“Uma praga de melgas está a perturbar as férias dos turistas na zona de Armação de Pera, no Algarve. Os insectos surgem normalmente à noite e estão a suscitar queixas quer dos turistas quer dos próprios empresários e comerciantes. Queixas enviadas tanto para as autarquias como para as autoridades da saúde.”
Lançamento de uma notícia que hoje preencheu sete minutos do Jornal da Tarde, da RTP

Mas não era suposto as melgas estarem na Comporta por causa dos pobrezinhos?
Bolas, já não se fazem mais pragas como antigamente! …
Pragas agora só com GPS… ao que isto chegou…
Notícia ainda mais importante é a ausência de certas melgas, que “surgem normalmente à noite” na televisão – de Caminha a Vila Real de Santo António.
Vejam esta, que assenta que nem uma luva a certas políticos:
“É do tipo “esquecido” que tem dificuldade em lembrar-se de todas as coisas que tem que fazer?
Tropeça nos números, perde-se com as horas, esquece as datas importantes e, por vezes, as outras também?
Já lhe aconteceu ficar frente ao multibanco sem se lembrar do código?
Já se viu em situações embaraçosas em que encontra pessoas que conhece mas cujo nome, tragicamente, lhe escapa por completo?
Passa horas infindas à procura das coisas sem saber onde deixou as chaves, os óculos, ou o telefone?
Não se preocupe, há uma solução para si.”
Anúncio de Memofante!
Dará para usar Memofante numa loja de porcelanas? Não me recordo.
E das mosca da velha mula ninguém trata?
Merco besta corrida por meio saldo de mula manca
A arrastar o estribo albarda caída de cilha folgada
Ossada bicuda a furar a pele traseira toda empenada
Cabresto aos nós corda roída que os abanos desanca
Moscas no lombo prontas ao ninho atrás das orelhas
Aos solavancos soltando sonoros imundos a cada patada
Cascos moídos feitos em farelo sem cangalha amarrada
Lá vai ruminando a palha curtida de gastas gorpelhas .
Pelo sumido ensebado basta ajeitar-lhe os sarilhos
Rebarbar-lhe os cascos para lhe calçar uns meotes
Que de crinas assoveladas ensaia logo uns pinotes
No arrasto do chocalho o estafermo foge aos trilhos
Dente arreganhado cor de feno cata-vento no roncar
O fedor podre que expele de tanta névoa nem cheirá-lo
Não nos contam os arreios se é burro mula ou cavalo
Mas tem qualquer ferradura pronto coice para dar
Vem a propósito. Mas tenho para a troca. Aqui vai:
«O rei dos animais, o rugidor leão,
Com o porco engraçou, não sei por que razão.
Quis empregá-lo bem para tirar-lhe a sorna
(A quem torpe nasceu nenhum enfeite adorna):
Deu-lhe alta dignidade, e rendas competentes,
Poder de despachar os brutos pretendentes,
De reprimir os maus, fazer aos bons justiça,
E assim cuidou vencer-lhe a natural preguiça;
Mas em vão, porque o porco é bom só para assar,
E a sua ocupação dormir, comer, fossar.
Notando-lhe a ignorância, o desmazelo, a incúria,
Soltavam contra ele injúria sobre injúria
Os outros animais, dizendo-lhe com ira:
«Ora o que o berço dá, somente a cova o tira!»
E ele, apenas grunhindo a vilipêndios tais,
Ficava muito enxuto. Atenção nisto, ó pais!
Dos filhos para o génio olhai com madureza;
Não há poder algum que mude a natureza:
Um porco há-de ser porco, inda que o rei dos bichos
O faça cortesão pelos seus vãos caprichos.»
Andam lá por perto bandos de osgas e cagarras!
O SNL ( Serviço Nacional de Limpeza) está a pau! Os “almeidas” ( Técnicos de Limpeza Urbana) estão superiormente autorizados a empanturrarem-se de tintol…”
E vespas também. Eu próprio já vi um ministro andar de vespa.
Isto das melgas não é inconstitucional?
Se ainda não é, façam um apêndice e tornem as melgas inconstitucionais pois assim o problema fica resolvido.
E os melgos não picam? Noto discriminação de género nesta notícia.
O que eu me ri ao ler este post!!!
Custa a crer que foi mesmo numa peça jornalística…
Parecia os Malucos do Riso, André.
Pois eu ouvi hoje uma jornalista dizer na televisão esta frase igualmente interessante: “Desejo-lhe um resto de final de dia”. Fiquei a pensar se ela saberá de alguma coisa que me escapa, quanto à probabilidade de eu chegar viva à noite…
Quando elas falam assim, nesse tom intimista, nunca sei se estão a falar contigo ou comigo, Ana.
E eu li ” um par de melgas…” e já estava a ver o Pedro e o Aníbal a melgarem os turistas…
Se Cavaco passa férias na praia da Coelha, Passos não deveria passá-las na praia da Cavaca?
Eheheh!!! Muito bom!
Só ouvi as queixas dos banhistas e fiquei sem saber das razões das melgas.
‘Tá mal. Convém ouvir sempre os zumbidos das duas partes.
Que BOM encontrar gente com boa disposição e sentido de Humor!!! 🙂
Quem não almoçava ali era eu. Em vez de arroz de tremelga saía-me arroz de melga.
O Marocas vai para a dos Tomates!!!
Vai ou Vau?
E no Telejornal também! Uma reportagem miserável, com entrevistas miseráveis, a pessoas que se viam obrigadas a jantar mais cedo (tadinhas) por causa das melgas. E com proprietários de restaurantes a queixarem-se dos maus negócios… por causa das melgas, claro (um deles, quase se descaiu, ao dar a entender que o ano passado também tinha sido mau, apesar de não ter havido tanta melga). Embora eu não tenha medido o tempo, poderia jurar que foram mais do que sete minutos!
Durou tanto tempo, enquanto almoçava, que até comecei a chamar melga à malga…