José Sócrates propôs dançar o tango com Passos Coelho mas optou afinal por sambar com Chico Buarque. Tudo bem? Não: tudo mal. Alguém do seu gabinete encarregou-se de divulgar aos jornalistas uma aldrabice logo desmentida pelo autor de Tanto Mar com justificada indignação: não era ele quem estava interessado em conhecer o primeiro-ministro português, mas o contrário.
A propósito desta historieta, que bem define o carácter dos envolvidos, apetece-me deixar aqui um velho samba do Chico:
Adenda de domingo: Duas versões contraditórias podem estar correctas. É este, pelo menos, o entendimento do gabinete do primeiro-ministro. Os colaboradores mais próximos de Sócrates à imagem e semelhança do chefe.


O falso engenheiro, coitado, não há nada em que se meta que não dê com os burrinhos na água. Será do guaraná?
É uma mentirola inconsequente e sem sentido.
Mais uma.
É o que acontece a quem tem o hábito de faltar à verdade sistematicamente – torna-se num hábito, mente-se por tudo e por nada, isto é uma doença diagnosticável.
Cheira por todos os lados a fim de regime, na fase em que “vale tudo”.
Ao menos, ainda poderia tentar – dificilmente, é verdade – cair com alguma decência. Depois disto, haverá ainda alguém que leve o desgraçado a sério? Não vai aprender nunca…
http://lishbuna.blogspot.com/2010/05/pa-m as-tu-ainda-nao-percebeste-pa-que.html
Já são poucas as pedras no peito, sem dúvida…
Dessas mentiras contadas,
prontamente desmentidas,
brotam pernas encurtadas
em palavras incontidas.
Chegando a mudar de calçada
quando uma flor lhe aparece,
merecendo uma paliçada
de quem seriedade carece.
Mudar de calçada não vai chegar. O melhor é mudarmos de país.