O Conselho Económico e Social, num país que sofre a maior queda do PIB de que há memória e regista a quarta maior contracção económica entre os 27 Estados da União Europeia, anda agora preocupado com a “linguagem inclusiva”, visando a “neutralidade de género”. Como se não lhe faltassem prioridades para emitir sinal de vida.
Quero participar neste debate. E desde já sugiro que a respeitável instituição comece por mudar de nome. Alterando o género masculino da sua designação – resquício da cultura falocêntrica e do normativo patriarcal ainda predominantes na sociedade portuguesa. Passando a designar-se Conselho e Conselha Económico e Económica e Social e Sociala.
Ou Coiso e Coisa, tanto faz.

Antigamente também havia o coisinho !
E a coisinha. Creio que ainda há.
“e se fosses brincar com a coisinha em vez de mexeres onde não deves”
Pipi é sexo feminino mas género masculino.
A língua portuguesa é muito complicada.
Já ninguém nas próximas gerações liga ao “género”.
Essa discussão é “passado”. É um caco arqueológico.
Passou a ser um assunto exclusivo de “mulheres”, “feministas” e “LGBTT2QQIAAP”.
Preocupações de quem ainda têm tarefas em redor da procriação de tipo animal, e afins.
É o marcador emocional no percurso sináptico que os liga a priori a esse assunto.
Ou seja, restos que sobraram da Humanidade.
Os olhos da humanidade têm cada vez mais maldade, por este caminho chegaremos um dia a nova ditadura disfarçada de democracia preocupada.
Pelo coisar da coisa um dia não haverá coiso !
Democracia e democracio.
A questão é que já chegámos a essa ditadura disfarçada de democracia preocupada — à ditadura dos bonzinhos ignorantes e das coisas com hashtags
Há quem jure que a origem do problema vem daí. Da dita dura.
Leopedro, tem que vir da dita dura, com a dita mole não vem nada.
Típica mentalidade falocêntrica e androcêntrica.
e Sociala
E Sociala, lembras bem.
Vou acrescentar.
Rima com generala. E alcavala.
é mais alcavala
O meu de neutro só se vê quando em ponto-morto. Mas as coisas e os coisos das coisas feministas, admito, sim, que sejam neutras e mortas.
De neutro só conheço o discurso e postura a quem tem barriga cheia e a quem enche a carteira em postos para fazer discurso neutro. E também aos que querem passar entre os pingos da chuva para não perder o arrecadado.
Podemos também sugerir a linguagem Eanes.
Conselhe Económique e Sociel, é capaz de ficar é um titulo um bocado aciganado.
Bué da fixe. Fique mais curte.
Não é só o Eanes que fale assim, toda a gente daquela região também e sem ser cigano.
Cigano de lá é cigane.
Cigana também.
Os albicastrenses não falam assim, falam achim ou axim, o Eanes é mais inclusivo.
Quem fala achim xão os de Bigeu
São os de Bigeu, e os que nasceram ao pé da Sherra, lá na região do Chentro.
Murros na mesa e pontapés na porta, atirar o barro à parede. Tudo dizeres que mostram a violência para com o género feminino.
Apoio o Jesuês como língua oficial. Limpinho, limpinha.
O idioma é uma faca de dois legumes, como se diz em jesuês.
O Jesus é o bode respiratório.
Isso é questão do forno interno.
Boa tarde, Bom tarde Pedro Correia
Estou indeciso (aqui não escrevo indecisa) entre a sua sugestão – coiso e coisa – ou a sugestão para adoptar a terminologia Eanes. Agora reparo que devia ter escrito terminologia e terminologio.
A bem da palhaçada e do palhaçado.
Saúde.
António Cabral
Ps: e se calhar vou mudar o meu “Chapéus” para “Chapéus e Chapeias” (ih…ih…)
Boa tarda e bom tardo, António Cabral.
Tardo, por aqui, é atrasado mental. Tarda não sei o que significa, a não ser vem atrasada ou atrasado. Cuidado com a língua…
Tiro ao Alvo é expressão androcêntrica.
«Tresanda a masculinidade tóxica», como diria a célebre pensadora Titania McGrath.
Isso de atentar apenas às terminações já não serve. Há que estar atento ao pormenor: a cultura patriarcal é insidiosa e está camuflada no permeio das palavras que compõe o nome da instituição (Conselho Económico e Social) num round de seis ‘o’ contra um ‘a’.
Já a expressão ‘violência doméstica’ é uma designação muito igualitária com dois ‘o’ por dois ‘a’. Estranha-se que apesar disso tenha havido 30 homicídios de mulheres num ano, na maioria dos casos no contexto da igualitaríssima expressão ‘violência doméstica’.
É uma maçada verificar que as palavras por si só não transformem a realidade, tornando-a mais justa. Enfim, imagem e palavra sem correspondência na realidade: puro bluff.
E quantos homens são violados e psicologicamente torturados e vitimas nas mãos de mulheres todos os anos.
Há alguém quer falar sobre isso ou por acaso é mentira?
Alguns tornam-se anónimos depois disso.
Depois disso e imediatamente antes de não perceberem o que lêem.
Lembra-me uma frase célebre: «Errar é o mano.» Dizia o irmão do dito.
Bem verdade. Tantas vezes dou por mim a perceber o que li dias (ou anos) depois.
” Há que estar atento” Pois eu cá digo “há que estar atenta” Ou então atent@. Que tal?
Também uso estar atenta, salvo quando a intenção é referir-me a alguém indefinido e não a mim própria.
Mas podemos sempre criar a Hashtag #háqueestaratent@.
😉
Ecoei (e deixei ligação) este teu postal no meu mural no Facebook (essa pérfida rede social), citando o primeiro parágrafo. E juntei-lhe este meu desabafo, juntamente com imagem da notícia do Expresso que exemplifica várias das mudanças propostas pelos patetas do CES:
Ao que noticia o Expresso os membros do Conselho adiaram a proposta, devido ao momento pandémico – “parece mal” avançar agora, percebe-se-lhes a preocupação. Apesar da insistência do seu nº 1 (Francisco Assis, que alguns insistem em ver como “o PS bom” – tal como também o dizem de Sousa Pinto, o então jovenzinho inventor dos “temas fracturantes” – como isso não seja um oxímoro: o PS é um curral de bodes, cabras e cabritos, não há ali qualquer virtude).
Esta campanha da “purificação” da língua é tão intelectualmente indigente que é abjecta. Moralmente abjecta, pois é imoral as pessoas serem tão militantemente estúpidas. E nisso seguindo convictas.
E tem requebros pungentes. Esta tralha que o Conselho Económico e Social apresenta é apenas chicoteável. Em nome de uma “linguagem inclusiva” que apague as discriminações de género, a qual dizem necessária para combater desigualdades, estes cabritistas propõem-se substituir termos no masculino genérico (ex: os sportinguistas) por termos compostos no feminino genérico (ex: a população sportinguista).
Estes cabritos são remunerados pelo Estado. E influenciam a sociedade. E é isto que produzem, pois é isto que pensam. E é isto que desconhecem. Que escumalha imunda são.
(Adenda: este é o meu mural. Se me aparecer aqui algum imbecil feminista a argumentar em prol da “linguagem inclusiva” irá Tarpeia abaixo)
Impressionante o seu comportamento pré histórico machista, nem um astrolopiteco pensa hoje assim.
Joaquim Rita
machista ou marxista?
Uma verdadeira tragédia!
machista, marxista e Sportinguista
Sô Rito, piteco dos astros é feminino ou masculino?
É de Pardalada!
Joaquim Rita
Bem me parecia, boçal na grafia, boçal na mente
Felizmente há quem não se detenha por interpretações simplistas:
“Esse condicionamento não é uma questão de mau gosto, excentricidade ou maluqueira mas sim uma utilização da linguagem com um objectivo: impor através do controlo da expressão verbal modelos de sociedade que rejeitamos.”
(Helena Matos in Observador)
Felizmente há quem não goste de complicar!
No fundo são tudo excentricidades de complexados com mentes vazias.
Rui Armando( sem abrigo)
Quem “complica” identifica uma ameaça e, subentende-se, exorta ao seu combate.
Quem “simplifica” desvaloriza a ameaça – são tudo excentricidades – e, subentende-se, aconselha a inactividade.
Desconhecia a intervenção de sem abrigos no DO, mas activistas do pós-modernismo, há alguns.
Isto já nem à chapada vai lá.
Como diria um célebre craque da bola, «o difícil, como vocês sabem, não é fácil».
Difícil, difícil é encontrar o fácil.
Estes camelos serão filhos/as da p..a, ou filhos/filhas do p..o?…ou ambos/as ?
JSP
Há outra hipótese. A de serem dromedários.
Temos de ver as coisas pelo lado positivo.
Deixa de haver artigos femininos e masculinos.
Deixa de haver substantivos femininos e masculinos.
Deixa de haver adjectivos femininos e masculinos.
Deixa de haver verbos femininos e masculinos.
E do novo Acordo Ortográfico de 1990 só fica o 1990. Fixe.
Deixa de haver governo?
É, passa a haver regime.
É fundamental haver regime. Para evitar o peso a mais.
Mas neste regime, com o confinamento, os fundamentalistas ficaram mais gordos.
Aqui, neste caso, entre à Eanes governe, para não ser governo nem governa.
Disparates.
Há que distinguir entre o masculino e feminino aplicados a coisas e o masculino e o feminino aplicados a pessoas.
Não há mal nenhum em que coisas sejam femininas os masculinas. Por exemplo, em português o Sol é masculino e a Lua é feminina; em alemão é exatamente o contrário, mas nenhum mal há nisso, pois todos sabemos que o Sol e a Lua não são pessoas, são coisas.
Portanto, também não há mal nenhum em que o Conselho Económico e Social seja masculino, ou que a Comissão Económica e Social seja feminina. Trata-se de coisas.
Já quando se fala “dos diretores de empresas” ou “dos ministros”, estamos a referir-nos a pessoas, e devemos ter mais cuidado, porque também há diretoras de empresas e ministras.
É preciso ter cuidado com as ministras?
É (mas sejamos justos, não só). A experiência crescente demonstra-o de forma exuberante.
Costa
«Só alcançaremos a verdadeira igualdade quando as mulheres forem mais valorizadas do que os homens.»
Palavras da pensadora ecofeminista radical Titania McGrath, activista anti-heteronormativa.
Não conhecia a preclara figura (agradeço-lhe a referência). De modo que fui fazer aquilo que se tornou já um consagrado verbo da novilíngua vigente. E ri um bom bocado. Um intolerável, binário, masculino, machista, heterossexual, cristão, branco, patriarcal (perdoe, peço-lhe humildemente, o chorrilho de evidentes redundâncias que aqui deixo) e inaceitavelmente retrógado riso.
O problema é que essa paródia bem lhes pode dar ideias. Coisas nela haverá bem perto – se o não forem já – de ser metódica e militantemente propaladas, e erguidas ao estatuto de Verdade, pelas madrassas inclusivas que por aí florescem generosamente sustentadas pelo dinheiro dos meus impostos.
Ah, “o dinheiro dos meus impostos”. Pois é verdade, à lista de ignomínias reaccionárias, acima, há que acrescentar a fatal, aquela que tudo engloba, tudo excede, a consagração do Mal: “populista”. E com isso a mim já nem o mais severo campo de reeducação ou a mais humilhante e pública autocrítica poderão valer.
Costa
A ala mais radical da “interseccionalidade antipatriarcal”, no combate sem tréguas à “heteronormatividade”, proclama a «cadência primigénia do ciclo menstrual».
Só não chega a ser assustador porque mal se percebe o que esta treta significa.
Então o masculino e o feminino aplicado a coisas não é o mesmo masculino e feminino aplicado a pessoas?
Estamos ou não a falar do mesmo género?
“Masculino e feminino” são noções ultrapassadas. Próprias de mentalidade heteropatriarcal de supremacistas brancos.
As mais recentes investigações em Estudos de Género revelam a inexistência de diferenças biológicas entre homem e mulher.
Eu ainda sou do tempo em que se estudava biologia e zoologia, e que eu me lembre sempre houve diferenças biológicas entre o homem e a mulher. E tenho uma em casa e sei bem o que é a diferença quando ela me manda lavar a loiça.
Este seu comentário, mais ainda do que os anteriores, coloca-o sob a mira do activismo interseccional radical e da militância hiperinclusiva anti-falocêntrica.
Prepare-se para o embate. Com aquelas activistas que já utilizam a expressão «não-mulheres» para aludir aos homens.
E os não binários, como é que os inclui? Inacreditável como ainda se pensa em binários nesta sociedade. Mais uma prova de que a luta mal começou. Conselhx Economicxe Sociale/x.
Não tarda vai impor aquelx conversx dx supostx validade dx métodx científicx e da superioridade face ao saber indígena.
Pois, há os não-binários. E as não-binárias. E vice-versa.
“E vice-versa.”
E vice-verso.
Eu levo isto muito a sério.
E à séria.
“Conselhx Economicxe Sociale/x.”
Ó Marta. eu vou deixar de falar. Assim nunca digo asneiras (só as penso). O silêncio é de ouro. E calo-me antes que saia bacorada.
Içço. Primeiro deixamos de escrever, depois de falar e, depois, de pensar. Que parece ser exactamente o que estes fascizóides da novilingua inclusiva pretendem. Com sorte, podemos usar os emojis devidamente aprovados por uma qualquer comissão para a igualdade, diversidade e inclusão.
Por algo eram Asterix e Obelix, e não Asterisco e Obelisco. Muito à frente do seu tempo.
Fixe. Quero dizer: fix.
“Como se não lhe faltassem prioridades para emitir sinal de vida.”
Esta é a prioridade porque mudança da linguagem definirá o Poder durante década de quem a faz e aplica.
É um assalto cultural ao Poder.
Culpa do Marx. Que era homofóbico, misógino e supremacista cis.
Ou coise e coise. O género fica por conta da imaginação.
Uma coisa em forma de assim, como dizia O’Neill.
Não lhe faltariam ideias para novos epigramas, se ele ainda cá andasse.
Se um dia acabarem com o coiso acaba-se com o direito a coisa.
A propósito de acabar…
«A proporção de homens deve ser reduzida e mantida aproximadamente em 10% da raça humana», observou a ilustre pensadora Sally Miller Gearhart, uma das gurus do “lesbianismo político” mais radical.
Dá que pensar!!!