Coisas verdadeiramente importantes


Pedro Correia,

“Uma praga de melgas está a perturbar as férias dos turistas na zona de Armação de Pera, no Algarve. Os insectos surgem normalmente à noite e estão a suscitar queixas quer dos turistas quer dos próprios empresários e comerciantes. Queixas enviadas tanto para as autarquias como para as autoridades da saúde.”

Lançamento de uma notícia que hoje preencheu sete minutos do Jornal da Tarde, da RTP

26 comentários em “Coisas verdadeiramente importantes”

  1. Mas não era suposto as melgas estarem na Comporta por causa dos pobrezinhos?
    Bolas, já não se fazem mais pragas como antigamente! …

    Pragas agora só com GPS… ao que isto chegou…

    1. Vejam esta, que assenta que nem uma luva a certas políticos:

      “É do tipo “esquecido” que tem dificuldade em lembrar-se de todas as coisas que tem que fazer?

      Tropeça nos números, perde-se com as horas, esquece as datas importantes e, por vezes, as outras também?

      Já lhe aconteceu ficar frente ao multibanco sem se lembrar do código?

      Já se viu em situações embaraçosas em que encontra pessoas que conhece mas cujo nome, tragicamente, lhe escapa por completo?

      Passa horas infindas à procura das coisas sem saber onde deixou as chaves, os óculos, ou o telefone?

      Não se preocupe, há uma solução para si.”

      Anúncio de Memofante!

  2. E das mosca da velha mula ninguém trata?

    Merco besta corrida por meio saldo de mula manca
    A arrastar o estribo albarda caída de cilha folgada
    Ossada bicuda a furar a pele traseira toda empenada
    Cabresto aos nós corda roída que os abanos desanca

    Moscas no lombo prontas ao ninho atrás das orelhas
    Aos solavancos soltando sonoros imundos a cada patada
    Cascos moídos feitos em farelo sem cangalha amarrada
    Lá vai ruminando a palha curtida de gastas gorpelhas .

    Pelo sumido ensebado basta ajeitar-lhe os sarilhos
    Rebarbar-lhe os cascos para lhe calçar uns meotes
    Que de crinas assoveladas ensaia logo uns pinotes
    No arrasto do chocalho o estafermo foge aos trilhos

    Dente arreganhado cor de feno cata-vento no roncar
    O fedor podre que expele de tanta névoa nem cheirá-lo
    Não nos contam os arreios se é burro mula ou cavalo
    Mas tem qualquer ferradura pronto coice para dar

    1. Vem a propósito. Mas tenho para a troca. Aqui vai:

      «O rei dos animais, o rugidor leão,
      Com o porco engraçou, não sei por que razão.
      Quis empregá-lo bem para tirar-lhe a sorna
      (A quem torpe nasceu nenhum enfeite adorna):
      Deu-lhe alta dignidade, e rendas competentes,
      Poder de despachar os brutos pretendentes,
      De reprimir os maus, fazer aos bons justiça,
      E assim cuidou vencer-lhe a natural preguiça;
      Mas em vão, porque o porco é bom só para assar,
      E a sua ocupação dormir, comer, fossar.
      Notando-lhe a ignorância, o desmazelo, a incúria,
      Soltavam contra ele injúria sobre injúria
      Os outros animais, dizendo-lhe com ira:
      «Ora o que o berço dá, somente a cova o tira!»
      E ele, apenas grunhindo a vilipêndios tais,
      Ficava muito enxuto. Atenção nisto, ó pais!
      Dos filhos para o génio olhai com madureza;
      Não há poder algum que mude a natureza:
      Um porco há-de ser porco, inda que o rei dos bichos
      O faça cortesão pelos seus vãos caprichos.»

  3. Andam lá por perto bandos de osgas e cagarras!

    O SNL ( Serviço Nacional de Limpeza) está a pau! Os “almeidas” ( Técnicos de Limpeza Urbana) estão superiormente autorizados a empanturrarem-se de tintol…”

  4. Isto das melgas não é inconstitucional?
    Se ainda não é, façam um apêndice e tornem as melgas inconstitucionais pois assim o problema fica resolvido.

  5. Pois eu ouvi hoje uma jornalista dizer na televisão esta frase igualmente interessante: “Desejo-lhe um resto de final de dia”. Fiquei a pensar se ela saberá de alguma coisa que me escapa, quanto à probabilidade de eu chegar viva à noite…

  6. E no Telejornal também! Uma reportagem miserável, com entrevistas miseráveis, a pessoas que se viam obrigadas a jantar mais cedo (tadinhas) por causa das melgas. E com proprietários de restaurantes a queixarem-se dos maus negócios… por causa das melgas, claro (um deles, quase se descaiu, ao dar a entender que o ano passado também tinha sido mau, apesar de não ter havido tanta melga). Embora eu não tenha medido o tempo, poderia jurar que foram mais do que sete minutos!

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *