha de Alfonso XIII exterminou – com armas químicas, à larga e sem sombra de remorso – as populações independentistas do Rif e os ingleses, guiados pela mão desse grande racista e colonialista que foi Winston Churchill, outro tanto quimicamente fizeram às populações iraquianas nos anos vinte do passado século.
A definição de terrorista tem de ser feita com muito rigor. Notar que há numerosos personagens que foram durante muitos anos chamados terroristas e mais tarde (porque venceram) passaram a grandes estadistas.
Alguns, sim. Begin, Mandela, Arafat.
Não muitos.
Mandela?
Sim, Mandela.
Não sabia que Mandela tinha sido terrorista. Falha minha, confesso!
https://www.washingtonpost.com/news/t he-fix/wp/2013/12/07/why-nelson-mandela-w as-on-a-terrorism-watch-list-in-2008/
Pedro li obliquamente!
Mas na altura – anos 60 – muitos movimentos independentistas e antiguerra, pró direitos humanos/ direitos civis eram vistos pelo FBI – Programa COINTELPRO – como infiltrados pelos comunistas, ou seja terroristas.
Martin Luther King tinha contactos com comunistas americanos. E?
Mandela decidiu pela luta armada após o massacre de Sharpeville
https://www.youtube.com/watch?v=rVMPlVBm 29Y
Aquilino, era um terrorista?
E Samora Machel?
Agostinho Neto?
Holden Roberto?
Salgueiro Maia?
Salgueiro Maia? Que tem a ver Salgueiro Maia?
Ele foi combatente, isso sim. Combatente na guerra, em África. E combatente pela liberdade, ao rumar de Santarém a Lisboa na noite de 24 de Abril de 1974.
E os outros?
Quais outros? Você mete o Holden Roberto e o Salgueiro Maia no mesmo saco e ainda quer resposta?
Tivesse tido o 25 de Abril outro desfecho e onde o poríamos, a 26 de Abril de 1974?
Mas penso que o percebi!
Essa linha de comentário que aqui deixou dava para um bom roteiro de ficção – o que teria acontecido se o 25 de Abril falhasse? Que país seria Portugal com um 25 de Abril falhado?
Hei-de pensar um pouco mais a sério nisso.
Niall Ferguson tem-se dedicado ao assunto:
História Virtual, de Niall Ferguson
Veja bem, Manuel Buíça e Alfredo Costa e muitos outros heróis da Rotunda/Carbonários/Maçónicos/Republican os foram terroristas pois derrubaram um regime legitimo (com apoio popular) que não era uma ditadura, regida por uma Constituição e um Parlamento. Mesmo a decisão de D. Carlos sobre o governo autoritário de João Franco era legitimo à luz da Constituição.
Hoje muitos dos nomes desses terroristas encontram-se em jardins de infância e no Panteão
O Buíça está no panteão?
Muito me conta. Era capaz de jurar que não.
Aquilino
Aquilino Ribeiro “é um regicida, participou na organização do atentado contra D. Carlos e o príncipe real”, e como tal não pode ir para o Panteão Nacional, defende Mendo Castro Henriques.
https://www.publico.pt/2007/09/19/jornal/r egicida-ou-nao–que-tem-isso-a-ver-com-o-p anteao-230244
Aquilino regicida? Isso foi confirmado por algum tribunal?
A propósito de Aquilino: recomendo a (re)leitura deste excelente texto do Henrique Monteiro no ‘Expresso’: 5/todo-o-mundo-numa-aldeia/
http://www.escreveretriste.com/2013/0
O Milagre de Campo de Ourique não aconteceu porque não estavam lá as televisões? E Jesus Cristo não existiu porque não há documentos históricos que o testemunhem? O de Flávio Josefo foi um acrescento posterior à obra original
O regicídio não foi no século XX?
Sempre pensei que sim.
Boa noite! E obrigado pelo tête-à-tête
Ó caro Vlad, ia o senhor tão bem com o Scahill e cai-lhe na sopa o Ferguson?
Rui para sabermos temos que ler os dois lados da folha.
Fora de brincadeiras, caro Vlad, concordo inteiramente consigo nessa sua postura. Bem sei que ela (essa postura) é, não raras vezes, penosa: engolir as loas do senhor Ferguson a esse marco da Humanidade chamado Henry Kissinger ou compulsar as suas hagiografias do colonialismo britânico exige um estômago de ferro e paciência (quase) infinita.
O conceito de “combatente” é fácil de definir (é o que combate) mas o de terroristas parece bem mais difícil. Chamar combatentes aos tais não oferece dúvida, já chamar-lhes terroristas é mais complicado. Será por isso que nos noticiários utilizam combatente com mais frequência, para fugirem à polémica.
Para mim o conceito de terrorista é ainda mais fácil de definir do que o combatente.
Jamais me passaria pela cabeça encarar estes dois vocábulos como sinónimos.
terrorista – terror.
será preciso mais alguma palavra fora da família?
o terror de não se saber quando, onde, nem como, muito menos quem e a quem.
Tão simples quanto isso.
Espalhar o terror sem olhar a meios nem olhar a quem.
“Tão simples quanto isso.
Espalhar o terror sem olhar a meios nem olhar a quem.”
Auh! Essa doeu!!!
Doeu? Estimo as melhoras.
“Será por isso que nos noticiários utilizam combatente com mais frequência, para fugirem à polémica.”
Não é. É porque o Estado Islâmico está a lutar contra o Ocidente odiado pelo Marxismo.
Explique lá a razão porque nos “noticiários” há uns que fazem violência e são “activistas” e outros são “extremistas”.
Explique a razão porque uns são mortos(voz activa) e outros morrem(voz passiva).
Explique lá quando se usa a palavra “ataque”.
Explique lá porque há “bombas Israelitas” mas nunca há “bombas Palestinianas”
Há muito mais.
Porque é que uns são ditadores mas outros são líderes isto apesar de nenhum deles ter sido eleito e terem chegado e se mantido no poder com violência.
É tudo construção da narrativa.
a justiça de portugal dos pequeninos.
Vara continua à solta sem cumprir a pena de cinco anos a que foi condenado. Desta lentidão da Justiça não é costume haver queixas.
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/notic ias/o-caso-de-armando-vara-284451
Vara beneficiou do consulado do Arquivador-Geral da República. Paninhos quentes para os poderosos e seus apaniguados.
Com Joana Marques Vidal, actual Procuradora-Geral da República, a justiça funciona mesmo.
O ex-secretário de Estado Adjunto e da Administração Educativa José Manuel Canavarro e um antigo diretor regional de educação estão acusados de corrupção no caso dos colégios do grupo GPS, segundo a acusação a que a Lusa teve acesso
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ex-s ecretario-de-estado-e-ex-diretor-regiona l-acusados-no-caso-dos-colegios-gps
Confirmado: o arquivador-geral da República já foi “arquivado”.
O termo “combatente” deve ter aparecido nos media como resultado da influência cultural enorme da superpotência. Após o 11/Set o Bush declarou a “war on terror” e provavelmente os seus juristas aconselharam o uso do termo “Enemy combatant” para os membros da Al Qaeda e simpatizantes ou aliados. Presumo que o termo se destinava a evitar a designação “terrorista” que talvez tivesse que ser julgado nos tribunais americanos “normais” enquanto assim eram uns “combatentes” especiais sem protecção sequer das convenções de Genebra, conforme refere aqui: https://en.wikipedia.org/wiki/Enemy_comb atant que ficavam tempo indeterminado em Guantanamo.
Entretanto como boa parte dos “combatants” eram terroristas e boa parte dos media acham muita graça aos termos americanos ou derivados dos americanos começaram a usar o termo “combatentes” para “terroristas”. Julgo que neste caso não se trata duma promoção mas apenas dum embasbacamento pela cultura anglo-saxónica.
Acabei de adiantar uma conjectura sobre o uso do termo “combatente” mas não sei se fiquei com anónimo.
Parece-me muito bem conjecturado, caro J. J. Amarante.
Olhe, meu caro Pedro Correia, o lapso linguístico é inteiramente compreensível: à direita e à esquerda, em jornais, em revistas, em rádios, em televisões e em blogues, o que não faltou (no caso da Líbia) e o que não falta (no caso da Síria) é gente a chamar terroristas (que violaram, escravizaram, degolaram e queimaram seres humanos às centenas de milhares) de “combatentes pela liberdade”. E a “honestidade” da escorregadela linguística é de agradecer, pelo que ela poupa-nos à hipócrita mudança de substantivos sempre que a viagem dos “combatentes” é do Oriente para o Ocidente ou do Sul para o Norte.
Pergunto-me até quando a população da UE e dos EUA ficará calada perante o facto de ser ela o cordeiro sacrificial que é periodicamente dado em holocausto ao deus dinheiro sobre o sacrossanto altar do lucro do 1% dos que mandam no Mundo e fazem da morte dos outros o bilionário negócio das suas vidas. E é muito natural que essa população calada fique: ela tem a boca ocupada (24 horas por dia, 7 dias por semana) a ruminar e a engolir o esterco mediático que toma por alimento para o cérebro.