Desconheço em que parte dos Analectos, do Livrinho Vermelho ou dos ensinamentos de Deng Xiaoping se poderá encontrar justificação, mas um tipo depois de tudo o que aqui lê fica a pensar no que diriam os homens que andaram descalços na Longa Marcha. Talvez os camaradas do MRPP ou do PCP-ml tenham uma explicação para este deboche em que se tornou a república “popular”.


O que interessa à Esquerda é se o Poder está nas mãos do Estado ou não. O resto é irrelevante.
Nunca ouvi ninguém da Esquerda dizer que os proveitos do petróleo de Angola deveriam ser distribuídos pela população. Estão no Partido Comunista de Angola aka MPLA e ficam muito bem é o lema.
O que faz todo o sentido, a Esquerda o que quer menos é gente que possa decidir por si e decidir bem. Faz mal ao ego da esquerda – sente-se inútil -e ainda por cima faz nascer a desigualdade.
Então e os de Pirescoxe, também costumam ter delegações dessa offshore republic na Festa do Adiante.
Parece que os dirigentes chineses argumentam que têm as suas empresas em offshores para que elas possam competir em pé de igualdade com empresas estrangeiras instaladas na China e que também beneficiam de isenções fiscais.
Ou seja, a China isenta fiscalmente as multinacionais que lá se instalem e depois instala as suas próprias empresas em locais onde elas também estejam fiscalmente isentas.
Parece-me um argumento que faz sentido.
De qualquer forma, o que isto mostra é que a China é o paraíso capitalista mais acabado: não há fiscalidade sobre as empresas, nem estrangeiras nem nacionais.
Mais uma prova que as transições para a economia de mercado são sobretudo transições para economias de corrupção.
Afinal o bom caminho que, de acordo com a direita, a China estava a tomar era este.
Tenta outra vez.