Cinco perguntas apenas


Sérgio de Almeida Correia,

1 – Se é verdade, e eu até agora não ouvi ninguém desmenti-lo, que uma empresa de Luís Figo recebeu o pagamento relativo a uma campanha publicitária do Taguspark através de uma empresa offshore, que assim se furtou ao pagamento dos impostos devidos em Portugal, faz algum sentido apresentá-lo como modelo e exemplo de cidadania que devam ser seguidos pela juventude portuguesa?

 

2 – É normal, natural e legítimo que empresas como o Taguspark, na qual participa uma autarquia (pessoa colectiva de direito público) e o Estado está representando por algumas pessoas singulares como Rui Pedro Soares, aceitem fazer pagamentos em contas offshore para entidades que com ele colaboram, realizando campanhas em Portugal e no estrangeiro, vendendo a imagem do país e do concelho de Oeiras?

 

3 – O primeiro-ministro e o ministro das Finanças estão dispostos a proibir os pagamentos de empresas públicas e/ou participadas pelo Estado, directa ou indirectamente, a entidades offshore, dando assim um sinal mais no combate à corrupção, à fuga ao fisco e à vontade política de limpar o ambiente?

 

4 – No Taguspark vai ficar tudo na mesma? Ninguém se demite?

 

5 – Que pensam disto Manuela Ferreira Leite, os candidatos à liderança do PSD, o CDS/PP e o Presidente da República? Alguém sabe?

 

P.S. A estrutura accionista da empresa Taguspark e a composição dos órgãos sociais pode ser vista aqui. Assim, sempre se poderá avaliar melhor a "justeza" dos pagamentos a offshores.

4 comentários em “Cinco perguntas apenas”

  1. Cinco perguntas demolidoras, Sérgio. E a precisar de respostas urgentes, como tantas outras que estão a atormentar-nos e sobre as quais ninguém nos satisfaz.

  2. Muito bem, Sérgio.
    O mais espantoso é que seja necessário proibir que empresas públicas e participadas pelo Estado façam operações com ‘offshores’.
    O mais espantoso é que o façam, mesmo sem estar proibidas, porque era justo supor o contrário.
    O mais espantoso é o escândalo que isso representa e que tudo isso pareça normal.
    O mais espantoso é que ninguém manifeste indignação.

  3. Essa cena das offshore é escandaloso e imoral. Que empresas publicas ou participadas pelo Estado efectuem pagamentos através de offshore é de bradar aos céus.Eu bem sei que ainda acredito no pai natal, mas estava convencida que isso não era possível.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *