
Sei, à força de assistir a tantas entrevistas e debates pós-incêndios, em linhas gerais, quais são as medidas estruturais que os especialistas da área florestal aconselham. Se eu sei, quem ao longo das últimas décadas ocupou os cargos que têm sob a sua alçada as florestas, por força há-de saber, e com detalhe, tudo o que é preciso para avançar com reformas.
Por isso o ponto não é “o que se deve fazer”, mas por que nunca ninguém fez? Nem governos PS, nem governos PSD. No vício de tratar da coisa pública sempre sob a lógica partidária, já houve quem fizesse as contas aos anos que cada um destes partidos foi poder, para diluir culpas ao locatário com menos tempo de permanência, no caso o PSD.
Sobre a indignação da ex-ministra da Agricultura e Ordenamento, também conhecida como “ministra do eucalipto”, também se fez fogo cruzado, pois as pessoas que vêem os incêndios pela televisão têm facilidade em relativizar tudo e enviesar a óptica para o lado que lhes convém. Pessoalmente confesso que incomoda-me ver quem não tem nada para contar sobre o que fez pelo país em matéria de prevenção e combate a fogos rasgar as vestes em público.
Mas perante esta tragédia o que menos me interessa é o espectáculo da digladiação partidária. O que eu queria saber era quem ganha com os incêndios? Quem são? Quantos são? E já agora, por que a criminalidade associada aos fogos é tema que fenece tão facilmente no discurso dos políticos, sejam oposição ou governo?
Subscrevo TODAS as críticas que se fizeram ao governo e senti-me bem representada pelo discurso do PR. Mas parece-me óbvio que mais de 500 incêndios num dia não se explicam com as alterações climáticas e muito menos com a incúria da população rural. No tempo da outra senhora, quando o país não ardia assim, porque as florestas eram bem administradas, já o povo fazia queimadas e havia fogos de artifício.
Os espanhóis falaram de terrorismo a propósito dos fogos. Eles de facto são lestos a chamar os bois pelos nomes. Nós por cá é mais foguetório parlamentar. E a eterna teia de interesses e cumplicidades que submete o país a uma gestão incompetente. Por estes dias, Helena Freitas ex-deputada, bióloga e professora da Universidade de Coimbra, disse à Lusa que “o território foi abandonado por todos os governos”, e que além do mais “os ministérios têm dificuldade em interagir”, algo que compromete qualquer reforma. Li-a e pensei: “É isto!” Qualquer alma que tenha passado por um governo e pela máquina do Estado sabe que é isto que nos tolhe.
Há dias o Miguel Sousa Tavares dizia na SICN que se calhar somos um Estado falhado. A frase não me saiu da cabeça.

plantei e tratei milhões de árvores segundo os canones
ardeu tudo
aos 86 tenho fui químico orgãnico com pós-graduações em 2 países civilizados
só oiço burrices
sinto-me na Papua
familiar disse-me aos 7 anos
nunca tenhas ilusões
conta só contigp
sê persistente
quando te bateram as palmas nunca te vires: vê como a vaca foi aoanhada à meia-volta
Infelizmente está muito bem acompanhado, por gente que tem conhecimentos, que até colaborou ou tentou colaborar em programas de reabilitação e ordenamento florestal, mas que acabou a sentir-se a falar no deserto…
Texto exemplar, minha querida Teresa!
Obrigada, querida Helena. Escrevi-o com o coração nas mãos, como faço sempre quando este é o tema. Todos os anos escrevo em circunstâncias idênticas. Todos os anos desde há muito. Não muda nada. É um desespero.
Manif no sábado:
— traz a tua enxada! Juntemo-nos em frente à AR.
*
*
Desde os idos anos 90 que os urbanos (atolhados em dívidas, nas invejazinhas mais retorcidas, nas modas, teóricos dos direitos sem riqueza, nos interesses mais profundos ao nível da novela e do paleio “Cristina” e da “Selecção”, ou “este” e “aquele” na política) acham que o país são os Aliados, o Maat/Parque das Nações, o ginásio ou o gourmet, ou até a Rua do Souto.
Desde os anos 90, os jovenzinhos da PGA, emocionados com os estradões Cavaco/Guterres bricavam já ao “business” das jotas, e ao emprego na politica.
O mundo rural era pura e simplesmente alcunhado de parolo.
Com o crescimento do Estado tentacular (xuxial democraxia ou xuxialismo democratico), o bisiness chega ao Estado.
E eis que do “business” da Câmara, …para o Governo, e em força.
PPP´s, estudozinhos, atividades de justificação do emprego público, etc etc..A lavoura, a floresta, era para gente sem qualificações, parola.
Com exceção de valentes que regressaram às velhas quintas e produzem, que não têm frivolidades de vida nem trejeitos de néscia simpatia, o mundo rural foi abandonado àqueles que só têm pouca energia mental, ou nas pernas. A demografia não anda ao sabor dos desejos, das democracias ou dos decretos.
O país dos jotas90 misturou razão de Estado com a mediocridade mais comezinha na governação.
Hoje, na AR, dezenas de deputados cumprem o seu rito simbólico de votar e dormir, sem perceberam nada do que votam, nem dos sonhos que tenham, quais mainatos. Fiscalizar, estar atento faz comichão.
Porquê isto? Porque a sociedade civil não existe por cá. Não é violenta no “estado da Politica” (um verdadeiro “estado de Guerra” como dizem os clássicos)
Na Galiza, na própria noite gritou-se: terrorismo é acção do governo incompetente. Na Galiza, o povo vertebrado saiu. Aqui, estão à espera das indemnizações, dos abraços, ou afeições. Iludam-se.
Somos demasiado compassivos, sim. E a sociedade civil tarda em ganhar peso nesta sociedade que mais parece um arquipélago, cheio de ilhotas, cada um a tratar da sua vidinha e o resto vê-se pela televisão.
claro que é um estado falhado… uma Capital que destrói as suas comunidades nativas do seu centro para acomodar os estrangeiros…é um Estado sem alma!
Os estrangeiros são gente como nós. O seu comentário é que é um comentário falhado.
são gente como nós!!!?? são mais atrofiados…
No tempo da outra senhora, quando o país não ardia assim, porque as florestas eram bem administradas
Não era devido à boa administração que as florestas não ardiam.
Era por (entre outras) três razões. Primeiro, porque as florestas estavam intercaladas com muitos campos de cultivo, os quais atuavam como barreiras corta-fogo contra a propagação dos incêndios. Segundo, porque nesse tempo quase ninguém utilizava máquinas no meio dos campos – tudo era cultivado à força de braços e animais – e portanto havia muito menos ignições. Terceiro, porque os agricultores recolhiam o mato das florestas para o utilizar como estrume.
Essa organização protegia a floresta, sim. Mas acredita mesmo que é possível haver mais de 500 ignições num só dia sem mão criminosa?!
Pelo que se vê, vai abreviar o “cadastro de terrenos”.
Comece por espreitar o Futuro:
https://www.youtube.com/watch?v=_ofmAGaM fkA&feature=em-uploademail
What Is Sustainable Development?
Depois pesquise tecnologia 5G a “maravilha” da microwave technology.
Tem um microondas em casa? Sem ver como, pode comprovar como “coze”, muito bem, de dentro para fora.
Os nossos Smart meters (contadores inteligentes, tecnologia 5G) têm de ser todos instalados até 2019. Os problemas na saúde pública, apesar de estudos assinados por especialistas e médicos, a UE só os trará a público, entre 2020/2025… quando lhes “apetecer” e estiverem todos instalados.
https://healthimpactnews.com/2017/new-5g-c ell-towers-and-smart-meters-to-increase-m icrowave-radiation-invade-privacy/
Quer em vídeo? UaA&t=313s
https://www.youtube.com/watch?v=uYgjuH5u
The Epic Saga of a Smart Meter Opt-Outa
Esta teve mais sorte do que eu, apesar de, por duas vezes, eu ter reclamado que não queria que fosse instalado o novo contador, apresentando as respectivas razões mas, como está na escada, nem tocaram à campainha, devem ter esperado alguém sair e, antes das 8 h da manhã, apanhei-os a montá-lo à socapa e, de nada serviu eu estar à espera da resposta da última reclamação e nem ter dado o horário que me era “conveniente”… até aceleraram… nunca vi ninguém trabalhar tão depressa.
Globalmente, vai ser tudo “smart”, excepto as pessoas a quem a nova tecnologia pode provocar, cancro, alzheimer, autismo, destruir tudo o que for biológico, mas o aumento dessas doenças… deve ser, apenas, por “excesso” de sal e açúcar.
Do 1G ao 5G, se ao pé do Wi Fi as plantas não sobrevivem, imagine microwave… e vamos bem adiantados.
No início deste ano, deve ter lido a notícia: coes/artigos/aveiro-pode-ser-a-primeira-c idade-5g-em-portugal
http://tek.sapo.pt/noticias/telecomunica
Comece a pesquisar os problemas a nível global porque vamos para um governo global ou ainda há quem tenha dúvidas?
https://www.youtube.com/watch?v=WKJbGQk7 aMU
THE CALI FIRES: “It’s Like They Have DECLARED WAR On Human Beings”
A partir de vídeos ou deste tipo de informação, muitos passam a sofrer de Dissonância Cognitiva que na psicologia se refere ao conflito entre ideias, crenças ou opniões incompatíveis e preferem acreditar num grupo de pessoas que até conseguiu activar 500 fogos em 24h e que os políticos só querem o nosso “bem”, sendo, apenas, incompetentes, excepto nos abraços e beijinhos.
Quanto a esperar mudanças, o próximo “pupilo”, sozinho ou coligado, vai implementar as restantes Reformas, em várias “áreas”. Agora, com a garantia que Passos vai sair, até o Presidente passou a poder “embirrar” com Costa… outra mera “coincidência”.
https://web.archive.org/web/201603292242 48/http://www.tvi24.iol.pt/politica/rui-r io-antonio-costa-porto-lisboa-bilderberg/9 66700-4072.html
Com a Dívida em 124% do PIB não saímos do Procedimento por Défice Excessivo, com 130% tivemos bónus e juros negativos. Actualmente com 139,34%, se ainda não percebeu quem manda, quando se está totalmente dependente do credor que a fomentou e que continua a premiar essa dependência, espera que tudo vá mudar para melhor?
Dicas, por aqui, já deixei muitas e até tinha decidido não dar mais nenhuma mas, como parece sinceramente preocupada, a única coisa com que posso rematar:
“O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento…” Oséias
O pior é que, desta vez, vai ser a nível global.
Só tem duas alternativas, pesquisar ou continuar com dúvidas e nunca chegar a conclusão nenhuma ou, acreditar naquela: “dos portugueses deixarem de ser infantis e de se habituarem às tragédias”… nós a pensar que já tínhamos ouvido de tudo e, ainda agora vamos no começo, espere quando nos tentarem explicar o irreversível, como a única solução possível.
Uma coisa é certa, a maioria dos nossos problemas tem a mesma “raiz”, mas a maioria prefere acomodar-se nas suas próprias “certezas”, para não sofrer de Dissonância Cognitiva, nem que para isso tenha que negar evidências, gozar ou “matar o mensageiro”.
“Condemnation without investigation is the height of ignorance” – Albert Einstein
https://www.youtube.com/watch?v=Q2q7nN0J YWE
Santa Rosa & Northern CA Fires DEFY THE LAWS of PHYSICS (Where’d the houses go??)
Outro vídeo que vi hoje, melhor explicado mas, em menos de 24h foi retirado: SK0&feature=em-uploademail
https://www.youtube.com/watch?v=qYBcVyxb
o título era: e/videos
Covert Weapons – Quiet Wars
de um autor que pode confirmar noutros vídeos, apenas fala de assuntos “inconvenientes”
https://www.youtube.com/user/thecrowhous
Outro mau sinal, são canais que eu seguia há anos, estarem a ser encerrados e, quem viveu no tempo da “outra senhora” como eu, só me faz lembrar o “lápis azul”.
“If you want a vision of the future, imagine a boot stamping on a human face – forever.” – George Orwell
Estimada senhora, o que lhe interessa de menos “é o espectáculo da degladiação partidária” mas não poupa remoques ao PSD ou integra o “spin” da propaganda do Bloco de Esquerda perante uma moção de censura no parlamento que refere a “ministra do eucalipto” – o mesmo BE que em tempos de antanho se distinguia pela vocalidade dos seus “esganiçados” e que neste “tempo novo” se quedou praticamente sem piar- na última semana, até pensei que aquelas trupes andavam por acampamentos por terras de Espanha, sei lá, “fully committed” a manifestar-se na Galiza ou a cavar as trincheiras com as matilhas de doidos varridos das CUPs em Barcelona.
De resto, todos parecemos saber as “medidas estruturais” para a floresta – excepto talvez o Capataz da Geringonça, que só pareceu iluminado desde quinta-feira da semana passada, após a publicitação do “Relatório” que prontamente repetia no seu papaguear até ser chamado á pedra pelo PR . Infelizmente, o fim de semana mostrou que, entre muita gente que devia ser “desinfantilizada”,se persiste em saber (e querer saber) muito pouco, especialmente sobre partes substânciais do nosso território que estão longe da capital e das academias pseudo-cosmopolitas de onde emanam as “reivindicações” e “instruções” sobre a gamela estatal e, “eventually” sobre a formatação das maltas relativamente a usos, modos, gastronomias e estéticas.
O “terrorismo”, os “interesses”, “a criminalidade associada”? Há quatro meses eram os “downbursts”, “mudem de operadora de telecom”. etc. A minha avó, vida na Beira Alta até aos 96 anos, costumava dizer-me de alguns medicos que “entretinham muita a gente, meu filho”. Lembro-me destas palavras perante estas posologias de análise. Não porque queira ser ingénuo e ignorar criminosos e interesses, e a necessidade de os perseguir (os criminosos) e de os regular (os interesses) se for caso disso. Mas porque tal “identificação” não pode servir para apaziguar consciências sobre tudo o resto que correu demasiado mal, especialmente a quem se arroga com “soluções” para problemas que são ignorados quando não aparecem nas “braiquing niús” e que são indecentemente desconsiderados por exemplo na propaganda de “narrativas” de “virar páginas da austeridade” e da “reposição de rendimentos” porque não dão votos. O PR sintetiza esta inadequação, de forma lapidar ao repetir a convocaçâo para uma “humildade cívica”:
“Olhar para os dramas de pessoas com carne e osso, com a distância das teorias, dos sistemas ou das estruturas, por muito necessário que possa ser, é passar ao lado do fundamental na vida e na política. Quem não perceber a humildade cívica não percebeu nada”
E convoca-a porque assim se ajustam de forma verdadeiramente efectiva, à realidade “as teorias (inclusive as da “conspiração”), os sistemas ou as estruturas”. E se calhar convoca-a porque nos últimos tempos, pelo menos até ao seu discurso de Terça-Feira, tal não existiu – apenas arrogância e sobranceria!
Tive o cuidado de pôr em maiúsculas uma palavra do texto, para que ficasse claro que apesar das minhas “bocas” subscrevia também as críticas que se fizeram ao governo. Não reparou?
Reparei.
E reparei também que o seu principal argumento é outro. Do qual eu discordo.
por que nunca ninguém fez?
Porque é efetivamente difícil de fazer.
Por exemplo, fazer um cadastro dos terrenos rústicos implica mapear com recurso a GPS todos limites de todos os terrenos rústicos. Quem paga o serviço do homem que vai fazer isso – calcorreando valados de silvas para chegar às extremas dos terrenos? E que proprietários estão efetivamente interessados em colaborar a mapear terrenos que só lhes podem dar chatices? Para muitos urbanitas, mais vale que o Estado não saiba que eles são os proprietários de um determinado terreno que está algures ao abandono…
Há um ditado popular que muito aprecio e que diz assim “Vale mais quem quer, do que quem pode”. Quando há vontade reformista faz-se tudo. A Galiza não deixou de sofrer incêndios, como agora se viu, mas tomáramos nós beneficiar de uma reforma como a que lá se fez. Conseguiram reduzir drasticamente o número de ignições e a área ardida. Ao mesmo tempo andam a tentar dar caça a uma organização que vive do combate aos fogos e que se suspeita estar por detrás de muitas ignições.