É a insuspeita agência Lusa que divulga que «Moita Flores afirma que futura “Cidade Judiciária” vai receber “forte concentração de tribunais”». Eis a confirmação mais detalhada: «O presidente da câmara de Santarém disse à agência Lusa que a “cidade judiciária” que está a ser criada na antiga Escola Prática de Cavalaria (EPC) deverá receber uma “forte concentração de tribunais”».
Traduzindo a ideia, pode dizer-se que o presidente da câmara de Santarém, Monsieur de La Palisse, e que o responsável pela agência nacional de notícias, Conselheiro Acácio, estão ambos de acordo: a futura cidade judiciária vai ter instituições judiciárias.
Num país em que há novos estádios de futebol abandonados, autoestradas às moscas, pavilhões multiusos sem uso, piscinas que só são depósitos de água, centros culturais para receber as rutes-marlenes no Verão, etc., é um alívio saber que a cidade judiciária há-de ter tribunais. Quero lembrar-vos que La Palisse e o Conselheiro Acácio nunca se enganaram.

Com uma “Cidade Judiciária” à porta terá ali à mão assunto para os seus guiões e criações literárias. E porque não uma “Cidade Mass Media” em Santarém com forte concentração de jornais e televisões para evitar tantas deslocações a Lisboa e ter mais tempo para a presidência da câmara e pensar Santarém para os santarenos.
Realmente, ele parece ter tempo para ser o homem dos sete inbstrumentos. Mas ter «ali à mão assunto para os seus guiões e criações literárias» é que não, por favor!
Nunca fiando, João. Diz-se que em Beja há um aeroporto que não tem aviões.
Más-línguas, Rui. Um aeroporto sem aviões? Não há quem o beja!
O Ti Moita, últimamente, tem sido cada tiro cada melro. Aqui há tempos, em entrevista a um dos jornais lá da minha terra, “o Ribatejo”, carpia-se do indigno ordenado que recebia…
Ah, se ainda vivesse o saudoso Dr. Virgílio Arruda, director que foi do ainda publicado “Correio do Ribatejo”, tinhamos editorial elegante (como sempre) a glosar o tema…
Posso imaginar! Eheheh…