Viver em sociedade é um desafio porque às vezes ficamos presos a determinadas normas que nos obrigam a seguir regras limitadoras do nosso ser ou do nosso não-ser…
Quero dizer com isso que nós temos, no mínimo, duas personalidades: a objetiva, que todos ao nosso redor conhece; e a subjetiva… Em alguns momentos, esta se mostra tão misteriosa que se perguntarmos – Quem somos? Não saberemos dizer ao certo!!!
Agora de uma coisa eu tenho certeza: sempre devemos ser autênticos, as pessoas precisam nos aceitar pelo que somos e não pelo que parecemos ser… Aqui reside o eterno conflito da aparência x essência. E você… O que pensa disso?
Que desafio, hein?
“… Nunca sofra por não ser uma coisa ou por sê-la…”
Perto do Coração Selvagem – p.55

“sempre devemos ser autênticos, as pessoas precisam nos aceitar pelo que somos e não pelo que parecemos ser”
Mas como se ninguém sabe aquele que é? Resta-nos sermos aqueles que não somos. E desde que acreditemos genuinamente que somos o que não somos desconheceremos a ansiedade do espelho. E no fim é só isto que importa. Tornar a novela real e realidade novela
Ora aí está um fenómeno que há muito me intriga!
Embora praticamente não leia ficção desde os estudos secundários (acho até que as pessoas leem demais e refletem de menos), leio e oiço diariamente muita informação e participo em fóruns diversos e não me lembro de alguma vez ter encontrado este tema colocado assim com esta acuidade.
Parabéns!
E para comprovar a declaração/exclamação com que comecei este comentário vou transcrever uma pequena reflexão que há uns tempos escrevi:
“Afinal, quem sou eu?!…
Comigo, é assim!
Há uma contradição entre o que penso e sinto que sou e o que os outros dizem que eu sou.
Uma contradição que resiste aos factos e aos meus esforços.
Uma contradição tal que transforma em defeitos as minhas maiores virtudes e ignora ou até transforma em forças as minhas fraquezas.
E, se é verdade que procuro disfarçar as minhas fraquezas, nada faço, pelo contrário, para encobrir as minhas virtudes.
Como é possível?!…”
João de Brito
Quando nos interrogamos de quem ou como verdadeiramente somos, infalivelmente a resposta será que somos as melhores pessoas do mundo, as mais cordiais e sensíveis, as mais abnegadas e preocupadas com o que aflige o mundo.
Na verdade há duas qualidades de sinceridade. A nossa e a dos noutros.
A nossa é sempre honesta e verdadeira e todos podem confiar nela. A dos outros claro está que é tudo falsidade
Por isso quando nos dirigimos aos outros a sinceridade é muito importante. Primordial, até.
Se se conseguir fingir-se tê-la, tá feito.
Que é assim a modos de como quem diz. Não importa sê-lo desde que se possa parecê-lo.
Bom fim-de-semana