Cinquenta vezes o pronome “eu”


Pedro Correia,

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Bruno de Carvalho em extensa entrevista ao Expresso de hoje. Curioso: há três meses pediu aos adeptos para deixarem de ler os jornais, mas continua disponível para receber a imprensa.

Leio a entrevista, desrespeitando o tal pedido. Ao longo de seis páginas, o presidente do Sporting pronuncia cinquenta vezes o pronome eu e apenas três vezes o pronome nós. Esquecendo a dimensão colectiva, componente fundamental de modalidades como o futebol.

É todo um programa. Todo um modo de encarar o desporto. Toda uma forma de estar na vida.

11 comentários em “Cinquenta vezes o pronome “eu””

      1. Digo uma máxima :

        “Para ter sucesso é necessário criar fama de maluco”

        Bruno de Carvalho

        Não mesma linha:

        A melhor forma de nos julgarem geniais é criar a fama de doido.

        Bruno a tentar passar a imagem de que a realidade que lhe vemos é aquela que ele quer mostrar – construção para os outros de um homem de tal maneira controlado que até a aparência de descontrolo é propositada. Uma justificação para as suas futuras loucuras.

  1. Mas Bruno é assim há muitos anos, reparou agora (leia-se este ano) quem tem andado distraído com as promessas de excelentes resultados a vários níveis. It is not your (de)fault – this is ours…

  2. Daqui a nada está a referir-se a “eu” na terceira pessoa, qual Dictator perpetuo… tinha ideia dele como figurante ( ou figurão) em Voando Sobre um Ninho de Cucos, mas estava enganda, porque os verdadeiros loucos não os encontramos num hospício.

  3. Sabes bem que não sou suspeito de simpatias, mas uma pergunta: quando é que estes maus hábitos someçam a ultrapassar o bom trabalho que tem feito? Claro que os tiques ditatoriais a certa altura prejudicam mais que as boas decisões beneficiam (olhemos para LFV) mas qual o ponto em que (num clube de futebol) isso sucede? Já estamos nisso no Sporting?

  4. Ao longo de seis páginas, o presidente do Sporting pronuncia cinquenta vezes o pronome eu e apenas três vezes o pronome nós. Esquecendo a dimensão colectiva, componente fundamental de modalidades como o futebol.

    O Sporting não é um clube somente de futebol nem somente de modalidades coletivas (creio eu).

    E Carvalho é o presidente do Sporting, não é praticante de nenhuma modalidade.

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