Citação clássica (2).


Luís Menezes Leitão,

Sobre isto, resta-me mais uma vez recordar a sabedoria dos antigos: “Donec eris felix, multos numerabis amicos; tempora si fuerint nubila, solus eris” (Ovidius, Tristia, I, 9, 5,).

34 comentários em “Citação clássica (2).”

    1. Felizmente, a superioridade moral da Imelda Pinto de Sousa não lhe permite errar. É filosoficamente impossível

  1. Costa já deu a volta ao Sócrates, custou…foi mais difícil do que dar a volta ao SEGURO, ao BE e ao PCP:

    Como não foi difícil dar a volta ao Passos, e a nós todos, e ao próprio Marcelo.

    Jogatana

  2. Tenho por norma ler primeiro e ver autoria depois, sempre que possível e tratando-se de artigos de opinião.

    E o artigo está bem escrito, faz uma abordagem equilibrada e razoável.

    Mas quando cheguei à autoria…
    Ena cum caneco!!!!!
    Aquilo não era artigo bem escrito e abordagem equilibrada, é mas é um “coitadinha de mim que fui enganada”!!! PQP *

    Mas o texto do Luís Menezes Leitão está ali como alerta, portanto a responsabilidade é minha, não do Luís – a quem peço dsculpa por lhe ter subestimado o aviso.

    * Para Quando a Penitência

  3. a conduta descrita implica questionar por que carga de água um empresário pagaria, durante tanto tempo e sem aparente limite, as despesas de um amigo

    O empresário Friedrich Engels pagou durante muitos anos e sem aparente limite as despesas do seu amigo Karl Marx. Ainda hoje não se sabe explicar porque carga de água o fez. Mas não foi certamente por corrupção.

      1. Longe de mim querer dizer mal de Engels.
        Já de Marx muita gente diz mal mas, curiosamente, ele nunca foi investigado nem acusado de corrupção e lavagem de dinheiro pelo Ministério Público por andar a receber dinheiro do seu amigo.
        Ainda bem que o Ministério Público não fez nada disso, porqe provavelmente nada de mal acabaria por conseguir provar.
        O meu palpite é que, dado que a Justiça portuguesa é bem mais rigorosa do que a brasileira, com Sócrates passar-se-á o mesmo que se teria passado com Marx.

    1. Friedrich Engels nunca soube o valor real do dinheiro. Herdou-o do pai.
      Cambada da parasitas e boémios….os socialistas só sabem gastar o dinheiro dos outros….Ouço aplausos ?

  4. Já que estamos em onda de citações, na expectativa que Sócrates possa ler, quero deixar aqui uma que espero lhe dê forças:
    “O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós”. (Sartre)

    Uma vez que os coitadinhos esquerdistas, pseudo-humanistas e modernistas, em particular o PS e o BE e alguns outros de grupúsculos que se constituem em lóbis, se preparam para debater mais uma lei da matança, dita eutanásia, a última frase que aqui deixo vai como reflexão sobre a vida e a morte:

    “O que não é terrível não é sofrer e morrer, mas morrer em vão”. (Sartre)

    Espero que os grupúsculos esquerdistas coitadinhos modernistas fiquem conscientes que o Reino da Verdade também se defende pela espada. E estou em crer que, por seu próprio desafio, se está a aproximar o momento de a desembainhar. Os grupúsculos políticos e os coitadinhos esquerdistas modernistas querem moldar a sociedade. Eles não entendem que a fórmula do Amor é: 1+1=1. Como a via dos ditos é a subtracção, eu não tenho dúvidas que algo, por todo o mundo, vai ser feito para os impedir.

    O assassinato do pequeno Alfie não foi em vão:
    https://www.diariodominho.pt/2018/05/04/alfie-bebe-assassinado-legalmente/

    1. Que raio, Vento! Nem parece seu. Então vai pegar nas citações de um discípulo de Nietzsche?

      Essa malta do Existencialismo, partiu do:

      Gott-ist-tot

      1. Que raio, Emborcador. Não sabe que o existencialismo tem profundas diferenças entre si? O seu oposto é o materialismo.

        O problema que se patenteia em Nietzsche não é a sua afirmação sobre “a morte de Deus”, que já se encontrava em George Hegel, um idealista. Essa afirmação colhe o que colhe perante a falta de evidências. Todavia acredito que Deus tenha falecido em seu autor e, com todos os esforços que fez para o demonstrar, ressuscitou Deus. No fundo Nietzsche, por ignorância, associou o cristianismo à moral da sua época. E partindo dessa ignorância avançou rumo ao desconhecido.
        Porém ele aborda em sua concepção filosófica a subalternidade e o preconceito de classe, que não serve de argumento sólido e credível para o fim que ele pretendeu atingir. Em conclusão a sua filosofia, neste particular, não demonstrou nada mais do que a evidência pode alcançar. Relativizou conceitos através da subjectividade.
        Ora, todos sabemos que a objectividade e/ou subjectividade de um pensamento depende da forma como cada um o direcciona. Em “Assim falava Zaratrusta” ele não deixou de expressar a mística que habita o Homem. Concretamente Nietzsche pretende derrubar os ídolos e revolta-se contra Deus, quando o que está em causa é o Homem. Como abrir caminho para o super-Homem?

        Portanto, o cristianismo não é moral. A moral é o que os fracos concebem, tal como hoje os coitadinhos esquerdistas e modernistas fazem em nome de um pseudo-humanismo, para suscitar a adesão à sua ignorância. Aliás, foi em nome da ignorância e dos ignorantes que na expiação da Cruz o Cristo solicita o perdão do Pai.
        Por outro lado, a “individualidade irredutível” em Nietzsche nada mais é que a acusação de hipócritas que Jesus faz aos fariseus. Hipócritas eram actores que usavam máscaras para desempenhar o seu papel. O que está em causa na “individualidade irredutível” são as máscaras.
        O “imperativo categórico” em Nietzsche é não perceber que a liberdade do ser estende-se na liberdade de outro ser. O que denota que ele, através de seu pensamento, pretendia alcançar o que criticava. Comprova isto o seu pensamento sobre a “moral superior”. Mais ainda, Nietzsche sem se dar conta estava a recriar Deus.
        Concluindo, como em Nietzsche o mundo não tem ordem, não tem forma, estrutura e inteligência a finalidade de seu pensamento é uma angústia existencial.
        Mas ele, Nietzsche, teve sorte em ter vivido naquela época, porque, com o colapso mental que sofreu, talvez estivesse na fila para o fim de todos os que não dão garantias de viver com “dignidade”. É esta a forma com que alguns pretendem que se viva a existência.

        Sartre, tal como outros, não deixa de beber no cristianismo as máximas que faz como suas. Mas recebe a influência de Camus, com quem corta mais tarde, que, em “o Homem revoltado”, não poupa duras criticas ao comunismo e stalinismo. Aliás, logo após o Maio de 1968, já Camus estava morto, e por base no Maio de 68, o grande pensador cristão e comunista, Roger Garaudy, também assim procede em relação ao PCF, e em particular a Marchais, mas também contra Stalin e a traição movida a Dubcek.

        Por último, e continuando a responder a seu comentário: faz parte do cristianismo aproveitar o que for melhor.

        1. “Deus não existe e é necessário levar esse facto às últimas conseqüências”

          Sartre, O Existencialismo é um Humanismo.

          Estou em desacordo total quanto à sua análise de Nietzsche.

          A filosofia de Nietzsche é um proto-darwinismo social. Darwin e a Teoria da Evolução têm um fundamental papel na filosofia de Nietzsche . Daí ele afirmar que toda a Moralidade do cristianismo é anti-natural – o aristocrata distingue -se do servo por substituir o “tu Deves” pelo “Eu Quero”.

          (À semelhança de Freud, que afirmava que o mal estar civilizacional provinha de um super ego – do “tu deves cristão ” – desumano – anti-natural ).

          A mística de Nietzsche provém mais do filósofo ser um dos maiores Poetas de língua alemã. O aforismo presta-se a isso. Ao paradoxo e à sentença breve.

          O cerne da filosofia de Nietzsche, radicalmente materialista, como Hegel, é querer libertar o Homem da Obrigação de Deus. Tornar o Homem comandante da sua Vontade. Dono do seu Destino. “Eu quero” seria o seu mantra .

          O que diz a tua Consciência? – “Torna-te aquilo que és” – Nietzsche, Gaia Ciência

          Nietzsche despreza os “porquês”da Vida. Para ele o que conta é o que há. O Super-Homem aquele que prossegue a sua vontade independentemente da crítica da moral e costume social. Ele é um Criador, um Artista, de Valores.

          “É chamado de espírito livre aquele que pensa de modo diverso do que se esperaria com base em sua procedência, seu meio, a sua posição, ou nas opiniões que predominam no seu tempo. Ele é a excepção. Os espíritos cativos, a regra; […] De resto, não é próprio da essência do espírito livre ter as opiniões mais correctas, mas sim ter- se libertado da tradição, com felicidade ou com um fracasso. Normalmente, porém, ele terá ao seu lado a Verdade, ou pelo menos o espírito da busca da verdade: ele exige razões; os outros, fé.

          1. Eu segui o raciocínio de Nietsche relativamente a parte de seus pensamentos, aqueles que citei.
            O que é a moralidade do cristianismo? O que ele fez foi reproduzir um pensamento com base nas evidências de sua época. E ao procurar recriar o Homem ele aproxima-se do cristianismo, que é a sua área de combate, através do “eterno devir”. Mais ainda, este devir, que é de carácter ontológico, aproxima-se ao cristianismo em duas substantivas afirmações de Jesus: “Eu vim lançar fogo à terra” e “necessário vos é nascer de novo”.
            A afirmação que melhor me ocorre para definir este “fogo” encontra-se em Heráclito na observação que faz deste elemento: “Transformando-se, repousa”.

            Mais ainda, Nietzsche, ao dissertar sobre a “vontade de Poder”, dá a impressão de desconhecer o cristianismo. Eu dir-lhe-ia que lesse e interpretasse o Sermão da montanha. A filosofia de Nietzsche é produto da moral em que se integra e não do cristianismo.

            Em “Assim falava Zaratrusta” . note-se que o orientalismo influenciava o pensamento da época – Nietzsche vai buscar também a ideia angular do cristianismo, que é influenciar a vida ao invés de se deixar influenciar por esta. Ele busca uma vida eterna diferente desta vida, vivendo-a nesta vida. A poética em Nietzsche é fruto da sua contemplação do zoroastrismo.
            .
            Aliás, já tive oportunidade de lhe referir que transcender, no cristianismo, significa elevar-se acima do meio, da cultura e da educação que é proposta. O Homem é produto disto. Por isto mesmo: “Quem não odiar seu pai, sua mãe, seus irmãos e até mesmo sua própria vida não é digno do Reino”.. O odiar aqui entra como rejeição do que se toma como bom e certo.
            Em Gasset surge a afirmação: “eu sou eu mais a minha circunstância. Se não a salvo a ela, não me salvo eu”.

            Portanto, a fé é um domínio da razão, não lhe é subalterna; ilumina-a. Deus não é uma obrigação no cristianismo, é um caminho que o Homem encontra em si mesmo: “Deus mais intimo no meu intimo”. Ainda mais, numa outra variante: “O que te fez sem ti não te salvará sem ti”.

            A vida eterna não é um lugar, é uma condição. Esta Eternidade contém o espaço e o tempo em si mesma; é um eterno presente. “Vencer o mundo” é vencer os condicionalismos que impedem de aqui se chegar. A outra dimensão é aquela que cada um quiser imaginar ou a que a Graça lhe proporcionar.

          2. É uma opinião, Vento. Contudo julgo que o homem, que escreveu o Anticristo, se revoltaria se o lesse, a si.

            “O cristianismo é uma metafísica do carrasco.”

            “Quanto mais próximo se está da ciência, maior o crime de ser cristão.”

            Contudo psicanaliticamente o ódio de Nietzsche ao cristianismo poderá relacionar-se com duas experiências infantis:

            1 – O pai de Nietzsche ter sido Pastor.
            2 – O pai ter morrido cedo, quando Nietzsche era criança.

            E:

            3 – A solidão, e as más experiencias amorosas, com Lou Salomé (interpretação freudiana); Ter sido criado sem figura paterna

            Se tiver pachorra, por ele e por mim, leia a Genealogia da Moral.

            Em Nietzsche a compaixão e a misericórdia são as absolutas heresias….embora no credo Nietzschiano, como no do Nazareno, tudo se possa encontrar.

            ” A compaixão opõe-se, de modo geral, à lei da evolução, que é a lei da selecção. Ela conserva o que está maduro para o soçobro, ela luta em favor dos deserdados e dos condenados pela vida. Ela dá à própria vida um aspecto sombrio e questionável através da abundância dos fracos e deserdados de todo o tipo, conservando-os ainda vivos.”

            Os nazis tiveram aqui a sua justificação “moral”

            PS: Nietzsche, no final da vida, na febre da loucura, assinava as suas epistolas como o “Crucificado”. Talvez dele nunca se tenha libertado…humano, demasiado humano

          3. Meu caro, como refere, seria a opinião de Nietzsche em relação a mim. Sobre parte do seu pensamento, e baseado nas citações, e no contexto em que ele as inseriu, está é a minha opinião até que me demonstrem inequivocamente o contrário.

            Sim, a abordagem que faz, a da psicanálise, é uma outra variante. Mas eu não quero ir por aí. Sartre também tem uma origem parecida. Talvez os modelos familiares tenham impulsionado algumas, ou parte, ou a totalidade de suas teorias.
            Nietzsche, na sua “individualidade irredutível”, infere essas prerrogativas como heréticas, a da compaixão e misericórdia.
            Por isto eu lhe referi que a liberdade de cada um estende-se à liberdade do outro. Consequentemente, é este ser gregário do Homem que determina a compaixão; com-paixão pelo próximo e pelos que nos estão próximos. É esta capacidade de sofrer com que nos torna diferentes do animal. O animal também sabe, mas não sabe que sabe. Por isto é diferente de nós. A lei da selecção aplica-se aqui. A da evolução ao Homem, pelo Conhecimento e Saber.

            A misericórdia é o abismo que qualquer médico em sua profissão entende para poder mergulhar na miséria, com coração (misericórdia), e aí levar alívio e até mesmo libertação. A misericórdia começa pelo acolhimento. Por isto mesmo Jesus afirma: “Eu vim para os que estão doentes”.

            A sua última afirmação confirma a minha perspectiva sobre Nietzsche.

            Obrigado pela sugestão.

          4. “O animal também sabe, mas não sabe que sabe”

            A Consciência da consciência.

            Quanto aos médicos e a misericórdia muito cuidado tem de ter para não enlouquecerem com o sofrimento dos outros. Daí a “capa”, estereotipada, da indiferença. Contudo é um mecanismo de sobrevivência, saber-se até onde se pode ir na empatia para com o doente. Sobretudo crianças! Demasiada empatia, pode conduzir ao abismo!

          5. Onde se lê, Nietzsche, na sua “individualidade irredutível”, por favor, leia-se no seu “Imperativo Categórico”…

    2. O caro Vento vai passar à clandestinidade, assumir a guerrilha, assim a modos de um moderno Remexido, para combater os infiéis que permitem a eutanásia? Estimo, Vento! Isso é que é coragem! Mate-os a todos!

      1. Não brinque! Até há pouco tempo existiam Movimentos Cristãos Pró-Vida que colocavam bombas nas Clinicas onde se praticavam abortos. Ainda morreram uns quantos médicos…

        USA – Bomb blast outside abortion clinic

        https://www.youtube.com/watch?v=La5qhdIU1-E

        Contem comigo para fazer explodir. Os motivos serão para mim sempre fúteis

      2. Não ando clandestino. Impedir que matem não é propriamente matar. Quanto ao “Moderno Remexido”, verifico que lhe faltam argumentos e usa os meus. Mas que vai ser feita alguma coisa, não tenha dúvidas.

      3. Só para acrescentar: os infiéis, não. Eu tenho vindo a falar de matanças, não de infiéis. Não queira ser generoso em matéria de matança.

  5. Pelo menos a mulher do Tony Soprano sabia onde estava metida. E a do Walter White também. Nem na ficção há ingénuas deste calibre – e é “jornalista”!
    Ao ler o artigo a expressão “ranger os dentes” ocorreu-me de novo. Não é o ranger de dentes de raiva, inveja, é mais aproximado ao ranger de dentes de embaraço, como quando assistia aos festivais da Eurovisão.

    1. António, elas perante as roupas, as joias, as férias e a pulhice, de quem as paga, obrigam-se às cores e ao riso fútil da ingenuidade.

      1. Mesmo assim, é um virar de casaca tão abrupto que faria Judas corar de inveja. É claro que tem que se distanciar, arrisca-se a ser considerada cúmplice, só pode livrar-se disso alegando – como fez nas declarações ao MP – que não viu nada, não ouviu nada, não sabia e nem lhe ocorreu pensar – até acredito que não esteja habituada a pensar.
        Da reportagem da SIC fica claro que as mulheres que gravitavam em volta de Sócrates eram chulas de alto calibre. Nisso, chego a ter pena do homem, mais valia ter feito como o Berlusconi e ir logo às putas, saía-lhe mais barato.
        Os outros também estão a dar um triste espectáculo. Cá para mim sempre souberam de tudo, mas algo mudou nestes últimos dias. Possívelmente houve alguma fuga de informação e agora têm certeza de que o homem vai mesmo dentro.
        Eu só espero que se isso suceder, e a Salgado também, arrastem tudo com eles.

  6. Ai la Câncio, la Câncio, essa mulher mágica. Mítica e mística. Apaixonada e apaixonante. Mas que tem aquela estranha mania de semear ventos para depois vir chorar, quando chega a hora de recolher as respetivas tempestades…
    La Câncio sera toujours la Câncio!

    https://www.youtube.com/watch?v=z5Z8ScwgenI

  7. Será que entre “lençóis” das estancais turísticas ********* nunca lhe ocorreu perguntar-lhe : – “Quem paga isto”?
    amendes

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