Governo corta no subsídio de desemprego para controlar défice. A medida não constava do programa eleitoral do PS.
Governo decide congelar salários reais dos funcionários públicos até 2013. A medida não constava do programa eleitoral do PS.
Governo aumenta a carga fiscal para a generalidade dos contribuintes. A medida não constava do programa eleitoral do PS.
Governo decidiu baixar o investimento público até 2013 para metade do registado em 2009. A medida não constava do programa eleitoral do PS.
Governo adia lançamento das linhas de alta velocidade Lisboa-Porto e Porto-Vigo. A medida não constava do programa eleitoral do PS.
Governo suspende lançamento de novas concessões rodoviárias. A medida não constava do programa eleitoral do PS.
Governo admite privatizar TAP, CTT e a área seguradora da Caixa Geral de Depósitos. A medida não constava do programa eleitoral do PS.
Governo admite vender participações na EDP, Galp e REN. A medida não constava do programa eleitoral do PS.
Lembremos o que o PS prometia aos portugueses no seu programa eleitoral, apresentado a 29 de Julho e sufragado a 27 de Setembro de 2009. Um programa no qual se sublinhava que "o Governo do PS venceu a crise orçamental":
– "Avançar com o investimento público modernizador."
– "Rejeitar o agravamento de impostos."
– "Promover o trabalho digno, a participação e a negociação colectiva."
– "Melhoria sustentada dos salários."
– "Prosseguir a concretização do plano rodoviário nacional."
– "Concretizar as linhas de alta velocidade Porto-Vigo e Lisboa-Madrid até 2013 e a linha Lisboa-Porto até 2015."
Dizia-se ainda, sem sombra de dúvida: "A nossa resposta é clara: parar, adiar, suspender, rasgar – não pode ser esse o caminho."
Com este programa, o PS foi a votos. E venceu. Faz hoje precisamente cinco meses e dez dias.


A realidade é esta: a falta de cumprimento das promessas para este mandato era previsível pela falta de cumprimento das promessas anteriores para o mandato anterior.
…E assim se fazem importantes denúncias.. bj
Prefiro um optimista a quem a vida corre mal do que um pessimista de fracas ambições.
«Prefiro um optimista a quem a vida corre mal do que um pessimista de fracas ambições»
Sobretudo, se o ‘optimista’ for: ignorante, pouco qualificado, imaturo… (estúpido, ou esperto?)
Logo, irresponsável.
Quem disse, que um ‘pessimista’ não pode ser ambicioso, ter um sonho?
Há um mês, enviei ao DN, um texto onde ‘louvava’ um dos nossos super ministros e de que reproduzo um curto parágrafo. Agora, deu no que deu:
«Em Espanha, o presupuesto da Defesa para 2010 (7.694,86 Me), vai permitir aumentar os efectivos de soldados e marinheiros em 5.000 militares, com redução orçamental de 6.6 por cento. Em Portugal, o MDN vê-se contemplado com 2.440,5 milhões de euros, mais 6.5%.
Portanto, um OE/MDN em Portugal de 4.1% das despesas da Administração Central e 1.5% do PIB, para respectivamente 4.2% e 0.73% em Espanha (Revista Defensa, Out09).
Oscilando entre o aumento de 60% para a Lei de Programação Militar e 120 mil euros para horas extraordinárias no MD (pessoal civil a trabalhar fora do horário normal de serviço), o MDN dá assim o seu contributo ao Programa de Estabilidade e Crescimento»
Isto, este PEC, é o resultado de duas décadas do Bloco Central.
Bmonteiro
Por que motivo o vocabulário de um certo quadrante político tem sempre na boca o optimista, o pessimista e nunca o realista?
E isso legitima alguma coisa?
Caro Pedro,
Que implicância!
Pelo amor de Deus, também não se pode dizer tudo, não é?
Se fosse assim, onde é que ficava a emoção, aquela surpesa inesperada (um dos meus pleonasmos favoritos)?
Caro Pedro: com este governo abundam as surpresas inesperadas. Cá vamos de pleonasmo em pleonasmo.
As surpresas esperadas é que dão mesmo cabo de nós.
Pedro, quais são as notícias acima reproduzidas que constituem surpresa para si?
Ganhar à esquerda, governar à direita. Os portugueses já deviam saber. Mas a memória é tão curta…
Ah! Os Socialistas, nomeadamente a claque de sócrates, chama-lhe “pragmatismo”.
Aplausos… ou melhor, ‘aplausos’ para quem foi na conversa!
O pior é que, daqui a uns tempos e pelo andar da… carruagem, vai haver nova ovação!
2009? Há quantos anos foi 2009? Isso já caiu no esquecimento de tão distante! Mesmo assim o que se disse ontem, já foi esquecido, imagine-se em 2009!?
2009 foi o ano da “retoma”, o ano do “crescimento”, o ano de fazer “avançar Portugal”. Foi há muitos anos, com efeito.
Será por isso que na fotografia está a pensar!?……ou a rir? Não consigo ver muito bem. Tapa a cara com a mão! Vergonha não é concerteza ! A pensar?… UUUhmmmmm …..também não. O homem não pensa! E quando pensa quase sempre sai asneira!
Congelamento das pensões de duzentos euros? Estou com a audição toda avariada! Duzentos euros? Foi o que ele acabou de dizer no noticiário televisivo, agora mesmo na hora de almoço! Por acaso o Primeiro Ministro sabe, quanto gasta uma pessoa reformada, mensalmente em medicamentos? Não costumo usar esta expressão, mas de momento, não posso deixar de ser mal educado: O primeiro ministro só pode ser BURRO (O João Carvalho que me desculpe mais uma vez, por lhe ter ferido a audição visual) não estou a elogiar os burros, e mostrar desconhecimento absoluto de como vive uma pessoa com 200€ de reforma!!!!!!
E depois?
Nunca mudaste de opinião?
Então és burro!
Burro será Vossa Excelência se mantiver a opção de voto.
LOL
Van Zeller tinha razão, com relação aos impostos, congelamento de salários, etc., de uma maneira delicada tentou fazer ver aos portugueses que Sócrates estava a ser demagógico.
Ouvi hoje que, segundo sondagem da Católica, se houvesse agora legislativas o PS ganharia quase com maioria absoluta, espero que seja mentira.
Pois! É o que acontece a quem muda de partido! Normalmente não são os burros, são os oportunistas! Talvez por isso haja tanta corrupção……
A realidade é que a realidade que hoje enfrentamos é uma realidade que não fazia parte das realidades previstas…
A realidade é que nunca se pensou que a oposição aprovasse o PEC…
A realidade é que vivemos uma realidade irreal…
Como dizia o Srº Pimenta Machado:
“O que hoje é verdade amanhã é mentira”
Mas o que hoje é controlavel perante as condições mundiais?
Quantas vezes não temos que rever o orçamento familiar porque as condições estão sempre a mudar?
Porque o Governo não teria que fazer o mesmo?
Tenham calma, porque estamos a morder os calcanhares da Grécia…
O sr. Pimenta Machado também pratica ‘jogging’?
Fazia-lhe algum jeito…
Quanto ao resto,sobre o Governo,ainda continuo a perguntar-me:
Com tanto descontentamento,porque não fazem uma moção de censura?
Hum…
E porque será que apenas os defensores de idealismos utópicos,Jerónimos e Louçãs vêm para a rua rua reclamar o que todos sabem que é bonito mas impracticavel?
Tenho quase a certeza que se houvesse eleições nos próximos meses os vencedores seriam os mesmos,mas por margem maior…
As pessoas já descobriram que o Pai Natal não existe…
E que o coelhinho da páscoa afinal não põe ovos…
Deu a resposta certa ao post e respectivos comentários
Portanto, mais 48 anos disto e cá vamos cantando e rindo, não é, velho de uma figa?
Infelizmente, isto já não é notícia.
Não resisti, roubei-lhe o extraordinário post . Desculpa.
Nada a objectar, antes pelo contrário. Abraço.
E o culpado é ele? Sócrates é apenas um inocente convencido. Rodeado de um exército conivente e submisso de sombras. Generais e tropas fandangas .
Na entrevista do Líder da Jerónimo Martins ao “expresso” , desta semana, consta uma afirmação brutal de tão real que é: ” quando um politico fala, parto logo do principio que me está a mentir”.
Eh eh eh eh
Por acaso nem disse mentira nenhuma,só é pena que com respeito a ferrar chupetas aos empregados também merece um óscar…
Estamos a falar do Srº Alexandre Soares dos Santos, certo?
Por acaso já me esmaguei a rir depois do almoço.Não há nada melhor que um momento de humor…
“São “absolutamente intoleráveis” as declarações que partem do Governo “quando vem falar em como os ricos deveriam ajudar os pobres”, lamentou Alexandre Soares dos Santos, referindo-se ao anúncio feito pelo primeiro-ministro este domingo durante a apresentação no Porto da sua moção ao congresso “PS: A Força da Mudança”.”
Toca-lhe a ele não é?
“Perante os sinais de que a crise está para durar no tecido empresarial português, Alexandre Soares dos Santos prometeu que o grupo Jerónimo Martins não tem intenção de deitar mão dos despedimentos para fazer face aos tempos difíceis.
Garante o presidente da Jerónimo Martins que, “se a crise chegar ao pior”, existe no grupo que lidera um leque de opções antes da diminuição do quadro de funcionários. “
Pois…
Isto de promessas…
Os Portugueses sempre foram conhecidos pela intrepidez e coragem do tempo dos descobrimentos.
Sempre tiveram jeito para navegar em mares turbulentos.
E faziam-no em naus frageis, enfrentavam tudo inclusivamente o “mostrengo que estava no fim do mar” ao virar da esquina em África.
Parece que com o tempo perdemos a coragem, a intrepidez e a astúcia.
Mas quando alguém mostra ser intrépido e quer comandar a nau e remar contra a maré,levantam-se logo os mostrengos do fundo do mar a querer afundar o barco…
“O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
A roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:
«El-Rei D. João Segundo!»
«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso.
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»
Acho que está na hora de pensarmos um pouco nos escritos de Fernando Pessoa…
O homem que nos ata ao leme pode não ser o homem mais inculpe, o mais recto,mas pelo que vejo é o que tem mais tomates e que tem mais coragem para tomar medidas impopulares mesmo que isso lhe custe o poder e Ele sabe disso perfeitamente.
Tomariamos nós que existisse um núcleo duro entre governo e oposição para pegar nas rédeas,mas infelizmente a oposição nem isso sabe fazer.Neste país oposição significa deitar abaixo,significa tudo menos tentar construir.Quando não estão no poder é que se vê a qualidade das pessoas e cito agastadamente por exemplo a Srª Manuela Ferreira Leite(Azeda o Leite) que é amarga em tudo o que diz e nada constroi…
“é amarga em tudo o que diz e nada constroi…”
Não se lhe pode perdoar que tenha razão, não é?
Uma pessoa tem razão quando não tém telhados de vidro.
Agora o que a dita senhora tém não é razão!O que ela tém chama-se Alzheimer e afecta claramente as faculdades perceptivas e provoca graves lapsos de memória.
O problema é que quando apontamos o dedo aos outros(que é feio) esquecemo-nos que temos pelo menos 3(três) virados para nós.
Sim,porque o polegar só complica as contas…
Ah…
Esqueci outro pormenor(também já estou a ficar afectado):
É que todos os politicos(sem excepção) quando se encontram na oposição esquecem rápidamente tudo que já fizeram incorrecto…
Esta é uma tendência humana que dificilmente conseguimos superar,mas os politicos abusam…
Ainda agora ao meio dia me passei com as noticias.
Até agora o Tgv era uma loucura,uma incompatibilidade com as finanças do país e criticavam o homem;agora que decidiu adiar,já se levantarm todos de novo a criticar e que é doido.
Com a história das Scuts é a mesma coisa,afinal anda tudo doido ou quê?
Consta-se que uma vez Deus disse ao Diabo:
Já reparaste no cantinho que criei ao lado de Espanha,tão bonito, ali à beira mar?Que sossego…
E o Diabo disse:
Gaba-te e já vais ver a espécie(para não dizer outra coisa #####) de povo que lá vou pôr…
Eu incluo-me claro.
Nunca estamos contentes com nada,só temos direitos,raramente assumimos que temos deveres,só criticamos,raramente dizemos que se fez algo bem feito…
Hirra que também é demais!Afinal os gajos que são capazes de fazer alguma coisa estão SEMPRE NA OPOSIÇÃO e os Portugueses andam desde Abril 1974 a votar errado…
Volta Salazar que tás perdoado…
Quem “tém” é que tem…
E não se esqueça outra vez de tomar as gotas, certo?
Emprestei-lhas e ainda não as devolveu, já se esqueceu?
Também já começa a mostrar lapsos de memória…
… que já é demais!
São tempos desenganados
por mil e uma ilusões
com valores enfunados
de desprezíveis infusões.
Tantos sacrifícios passados,
vazios e enganadores,
deixando sinais destroçados
de governos esbanjadores.
Portanto, como diz o FNV no Mar Salgado, sem papas na língua:
-As eleições legislativas foram viciadas.
(a terrível palavra).
Alguns bem tentaram alertar a tempo, mas foram ouvidos?
Qual quê.
Este post esquece uma coisa que também não constava do programa eleitoral do programa eleitoral do partido socialista: o ataque especulativo à divida soberana portuguesa e a pressão da europa para redizir o défice. seguindo o raciocínio do pedro, o ps devia ter ignorado as pressões externas e continuado como se nada tivesse aocntecido. é isto, pedro?
Mas este PM dizia ,nos idos de 2007,que a crise internacional não nos afectaria e se cá chegasse,a economia estava preparada e responderia sem problemas. Tudo estava sob controle. Pois, azarinho.
O meu ponto não é esse, João. O meu ponto é o seguinte: se deixamos passar sem uma palavra crítica o facto de o Governo em funções – tenha a cor que tiver – fazer tábua rasa de várias promessas eleitorais, incluindo algumas das mais emblemáticas, escassos cinco meses após tomar posse isso retira-nos por completo a autoridade moral para criticar qualquer outro Governo que proceda da mesma forma num futuro próximo ou distante. Haverá sempre pretextos de conjuntura política ou económica para violar promessas eleitorais – alguém duvida?
Foi nisto que pensei fundamentalmente. Não me parece questão de somenos. É um imperativo de cidadania.
Pedro, sinceramente, não percebo o seu ponto. Seguindo a sua lógica, o governo deveria ter fechado os olhos, fingindo que a nova realidade não existe e é totalmente irrelevante para as medidas tomadas pelo governo. Os ataques especulativos (a Portugal, Grécia, Reino Unido) não constavam do cenário macro expectável em 2009 – nem podiam, como defende Ferreira Leite, ser antecipados, sob risco de cair numa lógica de “self-fulfilling profecy”. O dever de um cidadão é fazer críticas justas a quem os governa, tendo em conta o contexto onde essas decisões foram tomadas. Mas a sua critica é tudo menos justa; é cega, pois ignora que o governo tem de responder a um contexto de emergência – como, aliás, o têm feito quase todos os governos.
A pergunta que importa fazer, na minha opinião, é esta: tendo em conta o contexto actual, será que as medidas do PEC são coerentes (o que é diferente de serem as mesmas) com o programa que o PS apresentou ao eleitorado? Até pode ser que não, mas não há nada neste seu post que nos permita concluir nesse sentido.
Um abraço,
Joao Galamba
João Galamba, agora fui eu que não percebi. O dever de um governo não é antecipar de forma correcta os cenarios macroeconomicos? O “contexto de emergencia” a que alude não era previsivel ja em Setembro, quando o PS celebrou o seu pacto politico com os eleitores?
Lembro que o PS ja então governava ha 4,5 anos. Não sucedeu em Portugal o que ocorreu em Outubro na Grécia, onde houve uma mudança de ciclo politico.
Repare: as legislativas foram so ha 5 meses – não ha cinco anos, não ha ano e meio sequer.
Quando o PM garantia em Setembro, por exemplo, que a programação das linhas de alta velocidade se manteria inalteravel qual o valor facial que devemos atribuir a essas declaraçoes, retrospectivamente?
Um abraço.
Estranho muito que o Pedro Correia justifique o seu post nos termos em que o faz, terminando com o “imperativo de cidadania”.
Mas alguém pode aceitar que o Governo não sabia que os riscos de um ataque especulativo à dívida soberana, depois das sucessivas ameaças por parte das agências de notação de baixarem o rating da República, eram mais do que previsíveis? Estamos de ameaças feitas ao longo do ano de 2009, antes das eleições.
Mas alguém acredita que as previsões de um défice de 5,6% feitas pelo governos antes das eleições, se baseavam em cenários realistas?
A consciência da gravidade e respectivas consequências do nível de endividamento, foram uma surpresa para o governo?
Das duas, uma: ou temos governantes incompetentes e patetas, ou desonestos. Há sempre a possibilidade de serem uma mistura de ambos.
Só não me rio a bandeiras despregadas pelo trágico da situação.
Mais uma vez, desculpe que lhe diga, caro Pedro Correia, mas a sua resposta retira grande parte do valor do post que tão bem elaborou. Há que chamar os bois pelos nomes, ponto final.
Nao sei se alguem acredita ou deixar de acreditar, meu caro. Estamos perante um problema de factos, nao de crenças. Quer que enuncie ainda mais factos ou estes bastam?
Não, Caro Pedro Correia. Os factos enumerou-os muitíssimo bem. Já as consequências que pelos vistos tira deles…
E sabe, meu caro? De um político a sério, espera-se que seja capaz de antecipar cenários e agir em consequência. Não tem a ver com crenças, percebe?
Parabéns pelo post, caro Pedro Correia. Sei que não irá gostar do que vou escrever a seguir, mas não posso deixar de o fazer.
Neste post, o Pedro Correia, elenca de forma notável as razões que estiveram na base da vitória fraudulenta do PS nas últimas legislativas. Certíssimo. A mim, resta-me acrescentar, que foram também a principal causa para a derrota de Manuela Ferreira Leite, que andou a dizer em campanha aquilo que os portugueses não queriam ouvir. Certo que cometeu erros (Madeira, António Preto e afins), mas não foi por eles que perdeu estrondosamente.
Bom post . Dois comentários:
Primeiro – O programa do PS mereceu-lhe o ataque de toda a imprensa golpista e não só. Seria um programa que prometia governar à esquerda. Caiu-lhe “tudo” em cima. Do que se diz de Sócrates, apenas 4,25% é verdadeiro (tal como acontece com o CR7 )…
Segundo – O PEC retrata a rendição às pressões, alinha as medidas que a direita aprovará.
Conclusão – A “história” continua! A luta, também!
As eleições foram viciadas a partir do momento em que 5,9% de défice se transformaram em 9,3%.
Na minha opinião o que é relamente grave é isto:
“O antigo director-geral da TVI diz que a estação de televisão mudou depois da entrada do empresário Miguel Pais do Amaral.
“Os dois meses iniciais da minha presença na TVI foram os únicos em que me senti querido na empresa, na altura da Sonae”, afirmou José Eduardo Moniz, actual vice-presidente da Ongoing (proprietária do Económico), no Parlamento.”
Agora é ca mota num pega!
Mas afinal o que é que este Senhor anda a fazer no Parlamento de novo?
Andam a discutir o sexo dos anjos,porquê?
Digo-vos uma coisa:
Pai e mãe fazem muita falta,mas o juízo e bom senso…
E o circo continua…
Sinto-me uma vítima de bullying por parte do Governo Sócrates
Muito bem apanhado – o elenco das mentiras.
Perfeito. E acho os argumentos de João Galamba fantásticos. A verdade, caro deputado, é que houve quem alertasse para o que se ia passar. E nem é preciso referir Manuela Ferreira Leite, o ogre que, no fim de contas, tinha razão. Campos e Cunha saiu do governo socialista em 2005 por perceber rapidamente o que se iria passar. Com ou sem crise financeira. Com ou sem ataques especulativos à dívida portuguesa. Das duas, uma: ou o governo anterior e o PS mentiram descaradamente, ou o governo anterior era composto por incompetentes. A primeira hipótese confere pertinência à ideia de que as eleições foram um logro. A segunda é tão ou mais preocupante: afinal, são as mesmas pessoas que continuam actualmente a definir as políticas.
Simplex.