Na sexta-feira passada, o jornal Sol publicou um texto de Jaime Nogueira Pinto, de homenagem a Maria José. Entre vários aspectos, falava de como Maria José Nogueira Pinto tinha encarado a obrigação de despedir um certo número de pessoas. Na altura, chamou os funcionários em causa, e interessou-se pelo seu destino, seu e das suas famílias. Porque havia um sentido de responsabilidade enquanto pessoa – e enquanto cristã – que a impelia a esse cuidado, a esse interesse. Ao despedir aquelas pessoas, recaía sobre ela um peso diferente, e soube honrá-lo.
Hoje, descubro pelo telejornal que uma empresa transportadora despediu 136 homens e mulheres por sms. Assim, sem qualquer espécie de dignidade. Como se todos, administradores e trabalhores, fossem bestas não humanas. E a morte de Maria José Nogueira Pinto, e o seu sentido de justiça, parece ainda mais triste.

Inteiramente de acordo, Ana. O texto de Jaime Nogueira Pinto era notável, a vários títulos. Guardei-o, a par com o último artigo da Maria José.
Que diferença abismal, Ana! Humanidade versus insensibilidade total. Sinais de tempos… tristes.