Com 100 milhões de prejuízo mensal


Paulo Sousa,

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Mesmo na miséria consubstanciamos grandeza.
Ou então é o contrário.

22 comentários em “Com 100 milhões de prejuízo mensal”

  1. Não conheço os detalhes, mas foi aquisição? Poderá ter sido a marca a ceder, como forma de promoção junto do cliente…

  2. Desconheço os termos de negócio entre uma e outra empresas. Posto isto, não me custa acreditar que a louça se desgaste (parte-se, degrada-se) e tenha que ser regularmente substituída. E que estas coisas se fazem com planeamentos a prazos assaz alargados.

    Creio não errar de forma intolerável ao acreditar que – a menos que se adopte um modelo de “low cost” – o passageiro de “business class” (perdoe-se-me tanto anglicismo; haverá quem até lhe chame barbarismo) paga e paga bem pelo seu voo, e chega a fazer a diferença entre um voo lucrativo e outro que, enfim, nem tanto.

    De modo que ou a TAP quer ou não quer ter uma oferta de “business”, que é onde esta questão da louça se coloca, minimamente comparável e apelativa perante a da concorrência (e agora, pois os – presentemente bem poucos – senhores passageiros não esperam por planos de reestruturação). E com isso procurar ganhar algum do dinheiro que, consta, faz aflitivamente falta.

    O resto é marcação de posições, sindicais no caso, face ao que aí vem. Como aliás decorre de forma penosamente clara da simples leitura do comunicado sindical que deu azo a tudo isto. “Bata-se” na TAP, na sua gestão, por muitas razões. Agora, por esta…

    Até a demagogia tem limites.

    Costa

    1. Não sei se a demagogia se refere ao meu texto, mas usar porcelana numa classe executiva é mais coisa para a Emirates ou a Qatar Airways.
      A executiva da TAP pre-Covid, com loiças de faiança, cumpria e superava o que se exigia de uma classe executiva, especialmente pela genuína simpatia do pessoal de bordo.
      Querer oferecer mais do isso em tempos como os que vivemos … é coisa de quem vive num mundo paralelo.

      1. Não, claro que não se refere ao seu texto. Refere-se ao comunicado do sindicato em causa. Quanto à louça, ou porcelana ou o que se quiser, parece até que estaria já pronta para entrar em uso antes da pandemia e que terá sido esta a atrasar a sua introdução.

        Nem sei se “porcelana” será a correcta classificação dessas peças (e, repare, nem é essa a raiz da contestação sindical). Desde logo porque o peso é crucial nestas coisas (mais peso, mais combustível, mais custos). Portanto, na verdade, TAP ou Emirates ou quem seja, até não será de esperar especial qualidade ou robustez.

        Será louça nova, enfim. E admita-se – admita-se – que era (é) ou pudesse ser oportuno “refrescar” a oferta em classe executiva, também sob este aspecto. Ou então assuma-se que se quer da TAP uma empresa de tráfego “étnico”: trazer e levar o emigrante e o “tuga” puro e duro, da “mine” e do garrafão de cinco litros. Se for esse o caminho, muito bem…

        Costa

  3. É preciso ser mal-intencionado. Não se está mesmo a ver que o uso de porcelana da Vista Alegre já faz parte da nova política de participação dos dividendos pelos contribuintes. É o novo paradigma de distribuição de lucros em serviços prestados. Começa nos que viajam em executiva, por convir que o exemplo venha de cima.

    Tudo o resto é má vontade e populismo. Vendo melhor, noto até um pouco de inveja.

  4. É um investimento numa estratégia de marketing. A estratégia poderá mostrar-se certa ou errada, boa ou má. Se se mostrar certa, o investimento terá sido bom e pagar-se-á a si mesmo.

    1. Numa empresa privada isso faz todo o sentido. Na “nossa” TAP, de que nos tornamos sócios por capricho ideológico do governo, essa lógica não funciona.

      1. Faz todo o sentido toda e qualquer empresa fazer marketing. Seja a empresa pública, privada, ou cooperativa, ela tem sempre que procurar adquirir novos clientes, através do marketing dos seus serviços.
        Mal estávamos se uma empresa, só pelo facto de ser pública, ficasse de pés e mãos atados, impedida de tentar adequar os seus serviços às necessidades dos clientes, e de dar a conhecer aos potenciais clientes os serviços que oferece!

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